orthopedic pain management

Num país livre isto nom passaria ...
Espanha culpável

Se bem o acidente do petroleiro Prestige o 13 de Novembro diante da Costa da Morte nom pode ser avaliado como um lamentável acidente, -pois formava parte desse letal pacote de mais de 20.000 barcos envelhecidos que o capitalismo utiliza para transportar todo tipo de susbtáncias e produtos perigosos (químicos, biológicos, nucleares, petróleo, gas) a baixo custo-, a passividade, ineptitude, e negligência adoptada polas autoridades espanholas desde as primeiras horas, fôrom determinantes para converti-lo num dos maiores desastres ambientais e socio-laborais da história da nossa naçom.

Para evitar que se repita mais umha vez este tipo de sucessos que semelham serem cíclicos nas nossas costas (Erkowit, Polycommander, Urquiola, Andros Patria, Casón, Mar Egeo) cumpre determinar com claridom as causas e os responsáveis.
·Em primeiro lugar acha-se a lógica criminal do modo de produçom capitalista no que só primam critérios de rendibilidade económica, -máximo ganho ao menor custo-, sobre a segurança e o bem-estar das pessoas, os povos e do ecosistema.
·Em segundo termo a legislaçom imposta polos organismos capitalistas, como a UE, que permitem que bombas frotantes circulem polos mares.
·Em terceiro lugar devemos situar o governo espanhol e a Junta de Galiza polo desinteresse e falta de meios que empresta para mitigar o desastre. Cumha pequena parte dos 68 milhons de € (11.314.248.000 milhons de pts) que costou o o aviom Eurofighter que caiu há dias em Cáceres, poderia ter-se evitado esta catástrofe.
·Em quarta instáncia e como conseqüência directa das anteriores acha-se a dependência nacional que padece Galiza. O Povo Trabalhador Galego nom tem competências para poder modificar a legislaçom e adoptar as medidas imprescindíveis para impedir estes sucessos. Sem independência nacional somos refens dos interesses do capitalismo espanhol. A falta de soberania do nosso país provoca que Espanha nom adopte as medidas imprescindíveis para afrontar esta situaçom, abandonando Galiza a sua sorte. A lógica colonial coa que somos tratad@s por Espanha mostra aqui a verdadeira face.

Quando Galiza tem padecido mais do 10% dos acidentes por marés negras do conjunto do planeta produzidos nos últimos 25 anos, a actual situaçom só pode qualificar-se de puro terrorismo perante a falta de previssom, meios (remolcadores, barcos anti-contaminaçom, buques de extraçom de hidrocarburos) e absoluta passividade e descoordenaçom das diversas autoridades espanholas.
Desde o primeiro momento Arsénio Fernandez de Mesa, Delegado do governo espanhol, age como ministro de propaganda fascista, ocultando o problema, lançando cortinas de fumo mediante a criaçom de bodes expiatórios em Gram Bretanha ou no capitám do Prestige. Fraga de caçaria por Espanha só aparece umha semana depois do início da crise para realizar falsas promessas. Os ministros de Aznar mantenhem diversas opinions e estratégias sobre como agir. O governo espanhol desatende as sugerências de outros estados e despreza as ajudas que oferecem Itália ou Portugal. O autonomismo dedica a passear os seus dirigentes engaravatados pola costa para aranhar votos.
Os partidos espanhóis e autonomistas som, além da do Prestige, a verdadeira maré preta que asola Galiza.

Estamos assistindo a umha crise ecológica, socio-laboral e nacional de incalculáveis conseqüências para o meio-ambiente de amplas zonas da Galiza e para dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que vivem directa e indirectamente do mar. Perante a falta de informaçom veraz e da manipulaçom da maioria dos meios de comunicaçom ainda nom podemos calibrar na sua justa medida a dimensom real desta catástrofe ecológica e sócio-laboral.
A destruiçom das nossas costas, o desemprego para milhares de trabalhadoras e trabalhadores, a emigraçom, é o terrível preço que nos impom o capitalismo e a dependência nacional.
AGIR, organizaçom do estudantado da esquerda independentista, apela ao conjunto do estudantado galego a participar activamente em todas as mobilizaçons populares convocadas na defesa da Galiza, na reclamaçom de imediatas medidas para paliar este sucessso, e na contundente condena desta agressom contra a nossa naçom polo capitalismo e por Espanha.

Galiza, Novembro de 2002

ADIANTE COA MOBILIZAÇOM SOCIAL!!
SOLIDARIEDAE COM @s TRABALHADORES/AS AFECTAD@S!!
GOVERNO ESPANHOL, JUNTA DE GALIZA RESPONSÁVEIS!!