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Intervençom
política de Antom Santos, responsável comarcal de NÓS-UP
em Compostela o passado 9 de Março
Companheiros
e companheiras:
Hoje que
os partidos do regime iniciam a sua campanha eleitoral e os meios de comunicaçom
de massas acompanham com todos os seus recursos o que chamam festa da
democracia, NÓS-UP, como organizaçom política do
independentismo, aproveita para sair à rua, fazer público
o seu pronunciamento e explicar as suas razons:
-Hoje nom assistimos a festa da democracia nengumha, senom ao desplegamento,
por parte das burocracias partidárias e os seus departamentos de
marketing, dumha ofensiva propagandística rumada parao mantimento
ou consecuçom de mais poder institucional nos governos municipais.
Uns farám por esquecer nas urnas a sua responsabilidade criminosa
na maré negra e no ataque imperialista ao Iraque; outros disfarçarám-se
de progressistas para fazer esquecer que cometeriam exactamente as mesmas
falcatruadas que a direita governante hoje: só há que pôr
Mar Egeu onde hoje pom Prestige e lembrar o ataque ao Iraque em 91; outros,
finalmente, tentarám dizer que som tam bons como os que mais e
que aquilo de romper com este marco jurídico-político é
cousa do passado e que hoje som o suficientemente responsáveis
como para gerir os intereses de Espanha no nosso País com a maior
escrupulosidade.
-O inimigo da democracia número um, nutrido de perigosos elementos
terroristas e sem negumha dúvida na hora de apagar dum plumazo
com todos os meios qualquer oposiçom real é o PP, como vem
demonstrando nos últimos meses de maneira especialmente clara.
Levamos anos a qualificá-los de terroristas, advertindo sobre a
ameaça que representam para a Galiza, como para que agora nos sonem
a novos os argumentos que a maioria da populaçom aceita. A nossa
intervençom eleitoral vai centrar-se na denúncia deste partido;
mas como nom somos ingénu@s, nom podemos deixar passar quem se
vistem de lobos com pele de cordeiro, tamém espanhóis e
tamém de direitas; e quem dam osigénio dia si e dia tamém
a este regime jurídico-político, @s mesm@s que neste Concelho
som parte activa na perseguiçom da liberdade de expressom e na
condena à dissidência política. Hoje querer mais autonomia
é querer mais Espanha: mais marés negras, mais agressons
imperiais, mais ofensiva contra a classe trabalhadora e as mulheres, menos
democracia e menos naçom galega.
-Portanto, e por todo o anterior: nom tragamos com o discurso trampeiro
e torpe do voto útil. O útil e democrático hoje é
continuar a mobilizaçom de massas, nom abandonar as ruas e converter
a pressom anti-governamental numha pressom sostida contra a farsa democrática
espanhola, pola libertaçom nacional, a emancipaçom da classe
trabalhadora e as mulheres. O inútil é deixarmos a rua e
começarmos a jogar com as suas cartas exclusivamente, dar votos
aos e às autonomistas de novo cunho, como se ainda merecessem prémios
extra por renunciar ao nacionalismo e a trasnformaçom social, como
se ainda mercessem o apoio activo de quem eles condenam a multas e prisom.
-Quem se apresentam como alternativa som já oficialidade pura neste
Concelho desde há quatro anos: quatro anos de recorte aos direitos
democráticos, com dúzias de activistas polític@s
julgad@s e condenad@s; quatro anos de video-vigiláncia, turistificaçom
como única estratégia económica, cidades da cultura
e congressos das elites, de vivenda inasequível, urbanismo residencial,
nula política lingüística. Quatro anos com El Correo
Gallego como vozeiro autorizado do politicamente correcto, até
o ponto de exercer de censor municipal proibindo concertos. Os nossos
quatro anos de oposiçom contínua na rua têm que plasmar-se
tamém na campanha eleitoral.
-Há só umha forma de dizer-lhe ao poder, e de convencer
a gente, que nestas eleiçons há umha opçom clara
de protesto: continuar na rua, mobilizando e agintando, e distribuindo
a papeleta negra que utilizaremos massivamente em 25 de Maio.
Com Espanha,
nunca mais!
Por dignidade, Galiza vota em negro.
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