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O MLNG PARTICIPARÁ NA MANIFESTAÇOM DO PRÓXIMO DOMINGO ÀS 12.00HH NA ALAMEDA DE COMPOSTELA

Resoluçom do Comité Central

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CLASSE TRABALHADORA: MOBILIZAÇOM SOCIAL
PRESTIGE: o capitalismo espanhol é responsável

Perante a situaçom de catástrofe nacional que está vivendo a Galiza por mor do abandono, ineptidom, inoperáncia, passividade e dessinteresse coa que o governo espanhol e as autoridades da Junta da Galiza gerírom desde o início o acidente do petroleiro Prestige, que só podem qüalificar-se de terrorismo, Primeira Linha manifesta:

1º- É imprescindível para poder agir correctamente nesta crise delimitar as causas e as responsabilidades políticas deste sucesso. O modo de produçom capitalista, o papel que ocupa a Galiza na divisom internacional do trabalho, a dependência nacional que padece por parte do Estado espanhol, e a criminosa atitude das autoridades do PP, som as quatro principais chaves cognoscitivas que permitem dotar-nos dos instrumentos analíticos indispensáveis para abordar o problema correctamente.

2º- É urgente e fundamental a mobilizaçom social, a autoorganizaçom popular, para EXIGIR às autoridades espanholas meios e recursos para combater a maré negra e as suas graves conseqüências para o meio ambiente e as dezenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores galeg@s que vivem directa ou indirectamente do mar, e cujo futuro está seriamente ameaçado.

3º- A esquerda independentista galega deve clarificar sem ambigüidades que as bem intencionadas brigadas de compatriotas que, de jeito mais ou menos espontáneo, e movidas polo sentimento de indignaçom e impotência que nos invade, estám "limpando" as praias, nom som o melhor jeito de abordar desde parámetros patrióticos, ecologistas e de esquerda, a actual crise nacional. Estám contribuindo a desenfocar o problema, desviando a atençom, suavizando as contradiçons, entre @s responsáveis da catástrofe e o povo trabalhador galego, ocupando umha tarefa que só corresponde, -na actual conjuntura político-social da luita de libertaçom nacional e social de género-, às autoridades espanholas. Esta versom "ecologista" do 0.7% é negativa para vertebrar um grande movimento social que concentre as forças em lograr que a Junta da Galiza e todas as autoridades espanholas deêm imediatas soluçons aos/às afectad@s, dotem o nosso país de meios e recursos para evitar no futuro umha situaçom semelhante, para modificar a regulaçom internacional de transporte marítimo.

4º- Devemos EXIGIR ao governo espanhol e a Junta da Galiza informaçom precisa e transparente sobre o verdadeiro alcance da catástrofe ecológica; devemos EXIGIR que adopte as medidas de choque imediatas patra mitigar os efeitos dumha contaminaçom que se poderia ter evitado, se desde o primeiro momento (quarta-feira 13 de Novembro) se intervém na situaçom; devemos EXIGIR responsabilidades políticas ao PP por ter permitido que o que nom teria porque deixar de ser um acidente cum limitado impacto, se tenha convertido na mais importante catástrofe ecológica do litoral galego; devemos EXIGIR explicaçons porque depois de vinte e cinco anos padecendo mais do dez por cento dos acidentes de petroleiros e barcos de mercadorias perigosas (Erkowit, Polycommander, Urquiola, Andros Patria, Casón, Mar Egeu) que se produzírom no planeta, Galiza nom conta com recursos e meios técnicos (barcos descontaminantes, remolcadores, barreiras protectoras, etc) imprescindíveis para abordar esta situaçom.

5º- É às autoridades a quem compete limpar o litoral, descontaminar a costa, habilitando meios técnicos, científicos, e/ou contratando às dezenas de milhares de afectad@s ou à legiom de desempregad@s, para realizar esta tarefa com garantias de segurança e coordenaçom, para lograr umha rápida e eficaz descontaminaçom.
As organizaçons ecologistas e populares devem, devemos, pressionar o PP e os aparelhos do Estado espanhol para que actuem, denunciando a lentidom criminal coa que seguem agindo, e a absoluta falta de meios para solucionar umha situaçom que cada dia que passa empiora.

6ª- A actual descoordenaçom e a falta de medidas e decisom política para evitar primeiro, mitigar agora, a catástrofe, nom lhes pode sair grátis aos inimigos deste país e do seu povo trabalhador.
Arsénio Fernández de Mesa, delegado do Governo espanhol na Galiza, Manuel Fraga Iribarne, Presidente da Junta, José Maria Aznar, presidente do governo espanhol, Jaume Matas, ministro de Meio Ambiente, Carlos del Álamo, conselheiro de Meio Ambiente, Henrique López Veiga, conselheiro de Pesca, Álvarez Cascos, ministro de Fomento, Loyola de Palácio, comisária da UE, etc som os nomes e apelidos dalguns e algumhas d@s responsáveis políticos desta catástrofe contra a Galiza e o seu povo trabalhador.

7ª- É imprescindível participar em quanta iniciativa e mobilizaçom social se convoque para denunciar a situaçom e EXIGIR soluçons imediatas.
Embora o conjunto do MLNG (AMI, AGIR, NÓS-UP, e Primeira Linha) foi excluido da Plataforma "Nunca Mais", -no que só se pode qualificar como umha decisom de apartheid político cuj@s responsáveis som, sem excepçom, todas as forças que a integram-, a esquerda independentista vai estar presente nas ruas para denunciar a situaçom, exigir responsabilidades e transmitir que só numha Galiza independente e socialista nom voltarám a acontecer este tipo de acidentes.

8ª- Porque só recuperando a independência nacional conculcada por Espanha poderá o Povo Trabalhador Galego ser dono dos seus destinos, dotar-se da ferramenta política, -um estado próprio-, com capacidade de decisom para defender os seus interesses nacionais e de classe. A trágica ausência de soberania tem hipotecado o nosso futuro, provoca que dependamos da criminosa lógica colonial coa que age o capitalismo espanhol, que tam cara nos está saíndo.


Galiza, 24 de Novembro de 2002