Rotundo êxito
da greve geral contra o capitalismo, o fascismo e o imperialismo espanhol
20J, a maré
vermelha da classe trabalhadora galega
ALARGAR E
INTENSIFICAR A LUITA. POR UMHA GREVE GERAL DE 48 HORAS EM OUTONO
·Comité Central
de Primeira Linha
Os resultados da greve geral
do 20J no nosso país, -a décima que se realiza na Galiza desde a instauraçom
da democracia burguesa espanhola-, fôrom um rotundo êxito polo massivo seguimento
do paro, mas especialmente pola elevada participaçom nas 16 manifestaçons
celebradas em diferentes pontos da geografia nacional. Mais de 300.000 trabalhadores
e trabalhadoras, jovens, mulheres, reformad@s, ocupárom as ruas da Galiza,
na autêntica maré vermelha de Junho, contra a reforma laboral e a política
sócio-laboral do PP. A massiva resposta da classe operária e do conjunto
dos sectores populares superárom sobradamente as expectativas das centrais
sindicais e das organizaçons que, como Primeira Linha e o conjunto das entidades
do MLNG, aderimos a esta jornada de luita contra a ofensiva de Espanha e
do capital.
A inactividade foi praticamente
completa na indústria, o transporte, os portos e a construçom, e muito elevada
no sector serviços. Apesar das ameaças e coacçons patronais, das advertências
da Junta da Galiza por boca de Fraga, dos abusivos “serviços mínimos”, da
criminalizaçom realizada polo governo espanhol, da intoxicaçom da maioria
dos meios de comunicaçom públicos e privados, do desprestígio do sindicalismo
reformista, da repressom policial, 85% d@s trabalhadores/as galeg@s secundárom
a greve. Primeira Linha considera imprescindível valorizar na sua justa
medida estes dados por quanto devem ser enquadrados na particular morfologia
da estrutura de classes da Galiza -umha sociedade pouco urbanizada e sem
um proletariado industrial desenvolvido- e mantendo como referente comparativo
o seguimento atingido na greve geral nacional de 15J de 2001.
Embora milhares de trabalhadores/as,
basicamente do sector serviços (empregad@s do pequeno comércio, grandes
superfícies comerciais, hospedaria, limpeza) e de pequenas empresas dos
mais variados ramos, que representam a maioria desses 36% de contratos eventuais
e precários, sem direitos laborais, cativ@s da ditadura da patronal, -basicamente
jovens, mulheres, e imigrantes-, nom pudessem exercer livremente o exercício
da greve, até a intervençom dos piquetes; embora o partido e estruturas
de poder do governo mantivessem umha agressiva oposiçom à greve mediante
umha forte campanha de desmobilizaçom e criminalizaçom, e as forças reformistas
e autonomistas tentassem com o oportunismo que as caracteriza manter umha
ambigüidade calculada de matizado e prudente apoio (PSOE e
BNG); amplíssimos sectores do povo trabalhador galego fôrom conscientes
da necessidade de frear a ofensiva da burguesia contra os direitos laborais
e democráticos.
Esta greve geral foi um plesbiscito
popular em que a maioria da populaçom dixo nom à política do PP. Esta greve
geral, de continuar e aprofundar nas medidas de pressom, pode marcar o princípio
do fim da era popular no governo espanhol.
As mais de trescentas mil
pessoas que enchêrom as ruas das principais cidades e vilas do país, -no
que foi umha espectacular demonstraçom de força operária e popular, do mal-estar
generalizado das classes populares-, exprimírom sem as interferências da
cada vez mais limitada e involucionista democracia burguesa, a necessidade
de parar a ofensiva neoliberal da bloco de classes dominante espanhol e
dos seus aliados regionalistas.
Embora as cúpulas sindicais
procurassem umha greve ordenada, institucional e respeitosa com a legalidade
vigente, dezenas de barricadas, centenares de sabotagens, milhares de pintadas,
caracterizárom o desenvolvimento da jornada, contribuindo para o êxito do
20J. Confrontos em Ferrol, no Morraço, Ponte-Vedra, Vigo, e outros pontos
do país, provocados pola violência policial e as provocaçons da patronal,
nom lográrom evitar o paro no conjunto dos meios e produçom.
Manipulaçom
do governo espanhol
A burguesia, perante os resultados
evidentes da greve, optou por contradizer a realidade aplicando um guiom
previamente desenhado consistente em negar o seu êxito. Assim, desde a madrugada,
o ministro-portavoz do governo espanhol, ao mais puro estilo goebbelsiano,
cifrou o seguimento na Galiza em menos de 17%, cifras que se mantivêrom
invariáveis ao longo da jornada. Até hoje esta é a estratégia adoptada pola
oligarquia para evitar modificar os planos involucionistas da sua ofensiva
global contra a classe trabalhadora, as mulheres e os povos do Estado espanhol.
Mas as espectaculares manifestaçons
que acompanhárom a greve na Galiza, e também noutras partes do Estado, estám
a dificultar enormemente a intoxicaçom informativa, embora a prática totalidade
dos meios de comunicaçom públicos e privados continuem a bombardear estas
teses. Fraga, além de realizar umha intensa campanha contra a greve nas
semanas prévias, qualificou como dia nefasto e lamentável e
de fracasso absoluto o 20J.
Umha vitória
que se pode transformar em derrota
O 20J verificou-se a existência
dum invisível, soterrado, e generalizado mal-estar entre a imensa maioria
da populaçom galega que emergiu com força e clareza.
Embora o governo espanhol
venha de manipular os critérios de elaboraçom do inquérito de populaçom
activa (EPA) para suavizar a realidade, embora assistamos a umha acelerada
concentraçom de capital e incremento da taxa de ganho da grande burguesia,
na Galiza o desemprego incrementou em 36.700 pessoas no primeiro trimestre
deste ano; a capacidade de poupança das famílias galegas caiu 6% entre Janeiro
e Março, situando-nos no terceira “comunidade autónoma” que menos consome;
o incremento da eventualidade, especialmente entre a mocidade e as mulheres,
continua em ascenso; a pobreza continua a subir.
Mas este panorama, cada dia
mais sentido pola imensa maioria do povo, vai acompanhado pola outra cara
da moeda. A burguesia galega incrementará em 78 milhons de euros anuais
a sua taxa de ganho com a aplicaçom do decretaço. Simultaneamente ao indecente
anúncio realizado por Inditex nas semanas prévias ao 20J sobre o incremento
de vendas de 28% atingido no primeiro trimestre, cum lucro de mais de 32%,
situando-se em 66.8 milhons de euros (11.114 milhons de pts), @s trabalhadores/as
de Zara Logística saiam à rua para solicitar o desbloqueio da negociaçom
colectiva e um incremento salarial de 5%, sobre umha base de 106.000 pts.
A propaganda oficial de España
va bien, a ofensiva ideológico-propagandística da burguesia espanhola,
mediante a sistemática criaçom e renovaçom de cortinas de fume: mundiais
de futebol, Operaçom Triunfo, e resto dos renovados e constantes
mecanismos de alienaçom como os apelos patrióticos à defesa do prestígio
internacional de Espanha por mor da cimeira de Sevilha, fôrom insuficientes
para neutralizar o 20J. A paulatina queda no nível de vida das massas populares,
incrementada com a entrada do euro, o desemprego, a precariedade laboral,
a falta de expectativas para a juventude, o medo a um incerto futuro, a
insegurança que geram as medidas neoliberais com os seus ataques à educaçom,
sanidade, pensons e instrumentos de protecçom social, o incremento da marginalizaçom
e exclusom social; unido à política autoritária e repressiva que caracteriza
o segundo governo de Aznar, cristalizou de forma organizada, mas também
espontaneamente, nesta jornada de luita. O clima dos dias prévios prognosticava
umha greve amplamente secundada, mas nom era perceptível a dimensom real
da imensa válvula de escape em que se converteu o protesto. As grandes manifestaçons
de cidades como Ourense ou Lugo, com umha classe trabalhadora reduzida e
desestruturada, sem tradiçom de luita, evidenciam o sentir geral de amplos
sectores populares.
Mas, a diferença da greve
geral de 1988 que logrou a retirada, na semana seguinte, do plano de emprego
juvenil que pretendia aplicar o PSOE, o 20J ainda nom logrou a retirada
da reforma. Hoje a burguesia acha-se objectiva e subjectivamente mais fortalecida,
e o movimento operário arrasta umha crise sem precedentes, perplexo e desconfiado
dum sindicalismo conciliador e pactista. O PP aparentemente age como se
a greve fracassasse, insistindo nas falácias da sua propaganda fascista.
Se os sindicatos espanhóis,
-corruptos, burocratizados e parcialmente responsáveis por esta situaçom
devida à política de concessom e pacto social que venhem praticando desde
1978-, se o sindicalismo galego, -que enferma praticamente dos mesmos males,
embora com menor intensidade-, ao igual que no 15J do ano passado, nom mantenhem
e incrementam as medidas de pressom e luita, e optam por continuarem a subordinar
os interesses imediatos da classe trabalhadora aos interesses eleitorais
dos partidos reformistas e social-democratas de que dependem (em Maio/Junho
de 2003 há eleiçons municipais), a imensa potencialidade de combate e resistência
deste emergente movimento de massas será baldio. Cumpre continuar no caminho
encetado. Devemos configurar, estruturar umha estratégia de luita, evitar
deixar cair e conduzir novamente o movimento operário à frustraçom das traiçons
do reformismo, contribuindo para o despretígio da intervençom social, e
portanto da organizaçom sindical e popular.
É necessário atingir umha
vitória, obrigar a burguesia a que retire o decretaço, e isto nom se consegue
numha mesa de negociaçons, mas na rua. É necessário convocar umha greve
geral de 48 horas depois do verao para pôr de joelhos Aznar e abrir um novo
ciclo em que o movimento operário e popular de massas volte a ser um sujeito
político recuperando a centralidade que lhe corresponde no combate contra
o capital. A luita é o único caminho para poder defender-nos frente a ofensiva
do capitalismo, o fascismo e o imperialismo espanhol.
Achamo-nos num ciclo ascendente
dumha nova vaga de luita de massas, que cumpre estrutura e fazer convergir.
Cumpre agir com habilidade e visom de conjunto para aproveitar o reponte
da participaçom juvenil nas luitas, -do movimento estudantil anti-LOU, ao
movimento anti-globalizaçom-, incorporando milhares de jovens trabalhadores/as
na luita sindical.
Devemos impedir que o PSOE,
o BNG e resto de forças reformistas fagocitem a resposta operária e popular.
Temos que impossibilitar que as potencialidades de vitória se transformem
mais umha vez numha derrota pola cobardia, o oportunismo e a traiçom das
burocráticas e corruptas direcçons sindicais, que só pretendem capitalizar
eleitoralmente o mal-estar popular, e perpetuaur os seus privilégios como
parte consubstancial do regime.
A participaçom do MLNG na
greve foi destacável. O seu carécter político e global, nom restringido
exclusivamente à retirada do decretaço, tal como focárom os sindicatos e
organizaçons reformistas, foi a visom que se tentou introduzir no movimento
de massas. NÓS-UP considerou correctamente que o 20J “deve ser concebido
como umha grande jornada de luita obreira e nacional polos direitios laborais
da classe trabalhadora, contra o fascismo, polas liberdades individuais
e colectivas da Galiza”. Mediante umha impactante campanha de agitaçom
e propaganda e umha activa participaçom nos piquetes e nas mobilizaçons,
a esquerda patriótica anticapitalista foi quem de deixar a sua impronta
naquelas comarcas onde possui maior incidência e introduçom. As frustradas
tentativas de isolamento praticadas nalgumhas zonas e os choques com o reformismo
exprimírom sobre o terreno, constatárom empiricamente, duas formas antagónicas
de intervir socialmente. O autonomismo social-democrata versus a
esquerda independentista. A velha prática da conciliaçom e colaboraçom,
e a da luita coerente.
Antes da
reforma do INEM. Trabalhador/a da construçom com contrato de obra e
salário bruto mensal de 901€ (150.000 pts). Leva 11 meses trabalhando e
a empresa despede-o sem que tenha finalizado a obra objecto do contrato.
Sem outra causa, qualquer juiz do Social declararia o despediemnto improcedente.
Antes de 27 de Maio, @ trabalhador/a
recorreria o despedimento e teria direito aos seguintes cobramentos: 240.000
pts de indemnizaçom de 45 dias por ano trabalhado; 525.000 pts de salários
de tramitaçom de três meses (tempo médio desde o despedimento até umha sentença
laboral); 160.000 pts em quotizaçons à Segurança Social da sua empresa durante
esses três meses; 122.000 pesetas/mês durante quatro meses de prestaçom
por desemprego do INEM.
Depois da
reforma do INEM. No mesmo caso, com o mesmo salário e idêntico despedimento
improcedente, o citado operário da construçom só mantém o direito à indemnizaçom
(240.000 pts).
Que direitos
perde? Perde as 525.000 pts de salários de tramitaçom e as
160.000 pts de quotizaçons correspondentes. Mas também perde o direito à
prestaçom por desemprego (488.000 pts) já que o INEM exige um mínimo de
um ano trabalhado e foi despedido aos 11 meses (antes somava 14 meses, com
os três meses à espera de julgamento).
O alvanel teria cobrado até
agora 1.413.000 pts polo seu despedimento improcedente. Agora só cobrará
240.000 pts.
Primeira.
14 de Fevereiro de 1984. Ámbito nacional. Convocada pola INTG contra
a reconversom naval.
Segunda.
12 de Julho de 1984. Ámbito nacional. Convocada pola INTG e CCOO
contra a política económica do governo PSOE.
Terceira.
29 de Novembro de 1984. Ámbito nacional. Convocada pola INTG e CCOO
contra o desemprego.
Quarta.
20 de Junho de 1985. Ámbito estatal. Convocada por CCOO contra a
reforma das pensons.
Quinta.
14 de Dezembro de 1988. Ámbito estatal. Convocada contra o Plano
de emprego juvenil do PSOE, pola INTG e CXTG por um lado, e por CCOO e UGT
por outro.
Sexta.
2 de Abril de 1992. Ámbito nacional. Convocada pola CIG, CCOO, UGT
e os sindicatos agrários em defesa dos sectores produtivos galegos.
Sétima.
28 de Maio de 1992. Ámbito estatal
e de meia jornada. Convocada pola CIG, CCOO e a UGT contra a reforma laboral
e das pensons.
Oitava.
27 de Janeiro de 1994. Ámbito estatal. Convocada pola CIG, CCOO,
e a UGT contra a reforma laboral.
Nona.
15 de Junho de 2001. Ámbito nacional. Convocada pola CIG e a UGT
contra a reforma laboral e das pensons.
Décima.
20 de Junho de 2002. Ámbito estatal. Convocada pola CIG, CCOO e a
UGT contra a reforma das prestaçons por desemprego.
A GREVE AO
LONGO DO PAÍS
Mais de 300.000 trabalhadoras
e trabalhadores galeg@s na rua nas 16 mobilizaçons realizadas na Galiza.
O BARCO DE VALDEORRAS 500
BURELA
4.000
CEE 300
COMPOSTELA 20.000
CORUNHA 50.000
FERROL 25.000
LALIM 250
LUGO
15.000
MONFORTE 1.000
OURENSE 20.000
PONFERRADA 2.500
PONTE-VEDRA 15.000
RIBEIRA
3.000
VIGO
150.000
VILA-GARCIA DE AROUSA 7.000
Mais de 2.000
trabalhadores/as da comarca secundárom a manifestaçom central realizada
em Ponferrada diante do prédio administrativo do governo espanhol.
A
greve foi maioritariamente secundada na minaria, construçom, nos polígonos
industriais, no sector metalúgico e químico. Nos principais núcleos urbanos
como Cacabelos, Bembibre e Ponferrada, o comércio e a hospedaria estivo
praticamente paralisado. Nesta cidade um piquete de mais de 100 pessoas
percorreu durante a noite as ruas logrando que o Carrefour nom abrisse as
portas. A excepçom foi Vila Franca do Berço onde o seguimento foi menor.
Diferentes comércios, entidades bancárias e o local de Canal 4 TV de Ponferrada
sofrêrom diferentes sabotagens.
Compostela
A
greve foi total na indústria do polígono do Tambre, o transporte, a limpeza
e a Universidade. O seguimento foi praticamente absoluto no comércio e hospedaria,
salvo em Hipercor. Um piquete de trescentas pessoas, com umha ampla e determinante
presença de militantes da esquerda independentista, desde as 00 horas do
dia 20 percorreu a cidade fechando os poucos estabelecimentos de hospedaria
abertos. Destacou a rotura de vidros em dous bares da rua do Franco e nalguns
locais do Ensanche, barricadas e queima de contentores nas entradas
da cidade, a realizaçom de centenas de pintadas e dezenas de sabotagens,
entre os que salienta a queima da tenda Stradivarius (Inditex) e o ataque
com cócteis molotov a Bankinter, e a rotura de montras de entidades bancárias
e imobiliárias.
Lavacolha
estivo paralisada até primeiras horas da tarde. Na manifestaçom, que superou
as previsons mais optimistas, centos de pessoas secundárom o cortejo de
NÓS-Unidade Popular.
Apesar
da violência física utilizada polas unidades antidistúrbios da polícia espanhola,
o seguimento foi do 100% na indústria, 98% no transporto, 95% nas mercadurias
e 70% na Universidade. O jornal La Opiniom nom se editou e
La Voz de Galicia saiu com umha ediçom única frente à dúzia habitual.
Fôrom numerosas as sabotagens:
diversos comércios e faculdades fôrom siliconadas, três automóveis cruzados
cortárom o tránsito desde primeiras horas da manhá na avenida de Alfonso
Molina, dificultando a circulaçom.
Na zona da Palhoça houvo rotura de vidros de montras e espalhárom-se caricas
de garrafas com pregos. Também se produzírom roturas de painéis informativos,
queima de contentores de lixo em diversos pontos da cidade, de valados de
obra no Graxal, e nos polígonos industriais de Agrela e Sabom o tránsito
foi cortado com barricadas de pneus incendiados. Em Sigrás partírom-se os
vidros de dous autocarros de Sucasa.
Além da pressom policial,
o principal incidente foi a tentativa de atropelamento realizada por um
furagreves contra um piquete nos acessos a Sabom.
O paro foi completo nas grandes
empresas como Alcoa, EMESA, ISOLUX, PERFIALSA, La Toja, no polígono
de Sabom, e maioritário em Agrela (onde funcionou o mercado central de frutas)
e Pocomaco. Também foi total no porto e na estaçom de autocarros. Tam só
descolárom dous voos de Alvedro. Inditex, Carrefour e El Corte Inglés foi
fechado pola acçom dos piquetes, bem como o pequeno comércio, mas algumhas
grandes superfícies comerciais como o Haley do Bastiagueiro permaneceu aberto,
embora sem clientes, entre um forte dispositivo policial. Destaquemos ainda
que o concelho de Oleiros fijo greve.
Mais de 50.000 trabalhadores/as
assistírom à manifestaçom convocada pola CIG-CCOO-UGT, cifra que nom tem
precedentes nesta comarca. NÓS-UP assistiu com cortejo próprio. A manifestaçom
da CUT-CGT-CNT nom deu reunido mais que 50 pessoas.
O paro foi masssivo na construçom,
transporte, nos polígonos industriais do Ceao (90%), Louzaneta (80%), e
das principais vilas: Monforte (95%), Rábade (75%), Castro de Ribeiras de
Lea (75%). Também fechárom Cementos Cosmos de Sárria, PEBOSA de Quiroga,
Alumina-Aluminio e a prática totalidade das insdústrias da Marinha, asssim
como o porto de Burela, onde tivo lugar umha manifestaçom de mais de 4.000
pessoas.
Em Lugo, fôrom detidos dous
membros dum piquete quando tentavam fechar um restaurante. Realizárom-se
multidom de pintadas e pequenas sabotagens contra estabelecimentos e pequenas
indústrias. NÓS-UP assistiu com faixa própria à manifestaçom que percorreu
o centro de Lugo.
A realizaçom dumha das mais
numerosas manifestaçons da história da cidade exprime abertamente o desenvolvimento
da greve em toda a “província”. O paro foi total nos polígonos industriais
de Pereiro de Aguiar e Sam Cibrao das Vinhas, destacando o fechamento de
COREN, no transporte, e a construçom, e muito elevado no sector serviços,
destacando no comércio e hospedaria. O sector pizarreiro de Valdeorras também
parou massivamente, a excepçom de Cafersa, onde os operários fôrom fechados
com cadeado e chave pola patronal..
Carvalhinho, Ginzo de Límia,
Ribadávia, Valdeorras e Verim também aderírom massivamente ao paro. Tanto
no Barco quanto em Verim houvo manifestaçons, de 500 e 2.000 trabalhadores/as
simultaneamente.
Destacou a realizaçom de numerosas
pintadas, cortes de estradas com barricadas de pneus incendiados, a queima
centos de exemplares de “La Region”, o jornal da direita local, numha
das artérias principais de Ourense, bem como as tentativa de um segurança
privado de atropelar membros dum piquete no polígono de Sam Cibrao, e o
fechamento dos centros comerciais Pontevelha e Carrefour por accçom dos
piquetes. As entidades do MLNG portavam umha faixa conjunta na manifestaçom.
ENCE,
TAFISA, o porto de Marim, o polígono do Campinho, a construçom secundárom
totalmente o paro, enquanto Carrefour, Froiz, Gadis, Caixanova, e pequenas
empresas tivérom que fechar após a passagem dos piquetes, conformados por
algo mais de 200 trabalhadores/as das três centrais maioritárias que começárom
a agir desde as 5 da manhá entre um numeroso cordom policial. Também a greve
foi secundada em Clesa e Calvo de Caldas de Reis.
O
primeiro incidente importante tivo lugar às 10 da manhá num supermercado
Gadis quando, após umha das constantes provocaçons policiais, tentou-se
reter um operário da construçom e membro da DN de NÓS-UP, que posteriormente
foi agredido e detido num novo incidente no prédio administrativo da Junta
da Galiza. Mais de 400 trabalhadores/as concentrárom-se diante do edifício
exigindo a sua liberdade e a imediata assistência médica. Após duas horas
foi retirado polas traseiras com a cabeça coberta, conduzido à esquadra
para posteriormente, antes de que a manifestaçom de mais de 15.000 pessoas
chegasse à esquadra, ser libertado entre umha grande ovaçom. No final da
manifestaçom, diante da Subdelegaçom do Governo, a entrada da faixa de NÓS-UP
foi recebida cum grande aplauso mencionando o secretário comarcal da CIG
o sucedido horas antes e a posta em liberdade de Álvaro Franco. Posteriormente,
um piquete de mais de 2.000 pessoas secundou o apelo sindical de deslocar-se
a Carrefour, atingindo o objectivo apesar deachar-se custodiado por um importante
contingente policial.
O
seguimento da greve foi de 100% na construçom e indústria, de 70% no comércio.
Salnês
O
paro foi massivamente secundado pola indústria conserveira, o transporte,
a limpeza e o comércio. Em Vila-Garcia de Arousa tivo lugar a maior mobilizaçom
operária desde a guerra civil.
Trasancos
A
manifestaçom realizada em Ferrol, mais de 25.000 pessoas, foi a maior desde
as mobilizaçons contra a reconversom industrial da década de oitenta. A
greve iniciou-se às 22 horas quando 40 pessoas, entre elas militantes da
esquerda independentista, paralisárom a actividade de LAGASA, que conta
um sindicato vertical e com umhas duras condiçons laborais d@s trabalhadoras/es.
Daqui partiu umha dúzia de piquetes móveis que paralisárom as obras da auto-estrada,
primeiro em Neda e posteriormente em Silheda, sob a atenta mirada da Guardia
Civil, que anotou as matrículas dos carros.
Os
polígonos do Rio do Poço e da Gándara nom tivérom actividade nengumha. Nas
Pontes tampouco funcionárom os parques da Penapurreira e Os Airios. Em ENDESA
só trabalhou umha das duas turmas de serviços mínimos. A greve foi total
nos estaleiros IZAR Fene e IZAR Ferrol.
As
principais empresas industriais da comarca: MEGASA, Pull & Bear, Megasider,
Poligal ou Indipunt nom registárom qualquer actividade.
A
imensa maioria do comércio de Ferrol, Fene, As Pontes e Narom fechou as
portas. Um Froiz do bairro de Canido sofreu a rotura dos vidros, e a maioria
dos supermercados da comarca aparecêrom com as fechaduras inutilizadas e
com pintadas denunciando a precariedade laboral, assim como Telepizza, Pizza
Mobil e diversas empresas.
O
Mercado de Carança e o Central secundárom a greve, tam só houvo incidentes
com os furagreves no de Recimil.
Nom
circulou o transporte urbano, e da estaçom de autocarros de Ferrol nom saiu
nem entrou nengum veículo. Destacou a sabotagem que sofreu um comboio de
FEVE ao receber diversos impactos de arma de fogo quando se achava no apeadeiro
das Ferrarias, entre Júvia e Sam Sadurninho.
Tampouco
houvo serviço de limpeza.
Às
10 horas, a maioria dos piquetes que operávam na comarca concentrárom-se
perante o hipermercado Alcampo, no polígono da Gándara, custodiado por um
grande número de polícias. Perante a negativa da direcçom de fechar e impedir
umha assembleia de trabalhadores/as, realizou-se umha tentativa de entrar
por parte d@s concentrad@s. Resaltemos que o quadro de pessoal fixo secundara
a greve e só estavam trabalhando @s eventuais. Tenhem lugar diversas cargas
policiais e confrontos entre o piquete e as forças repressivas com o saldo
de três delegados sindicais feridos de diversa consideraçom. Na “batalha”
lançárom-se pedras contra a polícia e fôrom queimados pneus, madeiras e
parte dos carrinhos da compra. Após o final da manifestaçom, que contou
com um numeroso cortejo de NÓS-UP, mais de 300 pessoas dirigírom-se ao centro
comercial, rompendo parte dos vidros e realizando pintadas na fachada.
O seguimento foi praticamente
total em todos os sectores da comarca, destacando no sector naval e pesqueiro,
em Citroën e nas grandes superfícies comerciais como El Corte Inglés,
que fechárom pola primeira vez. O jornal El Faro de Vigo nom saiu
à rua. Os polígonos e zonas de alta concentraçom industrial (Porrinho, Mos)
estavam totalmente paralisados, os piquetes só tivérom que intervir naquelas
empresas com maior taxa de eventualidade laboral.
Foi elevadíssima a incidência
no pequeno comércio e hospedaria durante toda a noite e manhá do dia 20
(à volta de 75%) recuperando um certro grau de actividade durante a tarde
mais sem albiscar a “normalidade”.
Milhares de trabalhadores/as
e jovens secundárom as quatro convocatórias de piquetes que praticamente
nom tivérom que intervir pois o centro da cidade estava totalmente paralisado,
salvo alguns locais nocturnos da zona de Churruca. Um numeroso piquete da
CIG percorreu as principais artérias de Vigo realizando pintadas nas sedes
das multinacionais e lançando petardos. Durante as primeiras horas da noite
a polícia espanhola identificou o piquete da CUT-CGT ao completo requisando
diverso material.
Às quatro da madrugada os
piquetes voltárom a concentrar-se no caminho do Caramuxo, zona industrial
que foi completamente paralisada. Posteriormenet sed espregárom por toda
a comarcaboqueando porats e atacando autocarros, mobiliário urbano e entidades
bancárias.
Após horas de acçom constante,
mais de 500 trabalhadores/as de todo o espectro sindical percorrem Beiramar
comprovando que a indústria naval continuava fechada, para posteriormente
percorrer novamente o centro da cidade fechando os poucos estabelecimentos
que com atitude provocadora continuavam abertos, atacando entidades bancárias,
imobiliárias, até confluir na manifestaçom convocada pola CIG-CCOO e a UGT.
Dezenas de montras de bancos, asseguradoras, cafetarias, e imobiliárias
fôrom partidas polas fisgas dos piquetes. Às 11 da manhá, partiu a manifestaçom
convocada pola CUT e a CGT com perto de 2.000 pessoas. Às 12.30 mais de
150.000 pessoas percorrem o centro de Vigo na manifestaçom convocada pola
CIG-CCOO-UGT. NÓS-Unidade Popular assistiu com faixa própria às duas convocatórias.