O Governo Espanhol Censura E Manipula

3 de Dezembro de 2003

O Governo espanhol do PP está a limitar o acesso à informaçom por parte do povo galego quanto lhe é possível no caso do Prestige.

As últimas provas do que dizemos som a proibiçom a fotógrafos de imprensa de fotografarem a mancha de fuel que rodeia Sálvora. Foi a Capitania de Vila Garcia a que proibiu a três jornalistas subirem a um pesqueiro que participava nos labores de limpeza e desde os quais queriam fotografar a grande mancha de Sálvora.
Dias atrás, soubo-se das restriçons impostas polo mesmo Governo de Espanha sobre o espaço aéreo galego, proibindo selectivamente sobrevoar a costa galega para evitar visons da maré negra alternativas à oficial.

O último sinal de evidente censura informativa tivemo-lo no contrato assinado com o organismo francês Ifremer, proprietário do batiscafo Nautile, contratado para descer até o local em que se encontram os restos afundidos do Prestige. O contrato proíbe expressamente aos técnicos franceses facilitar qualquer dado sobre a realidade dos tanques de fuelóleo que se encontram no fundo do mar, ficando o Governo espanhol com a exclusiva da manipulaçom informativa.
Por se o anterior nom bastasse, diversos meios de comunicaçom figérom público um relatório secreto do Governo espanhol que eleva a 20.000 toneladas a quantidade de fuelóleo derramado na costa galega até agora.

Quanto à manipulaçom, nom há melhor mostra que a apariçom do presidente espanhol ante as cámaras da televisom pública, ontem mesmo, afirmando que concorda plenamente com as reivindicaçons dos manifestantes que enchêrom as ruas de Compostela em 1 de Dezembro, na manifestaçom mais multitudinária da história da Galiza. Lembremos que o objectivo da mobilizaçom foi exigir responsabilidades aos dirigentes do PP, motivo polo qual este partido recusou participar na mesma. Apesar disso, e ante as dimensons da manifestaçom, Aznar nom duvida em aproveitar o controlo da TVE para situar-se à frente dos desesperados centos de milhar de galeg@s que lhe exigírom a demissom.

 


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