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ABRENTE Nº 20

Abril-Maio-Junho de 2001

 

 

CONTEÚDOS

 

- Editorial: Polo emprego digno e as liberdades, contra a reforma laboral do PP. Greve Geral Nacional

- V Jornadas Independentistas Galegas: Combatendo a globalizaçom capitalista

- Primeira Linha (MLN): Cinco anos de luita

- Umha aposta polo Abrente

- Novos e velhos paradigmas para o século XXI

-Abrente Editora, livros para a construçom da Galiza livre

 

 

 

 

- Editorial: Polo emprego digno e as liberades, contra a reforma laboral do PP. Greve Geral Nacional

 

O pacote laboral, aprovado a inícios de Março polo governo espanhol mediante real decreto-lei, é umha nova agressom aos direitos e conquistas da classe trabalhadora. Desenvolvendo a funesta reforma laboral do ano 97, as actuais “Medidas Urgentes de Reforma do Mercado de Trabalho, para o incremento do emprego e a melhoria da sua qualidade” tam só pretendem aprofundar na linha estratégica de desregularizaçom e liberalizaçom do mercado laboral para facilitar ainda mais à patronal o barateamento do despedimento, incrementar a taxa de eventualidade e precariedade do emprego, debilitar o enfraquecido sindicalismo de classe e incrementar os fabulososos benefícios da burguesia.

Após mais de vinte anos de pactos e acordos entre o sindicalismo reformista espanhol, os governos e a patronal, –iniciado nos Pactos da Moncloa–, os únicos prejudicados temos sido os de sempre, o povo trabalhador. Cada ano que passa, perdemos poder aquisitivo, sofremos o terrorismo patronal das ETT’s, do desemprego estrutural, dos acidentes laborais, da precariedade e eventualidade, da ausência de futuro para aqueles colectivos sociais mais agredidos polo capitalismo: a mocidade, as mulheres, @s reformad@s, @s pobres. O diagnóstico é aterrador: a situaçom da classe trabalhadora galega é hoje muito pior do que a finais da década de setenta. Temos menos direitos, estamos mais desprotegidos, vivemos a padecer umha constante e sistemática agressom por parte dos diversos governos que gerírom os interesses da burguesia espanhola.

Mas estes ataques ainda nom tocárom fundo. No horizonte imediato do governo do PP acha-se umha ofensiva contra o sistema público de pensons e novas agressons contra o ensino e a educaçom, além de prosseguir co paulatino recorte das liberdades democráticas.

Mas o processo de proletarizaçom que vem caracterizando a estrutura social galega nos últimos anos nom se tem traduzido –salvo contadas excepçons– num incremento da capacidade de luita e resposta operária e popular às agressons da oligarquia espanhola, às lesivas directrizes macroeconómicas de Madrid e Bruxelas, porque o capital tem logrado atomizar-nos em trabalhadores e trabalhadoras com empregos fixos e eventuais, dividir-nos em operári@s de empresas em crise, desempregad@s, e assalariad@s com trabalhos fixos e estáveis, tecendo virtuais diferenças para impedir a nossa uniom. A traiçom dos sindicatos e partidos da esquerda espanhola, a burocratizaçom e capitulaçom da direcçom do sindicalismo nacionalista, unido à trágica perda e carência de umha sólida consciência de classe, tenhem favorecido e permitido que a actual ofensiva do capital semelhe um simples passeio militar.

Mas está na hora de recuperarmos a iniciativa, organizar-nos, sair à rua, mobilizar-nos, para frear tanta agressom e impunidade. A esquerda independentista, em vésperas da sua unidade e reorganizaçom, deve ser um dos motores fulcrais que atinja derrotar a passividade e a alienaçom, contribuindo para unificar as reivindicaçons populares, globalizar as luitas sociais, actualizando e renovando o discurso anticapitalista numha estratégia de libertaçom nacional. O futuro da nossa classe e o da nossa Naçom está inexoravelmente vinculado à capacidade de dirixirmos do MLNG os grandes combates sócio-laborais que nos vindeiros anos estalarám por toda a Galiza como fungos no outono. Eis um dos reptos que temos que ultrapassar para conseguirmos ser um movimento ao serviço do povo trabalhador galego e da Galiza.

Cumpre desde já sentar as bases para umha contudente resposta de massas à última agressom do capitalismo colonial mediante a intensificaçom das luitas populares e a sua catalisaçom numha Greve Geral Nacional contra a nova reforma laboral, polo emprego digno e as liberdades.

 

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- V Jornadas Independentistas Galegas: Combatendo a globalizaçom capitalista

 

 

Neste ano, a celebraçom das V Jornadas Independentistas Galegas coincide co V aniversário do nascimento de Primeira Linha (Movimento de Libertaçom Nacional), germe do Partido Comunista patriótico.

Combatendo a globalizaçom capitalista. Luita nacional e internacionalismo no século XXI é a legenda coa que nesta ocasiom realizamos umhas Jornadas que já se convertírom num inescusável referente de debate e análise político-ideológica para a esquerda independentista da Galiza.

A teoria revolucionária, o método científico marxista de análise e compreensom das leis de funcionamento das estruturas sociais, continuam a ser para @s comunistas galeg@s o nosso guia prático para o agir diário, para umha correcta intervençom política que permita avançar no caminho da liberdade nacional e a transformaçom social.

A vigéncia e ineludível necessidade do modelo de Partido e de Revoluçom que Vladimir Ilich “Lenine” teoriza no Que Fazer? e em O Estado e a Revoluçom, o conhecimento de outras realidades de que aprender como a luita independentista e socialista dos Països Catalans, e umha profunda análise da actual fase imperialista do capitalismo -a denominada globalizaçom- configuram o programa das V Jornadas Independentistas Galegas.

Aguardamos que sejam de utilidade para o conjunto das mulheres e dos homes deste país que contra vento e maré, frente à ofensiva da besta imperialista e reaccionária espanhola, do capitalismo internacional, nos achamos embarcad@s, -armad@s de ilusom e razom-, na fase final do processo de unidade orgánica do independentismo para dotarmos esta Naçom e o conjunto do seu povo trabalhador de umha ferramenta de luita e combate pola democracia e a liberdade, contra tanta miséria, opressom e exploraçom.

 

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- Primeira Linha (Movimento de Libertaçom Nacional) Cinco anos de luita

 

Cinco anos nom som nada na história de um movimento de libertaçom nacional, e muito menos na história de um povo, mas som suficientes na vida de umha organizaçom para fazermos um alto no caminho, olharmos para trás com certa perspectiva e, modestamente, avaliar o seu contributo para o processo revolucionário da formaçom social concreta sobre a qual opera: neste caso a Galiza e a reorganizaçom do MLNG.

 

O nascimento

Quando em 1996 um grupo de mulheres e homes, armados de entusiasmo, corage e audácia, pugemos em marcha o projecto revolucionário que hoje representa Primeira Linha (MLN) o panorama político do nacionalismo galego era substancialmente diferente do actual, embora o possibilismo, a perda de combatividade, a claudicaçom face a Espanha, já eram parte dos elementos definitórios que caracterizávam a tendência maioritária no seio da direcçom do BNG.

O núcleo de fundadores do Partido nom eram alheios a esta realidade. No Manifesto Fundacional Por um Partido marxista revolucionário. Por umha organizaçom de libertaçom nacional emitido nos dias prévios ao 25 de Julho de 1996 manifestávamos a “nossa preocupaçom pola prática presente e a orientaçom futura do nacionalismo galego estruturado na Frente Patriótica”. Afirmávamos sem matizes que a “paulatina desatençom que o BNG está a prestar à organizaçom e mobilizaçom do nosso povo como pedra angular de qualquer projecto transformador, a excessiva energia destinada à actividade institucional e ao papel jogado polos processos eleitorais, a consolidaçom dessa cultura da “gestom” e governabilidade como máxima aspiraçom, a permissividade coa média social e a legitimidade burguesa, a desideologizaçom da nova militáncia, a moderaçom nas formas e o pragmatismo nos objectivos, som muito mais que sintomas dumha situaçom, é o lamentável diagnóstico dos novos ares que sopram no interior da Frente, cos quais nom só nom coincidimos, senom que nos causam um fundo malestar”. Embora esta análise foi prudentemente redigida para nom criar mais hostilidade qua a gerada pola nossa própria existência, considerávamos viável vertebrar no interior do BNG umha organizaçom comunista de prática independentista que agindo como um revulsivo aglutinasse aos sectores descontentes, pensávamos factível que a pluralidade do “poliedro” permitiria construir a sua expressom mais elaborada.

Ensaiamos esta via –a de reconstruir o independentsimo revolucionário no seio do BNG, embora fôssemos perfeitamente conhecedores das fracassadas tentativas precedentes– porque o panorama político do independentismo que se achava fora do nacionalismo maioritário caracterizava-se pola desorganizaçom, a fragmentaçom e o confusionismo. A APU dissolvera-se um ano antes após a derrota do EGPGC, a FPG era umha organizaçom inactiva, e a AMI ainda só era um emergente projecto juvenil que estava dando os seus primeiros passos.

Nós desde o primeiro momento nom só pretendíamos impulsionar o esmorecente independentismo no nosso país, contribuir para resgatá-lo do subjectivo sentimento derrotista que se tinha instalado no seu seio, queríamos fazê-lo dumha determinada óptica, conjugando-o de jeito criativo e original co marxismo-leninismo e o pensamento alternativo dos novos movimentos sociais, o feminismo, o ecologismo, o antimilitarismo.

No plano internacional, embora continuássemos imersos naquele irracional cenário de estigmatizaçom e extrema virulência da “nova orde internacional” contra o Socialismo, –após o rotundo fracasso das experiências do modelo soviético e a vitória militar imperialista na Guerra do Golfo–, umha tímida abertura conjuntural estava permitindo o abrolhar de novos projectos comunistas e revolucionários em diferentes pontos do planeta.

A firme determinaçom de pôr a andar umha organizaçom destas características na segunda metade da década de noventa, –com escassos recursos humanos e materiais–, sustentava-se numha correcta análise da situaçom do nacionalismo galego, num acertado diagnóstico da necessidade de construir um partido revolucionário orgulhoso de definir-se marxista-leninista, quando a dinámica nacional e internacional caracterizava-se pola anoxeria ideológica e a claudicaçom face o pensamento único que impunha o capitalismo. Sempre fomos plenamente conscientes das enormes dificuldades, dos imensos obstáculos, que teríamos que superar para poder consolidar um projecto partidário com vocaçom de sermos umha das chaves na construçom nacional da Galiza.

Da inicial surpresa até o I Congresso

Para o conjunto do nacionalismo, sem nengum tipo de excepçons, a nossa constituiçom supujo umha grande surpresa que, embora nos primeiros momentos causasse indiferença, posteriormente se traduziu em opossiçom e hostilidade. Quando pomos em movimento a criaçom de Primeira Linha (MLN) sabíamos, tínhamos prognosticado, que seríamos umha força política incómoda para o aparelho do BNG e um imprevisto “obstáculo” para a reorganizaçom das outras correntes independentistas.

À medida que o Partido logrou umha relativa expansom organizativa, se foi dotando de linha política em certos movimentos sociais e organizaçons de massas, convertendo-se num conhecido referente independentista integrado no BNG, agudizou-se a política de confrontaçom co reformismo. A nossa simples existência converteu-se numha enfermiça obsessom para o conjunto da direcçom do Bloco que se marcou como objectivo a nossa expulsom, contribuindo para gerar um ambiente externo e interno de criminalizaçom do Partido, um irrespirável clima de acossa que impedia a nossa intervençom política, forçando que tivéssemos que destinar ingentes energias e recursos a umha mera prática defensiva. Paralelamente, fomos assumindo que a deriva política do BNG, as mudanças estratégicas, o seu aggiornamento e evidente integraçom no quadro jurídico-político postfranquista, impediam a nossa continuidade no seu interior, inviabilizavam construir umha corrente independentista e comunista no seu seio.

A aliança táctica ensaiada com Esquerda Nacionalista fracassara na sua globalidade. Os seus dirigentes erroneamente calcularam que poderiam utilizar-nos exclusivamente como ponta de lança na dialéctica interna do BNG, sem contrapartidas em que fundamentar o acordo baseado na defesa do pluralismo e a democracia interna.

A 5 e 6 de Dezembro de 1998 celebramos o I Congresso, cristalizando assi a fase provisória iniciada em Maio de 1996. Após um longo processo de debate interno e clarificaçom ideológica em que logramos umha certa consolidaçom organizativa, dotamos o Partido de um programa político, definimos umha estratégia e aprovamos um particular modelo organizativo leninista adaptado às condiçons da específica formaçom social sobre a qual intervimos. No I Congresso realizamos umha funda análise da situaçom do país, debulhando os seus principais reptos e problemas, ofertando alternativas viáveis que contribuam para paliar os graves problemas da naçom e do conjunto do seu povo trabalhador numha estratégia de ruptura democrática coa dependência colonial. Em Dezembro de 1998 logramos umha boa parte dos objectivos imediatos, superando o anonimato, convertendo-nos num dos referentes sociais do independentismo por mor dumha inteligente política de propaganda, e a causa da grande ofensiva mediático-policial que, co apoio da direcçom do BNG, se lança contra nós.

Se bem no I Congresso adoptamos a decisom formal de continuarmos no BNG, umha parte da militáncia era consciente de que os nossos dias no seu interior já iniciaram a conta atrás. Assi o Congresso decide explorar vias de aproximaçom cos sectores independentistas alheios ao Bloco promovendo “contactos, potenciando o conhecimento mútuo, possibilitando campos de trabalho comuns, porque é necessário que neste país exista, que nesta naçom se reivindique a Independência Nacional. Mas sem um forte movimento unitário e plural, com peso real na sociedade galega, nom é sério pensar na sua viabilidade futura”.

Nos primeiros meses de 1999 mantivemos reunions com a AMI, a FPG, outros organismos independentistas, e militantes sem adscriçom partidária, co objecto de sentar as bases para acabar coas desconfianças mútuas, lograr um compromisso de nom agressom, e possibilitar fórmulas e espaços comuns de colaboraçom e trabalho.

 

A saída do BNG

A 10 de Abril, após os debates que se vinham realizando desde o I Congresso, o Comité Central adopta por unanimidade a decisom de convocar um Congresso extraordinário para referendar o abandono do BNG. Para continuarmos Abrindo horizontes de revolta na Galiza, era imprescindível alcançar a unidade da esquerda independentista. Em 5 De Junho de 1999, o II Congresso do Partido acorda por umha esmagadora maioria que o projecto comunista de libertaçom nacional que representamos abandone o Bloco, sentando as bases para a criaçom de umha força política unitária, plural e de massas onde coincidirmos todas as correntes da esquerda independentista actuantes no país.

Foi umha decisom arriscada, mas imprescindível para poder contribuir para a construçom do actual cenário político em que se acha o conjunto do independentismo, que supujo rompermos a unidade interna do Partido e a perda de um considerável sector de militantes que por diversos motivos, –oportunismo, covardia, comodidade, ingenuidade–, optárom por continuar no BNG renunciando ao inconformismo que sustentou o nosso nascimento.

 

A unidade de acçom

O Dia da Pátria de 1999 marcou um fito na história do independentismo galego ao recuperarmos, –após umha traumática década de desencontros–, a unidade, logrando que umha só manifestaçom independentista percorresse as ruas de Compostela, injectando ilusom e esperança na base social. A unidade da acçom iniciada pola AMI, a FPG e o Partido, pretendeu sentar as bases para a unidade orgánica de todo o independentismo numha única força política unitária, plural e de massas, cumprindo o anseio de umha imensa maioria d@s independentistas deste país.

O êxito desta primeira convocatória e as campanhas conjuntas realizadas nos meses seguintes servírom para activar muitas pessoas que optaram por abandonar a militáncia política perante a situaçom de atomizaçom e falta de expectativas em que se achava o MLNG.

Coincidindo com amplos sectores patrióticos, sempre defendemos que esse 25 de Julho nom devia ser erroneamente interpretado como um simples e fortuíto acordo pontual, fruto dumha determinada conjuntura política, senom como o início de umha fase da unidade de acçom que permitisse criar as condiçons subjectivas imprecindíveis para ultrapassar a fraticida divisom do movimento mediante a criaçom dumha Unidade Popular.

Assi, no mês de Outubro, cria-se a Comissom Nacional Unitária da Esquerda Independentista (CNUEIN) como um “organismo de carácter permanente e estável, configurado por umha delegaçom tripartita, co objectivo de desenhar e coordenar a unidade de acçom e avançar no processo estratégico de sentar as bases para que a nosa naçom –Galiza–, e a nossa classe –o Povo Trabalhador– se dote dumha estrutura plural e unitária de massas coa que defender-se das agressons do capitalismo colonial espanhol e dirigir o processo de libertaçom nacional e social face a Independência Nacional e o Socialismo”.

Porém, a CNUEIN nom atingiu a maioria dos objectivos para que fora criada por mor das contínuas reticências e deslealdades da FPG para aprofundar na direcçom marcada. A sua unilateral decisom de apresentar candidatura às eleiçons legislativas de Março de 2000, negando-se previamente a debater co Partido e coa AMI a possibilidade de buscar um acordo satisfatório neste tema, feriu de morte esse organismo, mas também contribuiu para acelerar o actual processo de unidade orgánica.

Essa firme vontade da imensa maioria do movimento de avançar e superar os desencontros cristalizou desde a primavera de 2000 na criaçom das Assembleias Populares como exitosos ensaios comarcais de construçom da organizaçom nacional que o Processo Espiral iniciou em Dezembro desse ano.

As APCs, com todas as carências e eivas, sentárom as bases do que deve ser o novo independentismo: umha força política unitária e plural que superando as inércias do passado, logre vertebrar e ocupar esse cada vez maior espaço sócio-político que à esquerda do BNG, no plano social e nacional, objectivamente existe no país. Um referente de luita e combate para os sectores mais avançados das massas, para tod@s aqueles/as trabalhadores/as e mocidade que nom acreditam nos partidos políticos tradicionais, e demandam umha nova forma de intervir socialmente dos parámetros da esquerda e o independentismo.

A nossa aposta partidária sempre estivo muito clara neste tema tal como refrendamos no II Congresso.

O acordo entre a AMI, as Assembleias Populares de Compostela, Corunha e o Noroeste, mais o Partido, em Novembro de 2000, que deu lugar ao Processo Espiral, evidencia a nova fase dum independentismo em constante evoluçom e mudança, disposto a abandonar a marginalidade e a divisom que arrasta, ultrapassando com valentia e decisom as destrutivas inércias do passado para sermos desde agora mesmo úteis ao nosso povo e a o nosso país.

 

O Processo Espiral, a Unidade Popular e o imediato futuro

Primeira Linha (MLN) aposta sem nengum tipo de ambigüides ou reticências pola criaçom da Unidade Popular, independentemente do resultado final da Assembleia Nacional Constituinte datada para 2 e 3 de Junho deste ano.

O Partido, -embora nom se vaia dissolver, pois a vertebraçom da pluralidade nom só é em si mesmo um valor, representa um dos melhores contributos e garantias do êxito do processo em curso-, vai sacrificar o seu protagonismo público em aras da consolidaçom da Unidade Popular como o único referente político de massas do independentismo galego. A nossa cultura política nitidamente democrática, afastada das erróneas visons dirigistas de um modelo de socialismo que sempre combatemos, nunca será um obstáculo para a convivência e o encontro, mais bem será um sólido contibuto para o consenso e ao respeito mútuo que devem caracterizar o agir e o funcionamento interno da nova organizaçom que entre tod@s estamos construindo e cujas portas devem estar abertas a tod@ independentista, sem nengum tipo de excepçom, que pretenda contribuir para a construçom nacional da Galiza desde a esquerda.

@s comunistas galeg@s de prática independentista entregaremos o melhor da nossa experiência militante, da nossa singular e característica óptica ideológica, a fortalecer a Unidade Popular e a construir o novo MLNG, para conseguirmos que nas primeiras décadas do século XXI o independentismo galego seja umha realidade tangível, um movimento político com peso e influência real na sociedade, um instrumento de luita contra o capitalismio espanhol, pola libertaçom da Galiza e a emancipaçom da classe trabalhadora e o resto das camadas populares.

Antes de finalizarmos o ano celebraremos o III Congresso que, previsto inicialmente para Junho, foi conscientemente adiado para nom interferirmos na fundaçom da Unidade Popular, a prioridade que todo independentista deve ter desde agora. No III Congresso reajustaremos a nossa intervençom política adaptando-a a reforçar a Unidade Popular, e fortalecer as organizaçons de massas do independentismo e os movimentos sociais.

 

Cronologia

 

1995

Começa a madurecer a necessidade de vertebrar no seio do BNG umha força política comunista e independentista.

 

1996

• Em Janeiro, um reduzido grupo de militantes de diversas estruturas do BNG, concentrados basicamente em Compostela, Ourense, Val Minhor e Vigo, sistematizam os contactos para articular umha organizaçom comunista e independentista.

• Entre Março e Abril tem lugar a configuraçom do projecto político, a elaboraçom dos princípios ideológicos e a definiçom do modelo organizativo.

• No 1º de Maio, numha reuniom celebrada em Compostela, tem lugar a constituiçom formal da Promotora Nacional de Primeira Linha (MLN).

• Entre Maio-Junho tem lugar a redacçom do Manifesto fundacional “Por um partido marxista revolucionário. Por umha organizaçom de libertaçom nacional”.

• A 5 de Julho realizamos um acto público de apresentaçom, a porta fechada, na cafetaria Rua Nova de Compostela.

• Em 21 de Julho edita-se o primeiro número do Abrente.

• Em 25 de Julho, sob a legenda Terra e Liberdade. Independência e Socialismo, participamos na manifestaçom do BNG no Dia da Pátria, repartindo milhares de Abrente e de auto-colantes co anagrama do Partido.

• A 15 de Agosto, participamos na manifestaçom nacional da ANOC celebrada em Cangas do Morraço distribuindo massivamente o Abrente na entrada do I Festival Antimilitarista Galego.

• Em Outubro inicia-se a campanha em solidariedade co insubmisso Marco Lôpez Martins sob a legenda Contra o militarismo espanhol. Insubmissom. Independência.

• A 17 de Novembro perto de trescentas pessoas secundam umha concentraçom em Compostela em solidariedade com Marco Lôpez Martins convocada conjuntamente coa ANOC.

• A 18 de Novembro coincidindo co seu juízo tem lugar umha mobilizaçom nacional em Ponte-Vedra.

• Constituiçom em Compostela da primeira Assembleia Comarcal do Partido e inauguraçom da primeira sede no Possigo de Abaixo 22.

• Ediçom do segundo número do Abrente.

• A 14 de Dezembro participamos na mobilizaçom nacional da CIG contra a política económica do governo sob a legenda Contra a direita e a patronal. Luita obreira. Folga Geral.

• Esse mesma tarde também participamos na mobilizaçom de apoio aos/às pres@s independentistas galeg@s.

 

1997

• Entre o 20 e 23 de Janeiro tenhem lugar em Compostela as I Jornadas Independentistas Galegas (JIG) sob a legenda O futuro: a independência.

• A 25 de Janeiro participamos na mobilizaçom nacional da ANOC em solidariedade cos insubmissos nos quartéis.

• Em Fevereiro editamos o terceiro número do Abrente.

• Primeiros passos para a constituiçom do Partido em Trasancos, após ter sentado as bases em Vigo.

• Aparecem na imprensa as primeiras intoxicaçons e criminalizaçom do Partido acusando-nos de ser a ligaçom do Bloco com Jarrai e KAS.

• Em 10 de Março participamos nas mobilizaçons do Dia da Classe Obreira Galega.

• Em Abril impulsionamos conjuntamente com outras organizaçons políticas e sociais a plataforma Galiza contra o neoliberalismo contra o foro vinculado ao BM e FMI que se celebrava em Compostela.

• Na segunda quinzena de Abril realizamos a campanha do 1º de Maio sob a legenda Há que reagir. Organiza-te e luita.

• Ediçom do Abrente número quatro.

• Impulsionamos em Compostela e Vigo, conjuntamente com outras organizaçons, actos em solidariedade co comando do MRTA que ocupara a embaixada do Japom em Lima.

• No 1º de Maio participamos nas mobilizaçons da CIG de Compostela, Ferrol e Vigo.

• Em 24 de Maio, sob a legenda Contra o imperialismo Marxismo-Leninismo participarmos na manifestaçom anticapitalista da plataforma Galiza contra o neoliberalismo.

• Nessa noite tem lugar em Compostela um acto nacional para comemorar o primeiro aniversário do Partido.

• Em 12 de Julho, aderimos ao Festival de apoio aos/às pres@s polític@s galeg@s celebrado em Vigo.

• Ediçom do Abrente número cinco.

• Em 24 de Julho assistimos com faixa própria à manifesaçom nacional da ANOC para comemorar o Dia do Antimilitarismo Galego.

• No 25 de Julho, o aparelho do BNG tentou infrutuosamente ocultar as faixas do Partido na praça da Quintá.

• Umha delegaçom do Partido assiste em Havana ao XIV Festival mundial da juventude e @s estudantes, editando-se um folheto em quatro idiomas, Galiza, umha naçom em luita pola Independência e o Socialismo, para difundir entre os milhares de assistentes. Contínuos incidentes coa burocracia do BNG.

• Em Outubro, realiza-se umha campanha comemorativa do 80 aniversário da Revoluçom bolchevique coa ediçom de diversos materiais coa efígie de Lenine.

• Ediçom do número seis do Abrente.

• Em Novembro tem lugar umha reuniom coa responsável para a Europa das FARC-EP.

• Em Dezembro, participamos na mobilizaçom de apoio aos trabalhadores do estaleiro vigués Barrerras.

• Impulsionamos em Vigo umha plataforma cidadá em solidariedade coa luita de Chiapas.

 

1998

• Em Janeiro tenhem lugar em Compostela e Vigo as II JIG sob a legenda Desde a cultura, a independência.

• Ediçom do Abrente sete.

• Em Fevereiro participamos com faixa própria, Partido Popular=Partido policial, na mobilizaçom nacional a prol da liberdade de expressom e contra a repressom policial do governo de Fraga.

• Campanha Defendamos a nossa independência para comemorar o Dia da Mulher Trabalhadora.

• Em Abril edita-se o Abrente número oito.

• Impulsionamos umha candidatura própria, coa incorporaçom de Esquerda Nacionalista e independentes, na Assembleia Nacional de Galiza Nova celebrada o 25 e 26 de Abril.

• No 1º de Maio participamos nas mobilizaçons da CIG com faixa própria sob a legenda 35 horas já. Avancemos nas conquistas da classe trabalhadora galega.

• No 17 de Maio emitimos o manifesto A nossa língua o galego. A nossa Pátria, Galiza.

• A finais de Maio edita-se o Manifesto Comunista, primeiro título da Abrente Editora, para comemorar o 150 aniversário da sua publicaçom.

• Ao longo do mês de Junho realizamos a apresentaçom desta obra nas principais cidades do país no quadro da campanha Significado e vigência do Manifesto Comunista.

• Participamos activamente na VIII Assembleia Nacional do BNG defendendo as emendas que lográrom chegar ao plenário.

• A 13 de Junho celebra-se em Compostela umha ceia-acto político para comemorar o 2º aniversário do Partido.

• Em Julho sai editado o número nove do Abrente e participamos com cortejo próprio na manifestaçom do Dia da Pátria que convoca o BNG.

• Sob a legenda Moncho Reboiras, alicerce da esquerda revolucionaria independentista, em 12 de Agosto celebramos um acto político no cimitério de Imo, com posterior jantar de confraternizaçom, no XXIII aniversário do assassinato do patriota pola polícia espanhola.

• Em Novembro edita-se o número dez do Abrente introduzindo modificaçons no seu desenho.

• Em 14 de Novembro, umha delegaçom do Comité Central desloca-se a Euskal Herria para participar no Internazionalista Eguna e manter umha reuniom com Herri Batasuna.

• Nos dias 5 e 6 de Dezembro tem lugar em Compostela o I Congresso do Partido sob a legenda Abrindo horizontes de revolta na Galiza.

 

1999

• Em Fevereiro sai editado o número 11 do Abrente.

• Em 6 de Março tem lugar a primeira juntança Primeira Linha (MLN)-AMI concebida como “umha primeira reuniom dum processo que tem como finalidade contribuir à reunificaçom estratégica do MIG”.

• Entre o 15 e o 18 de Março tenhem lugar em Compostela, Corunha, Ferrol, Ourense e Vigo as III JIG sob a legenda Agitando vozes da rebeliom internacional.

• Participamos nas mobilizaçons contra a intervençom na NATO na Jugoslávia e a prol da autodeterminaçom de Kosova.

• A 10 de Abril, o Comité Central aprova por unanimidade um documento a prol do abandono do BNG.

• O 17 e 18 de Abril tem lugar o I Seminário de Marxismo-Leninismo.

• Em Abril, tem lugar a segunda reuniom Primeira Linha (MLN)-AMI onde informamos da convocatória do II Congresso (de carácter extraordinário) para decidir o abandono do BNG.

• Em Maio sai editado o Abrente número 12.

• Em 13 de Maio, realiza-se a terceira reuniom Primeira Linha (MLN)-AMI, em que se valoriza a necessidade dum 25 de Julho unitário.

• A 23 de Maio, umha delegaçom do Partido reúne-se coa FPG.

• Em 25 de Maio, tem lugar a primeira reuniom unitária para convocar o Dia da Pátria. Assistem AMI, FPG, Primeira Linha (MLN), JUGA, CAR, MNG e EI.

• Em 5 de Junho, celebra-se em Compostela o II Congresso do Partido, sob a legenda Pola unidade da esquerda independentista, em que se decide abandonar o BNG e dar os passos para a unidade orgánica do independentismo.

• Em 17 de Junho, numha conferência nacional de imprensa, Primeira Linha (MLN) informa publicamente da sua saída do BNG.

• @s estudantes do Partido integrados na corrente independentista abandonam os CAF/CAE.

• Conjuntamente coa AMI e a FPG o Partido convoca o Dia da Pátria sob a legenda A esquerda independentista unida pola liberdade da Galiza.

• Edita-se o número 13 do Abrente.

• Em 12 de Agosto, em Imo e Ferrol, convocamos conjuntamente coa AMI e a FPG o XXIV aniversário do assassinato de Moncho Reboiras sob a legenda Morto para que Galiza viva.

• A 17 de Agosto, concentraçom em Ponte-Vedra em homenagem a Alexandre Bóveda convocada pola AMI, FPG e Primeira Linha (MLN).

• No 1 de Outubro, impulsionamos com independentes a Federaçom Estudantil Revolucionária (FER).

• A 8 de Outubro constitui-se a Comissom Nacional Unitária da Esquerda Independentista (CNUEIN) como organismo coordenador da unidade de acçom entre o Partido, a  AMI e a FPG.

• Ao longo de Setembro e Outubro, convocamos conjuntamente com outras organizaçons políticas e socias em diversas cidades do país actos em solidariedade co povo maubere e a prol da independência de Timor-Lorosae.

• Em Outubro, impulsionamos a Plataforma cidadá contra a videovigiláncia em Compostela.

• A 30 de Outubro assistimos na Corunha, conjuntamente coa AMI e a FPG, à mobilizaçom nacional contra a repressom policial sob a legenda A esquerda independentista contra a repressom espanhola.

• Edita-se o Abrente número 14.

• Em Novembro e Dezembro realizamos conjuntamente coa AMI e a FPG a campanha Galiza contra a Constituiçom espanhola. Polo direito de autodeterminaçom com actos públicos, concentraçons e umha manifestaçom nacional no dia 11 de Dezembro.

• A 16 de Dezembro, participamos em Ponte-Vedra na mobilizaçom em solidariedade cos independentistas represaliados por apoiarem a luita d@s vizinh@s de Vila Boa.

 

2000

• Em 7 de Janeiro, convocamos conjuntamente coa AMI e a FPG um acto em Ferrol sob a legenda Queremos ver o mar. Ferrol sem muralhas para solicitarmos a eliminaçom da muralha militar que rodeia esta cidade.

• Em Fevereiro, sob a legenda Independência e Socialismo iniciamos a pré-campanha das eleiçons legislativas de Março.

• Edita-se o número 15 do Abrente.

• Contra a Constituiçom e pola autodeterminaçom. Abstençom foi a legenda escolhida para realizar a campanha a prol da abstençom nas eleiçons do 12 de Março.

• Em 24 de Fevereiro participamos, conjuntamente com militantes da AMI e da FER, na acçom de boicotagem ao comício inaugural da campanha eleitoral que Fraga realizava em Compostela.

• Em 6 de Março participamos na Corunha na acçom de denúncia contra o Partido Popular no quadro da campanha a prol da abstençom.

• A 8 de Março participamos conjuntamente coa AMI e a FPG na mobilizaçom nacional do Dia da Mulher Trabalhadora sob a legenda Avante co feminismo nacional e de esquerdas.

• Em 24 de Março conjuntamente coa AMI e independentes impulsionamos a criaçom da Assembleia Popular da Comarca de Compostela (APC), a primeira organizaçom unitária e plural independentista.

• Entre o 27 de Março e o 6 de Abril tenhem lugar em Compostela, Corunha, Ferrol, Lugo e Vigo as IV JIG sob a legenda Comunismo ou Caos.

• Ediçom do número 16 do Abrente.

• Participamos nas mobilizaçons do 1º de Maio conjuntamente coa AMI e a FPG sob a legenda Contra a precariedade laboral e o desemprego. Viva o 1º de Maio.

• No 17 de Maio, participamos na mobilizaçom em defesa do idioma galego no bloco reintegracionista e independentista sob a legenda A nossa língua, com independência.

• Em 2 de Junho, participamos na criaçom da Assembleia Popular da comarca da Corunha (APCC).

• Convocamos conjuntamente coa AMI, APC, APCC e a FPG o Dia da Pátria sob a legenda Pola Independência e Socialismo. Adiante coa unidade utilizando a fórmula Esquerda Independentista Unida.

• Sai editado o número 17 do Abrente.

• Em 12 de Agosto, realizamos em Imo e Ferrol, conjuntamente coa AMI, APC e a APCC, actos comemorativos polo aniversario da morte de Moncho Reboiras, Lola Castro e José Vilar sob a legenda Morrêrom pola liberdade da Galiza.

• Umha delegaçom do Partido participa na Diada Nacional de Catalunya convidada por Endavant (OSAN).

• A 30 de Setembro, participamos na criaçom da Assembleia Popular do Noroeste (APN).

• Em 8 de Outubro, tem lugar a primeira reuniom nacional para a unidade orgánica do independentismo, a que assistem o Partido, a APC, APCC, APN e a AMI.

• Em 17 de Outubro, tem lugar a apresentaçom pública do livro Para umha Galiza independente.

• Sai editado o Abrente número 18.

• A 30 de Novembro, fai-se público mediante um manifesto em ANT o Processo Espiral.

 

2001

• Em Fevereiro sai editado o Abrente número 19.

• Realizaçom do II Seminário de Marxismo-Leninismo.

• Entre o 23 e 25 de Abril tenhem lugar em Compostela as V JIG sob a legenda Combatendo a globalizaçom capitalista. Luita nacional e internacionalismo no século XXI, no quadro dumha série de actividades com que o Partido celebra o seu V aniversário.

• Edita-se o Abrente número 20.

 

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- Umha aposta polo abrente

 

Em Julho de 1996, com motivo das comemoraçons patrióticas do dia 25, fôrom repartidos em Compostela vários milhares de exemplares do primeiro número de umha nova publicaçom periódica independentista que, recolhendo a sua denominaçom das tradiçons revolucionária mundial e patriótica galega, servia naquele primeiro número como apresentaçom de um novo projecto político, independentista e comunista, nascido poucos meses antes: Primeira Linha (MLN).

Decorridos os primeiros cinco anos, estamos em condiçons de fazer balanço quanto à funçom desenvolvida por Abrente neste primeiro lustro de vida. Para já, deveremos reconhecer o pouco habitual facto de um órgao de expressom partidário atingir cinco anos de circulaçom permanente com estrito respeito à periodicidade marcada num princípio.

Sabemos de multidom de projectos editoriais, de muito diferente signo político, incapazes de ultrapassar o primeiro número, e de outros que só conseguem sair em funçom de pulos ocasionais e irregulares dos seus promotores, o que prova a dificuldade de alcançar umha regularidade como a que Abrente vem respeitando.

Dentro da modéstia de meios que correspondem a umha organizaçom pequena em período de implantaçom como a nossa, a estabilidade atingida é motivo de orgulho nom só para o grupo humano que a vem garantido, como para o conjunto da base social independentista que vê como Abrente se converte na publicaçom político-partidária independentista com umha maior permanência e regularidade na história do movimento soberanista galego.

Nestas páginas deixárom a sua pegada teórica algumhas das melhores penas da Galiza actual, pertencentes a ámbitos e ideologias diversas, sempre dentro de umha coerência quanto à assunçom do facto nacional galego e ao carácter progressista de todas elas. Grande parte das organizaçons políticas galegas vírom-se representadas através de algumha das dúzias de colaboradoras e colaboradores que assinárom artigos no Abrente. Em nom poucas ocasions, visons nom coincidentes com as do próprio Conselho de Redacçom estivérom presentes, com o intuito de promover o debate de ideias dentro da esquerda patriótica galega, nomeadamente da sua mais elaborada expressom, a hoje representada pola esquerda independentista.

Também contamos com a colaboraçom expressa de reconhecidas personalidades da esquerda revolucionária mundial: Marta Harnecker, Michel Löwy ou Georges Labica som só alguns exemplos, que incluem também representantes políticos de organizaçons revolucionárias e movimentos de libertaçom nacional mais ou menos próximos da realidade galega, como o catalám, o basco, ou a própria esquerda portuguesa.

No entanto, é mais salientável para nós o espaço dedicado de maneira permanente ao conhecimento da realidade e do activismo político, cultural e social nos diversos sectores em que este se manifesta na Galiza: o ecologismo, a luita pola língua, o feminismo, o sindicalismo, o antimilitarismo, o trabalho anti-repressivo, a luita da mocidade galega e do estudantado,... achárom e acham nas nossas páginas secçom fixa número após número, através de qualificad@s protagonistas, as mais das vezes sem umha assinatura academicamente reconhecida, mas com o aval que dá umha vida dedicada ao trabalho revolucionário em cada um dos ámbitos mencionados e outros.

Neste senso, a importáncia do Abrente pode estabelecer-se em duas direcçons: de umha parte, e conforme a concepçom leninista do jornal como organizador colectivo, serviu e serve de aglutinador para a própria organizaçom do nosso Partido, na medida que som muit@s @s camaradas que garantem a sua viabilidade económica e editorial, bem como a  importante distribuiçom gratuíta que alcança. Nom menos importante é a funçom formativa, quer mediante artigos ou reportagens desse teor, quer pola recomendaçom de obras que servem a tal objectivo. De outra parte, Abrente tem servido de foro aberto para o debate de questons de actualidade no movimento independentista, como veu sendo nos últimos dous anos o processo de construçom do novo independentismo e da sua organizaçom política unitária e de massas. Foro em que toda a pluralidade independentista, sem excepçons, tivo cabimento, sem por isso ocultarmos qual é a aposta concreta do Partido que sustém o projecto de comunicaçom revolucionário que hoje representa esta publicaçom.

Além do mais, o seguimento da trajectória do Abrente permite hoje, cinco anos depois da sua saída às ruas galegas, conhecer algumhas chaves dos acontecimentos e tendências verificados na sociedade galega neste período, tirando-lhes a aparência de incerteza e arbitrariedade com que costumam apresentar-se as tendências históricas. Com efeito, Abrente contribuiu nestes anos para compor e interpretar a complexa realidade de um povo, o galego, submetido ao confronto com forças políticas e socioeconómicas ao serviço de umha potência estrangeira que pretende a sua desapariçom como colectivo diferenciado e a incorporaçom definitiva da Galiza ao projecto imperialista do grande capital espanhol e, através dele, das potências do capitalismo ocidental.

Umha interpretaçom, a nossa, que, longe da falsa neutralidade dos meios de comunicaçom oficiais do sistema, nom oculta o seu compromisso com o combate ao empobrecimento e a ameaça que para o género humano supom a loucura capitalista. Durante todo este tempo, e o que venha doravante, a aposta do Abrente foi e será a da acçom consciente do povo galego, que nom se resigna ao esmorecimento e se defende, com todas as possibilidades ao seu alcance, contra as agressons do nacionalismo imperialista espanhol.

A nossa é, a fim de contas, a aposta polo abrente: a aposta pola independência e o socialismo.

 

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- Novos e velhos paradigmas para o século XXI. Iñaki Gil de San Vicente

 

De quando em quando, @s comunistas devemos fazer um especial esforço de orientaçom prática e teórica. Ponhamos o exemplo da tripulaçom do barco que no meio do temporal e entre recifes deve fazer nesse momento um esforço de situaçom, quer dizer, de saber onde é que está e aonde é que quer chegar. A tripulaçom nom quer deter a nave e necessita conhecer a sua situaçom com mais exactitude do que outras vezes, quando o mar está calmo e todo parece tranquilo. Qualquer marinheiro sabe que os temporais som periodicamente inevitáveis e que é suicida nom preparar-se para superá-los; qualquer marinheiro sabe que se embarcar acreditando que nom vai ter nengum problema, e nom tomar as medidas necessárias, o mais provável é que, se deparar com um tufom e no meio de um recife, afundará. Preparar-se com antecedência é muito importante e nessa preparaçom é decisivo conhecer o melhor possível o estado da sua nau e as suas qualidades náuticas porque, no meio da tempestade, a confiança que produz tal conhecimento permite tomar decisons urgentes sem medos nem temores que arrocham e paralisam a iniciativa.

As organizaçons revolucionárias, mais do que quaisquer outros colectivos humanos, som especialmente propensas para nom tomar essas precauçons e, sobretodo, para deixar-nos levar polos cantos de sereia que nos lança a imprensa e intelectualidade burguesas para, no meio da trevoada, fazer-nos acreditar nas suas promesas ou polo menos nas teorias de alguns dos seus intelectuais que nos oferecem o melhor dos mundos se abandonarmos o nosso objectivo e o nosso rumo e nos refugiarmos vencidos no seu porto. As razons da nossa indolência e despreocupaçom nesses mínimos requisitos, precisamente quando deveríamos ser nós os primeiros e melhores navegantes, som bons de compreender e debateremo-las noutro momento, porque o que nos interessa agora mesmo é aplicar e desenvolver a metáfora do marinheiro à nossa militáncia face o século XXI, que é do que se trata. Pois bem, nesse senso, o primeiro que cumpre perguntar-se é se o nosso buque, quer dizer, a corrente comunista que leva mais de século e meio a combater o capitalismo é a melhor nau, ou é a menos má, de aquelas de que podemos dispor. Nom é umha questom acessória, porque esse tem sido um debate estratégico desde antes inclusive de o comunismo aparecer como tal, oficialmente, em 1848.

Cometeríamos um erro muito beneficioso para o capitalismo se tentássemos responder a esta pergunta segundo o método burguês que reduz a história humana à história de indivíduos famosos. Assim, este método trapaceia no debate entre capitalismo e comunismo ao reduzi-lo ao debate entre a riqueza das burguesias norte-americana, europeia e japonesa, como síntese de todo o humano, e “os erros de Marx”. Mas embora Marx e Engels, e tantos outros e outras, sejam importantes no comunismo, este, como movimento revolucionário que nasce das contradiçons objectivas do modo de produçom capitalista, é mais do que esses indivíduos. De facto, Marx e Engels nom poderiam ter desenvolvido a sua majestosa teoria, primeiro, sem a experiência das massas oprimidas inclusive pré-capitalsitas; segundo, sem as inovaçons teóricas dos economistas burgueses clássicos; terceiro, sem as inovaçons teóricas dos políticos franceses; quarto, sem as inovaçons filosóficas dos alemáns; e quinto, sem as inovaçons éticas dos socialistas utópicos. @s comunistas, Marx e Engels os primeiros, nunca ocultárom as suas dívidas intelectuais perante esses cinco blocos, e perante outros como as luitas nacionais, as luitas feministas, as primeiras críticas ecologistas, os avanços científicos da sua época, etc. Mais ainda, nom poupárom em reconhecer a origem burguesa de muitas dessas inovaçons.

O mérito do comunismo, e em especial de Marx mas também de muit@s revolucionári@s posteriores, é que soubo, por um lado, sintetizar o essencial dessas achegas e, por outro, engarçar essa síntese numha teoria da evoluçom humana –o materialismo histórico– qualitativamente superior à que pudo elaborar a burguesia com todos os seus instrumentos teóricos, universitários, intelectuais, etc. Para @ comunista o materialismo histórico é como  para o marinheiro a ciência da navegaçom. Ambas demonstram-se na prática e os erros cometidos obrigam-nos a melhorias e avanços. Comparando esta evoluçom com a das teorias burguesas, a superioridade do materialismo histórico é inegável, ainda que isto nom o exima da autocrítica permanente. Tem sido e é tam esmagadora a superioridade que o capitalsimo, para freá-lo, só tivo o criminoso recurso da brutalidade militar para derrotar o comunismo nalguns sítios, para abafá-lo noutros e para atemorizar e alienar tanto as classes oprimidas que o resto dos seus avanços tenhem sido sempre luitando contra a ameaça e a chantagem, quando nom contra a repressom, a tortura e o assassinato. E é que, neste decisivo asunto da prática humana, os resultados que validam ou negam as teorias antagónicas nom se obtenhem após exaustivos exames neutrais realizados por sisudos sábios, mas no campo de batalha das luitas de classes. A partir desta constáncia histórica, que podem dizer contra o marxismo, contra o materialismo histórico, as diferentes teorias sociológicas, económicas, filosóficas e éticas burguesas que apenas se tenhem dedicado a defender os interesses das suas classes dominantes, que som as que pagam os enormes salários dos seus intelectuais?

Chegamos assim à segunda questom importante, a de saber em que momento preciso do temporal é que nos achamos, pois disto depende que decisons adoptemos. Se algo caracteriza actualmente o pensamento burguês é a sua perplexidade, desconcerto e ignoráncia do que se avizinha, e isso que os dados se acumulam e até a ONU, essa fiel legitimadora do imperialismo, os envia a todos os governos. Se algo caracteriza o pensamento comunista é a sua advertência de que se estám a esgotar os tempos para resolver as crises actuais e a catástrofe global que se avizinha. Entre estes extremos, crescem os sectores críticos que explícita ou implicitamente dam a razom ao comunismo e em concreto a Marx, ainda que nom receiem assumir a coerência prática da sua teoria. Lembremos que há umha década, quando ruiu a URSS, o imperialismo se tinha por triunfador absoluto e definitivo. Hoje, por pôr umha data, a economia ianque recua por umha crise já anunciada no essencial por O Capital de Marx; pola sua parte, o Japom, a segunda economia do mundo, afunda mais e mais após doze anos dumha crise imparável, e a Uniom Europeia nom consegue em modo nengum chegar às taxas atingidas há trinta anos. E que nos dim os burgueses do bluff da flamante “nova economia”? E só nos referimos à situaçom económica do centro imperialista, falsa e mentirosa montra propagandística para bajular alienados e incautos. A fame, as doenças, as mudanças nas regularidades da natureza, a depauperaçom absoluta e relativa, nom som independentes do capitalismo, acidentes fortuítos e azarosos ou castigos e provas que nos mandam deuses crueis, senom efeitos da sua ferocidade egoísta.

O significativo é que, de umha parte, o capitalismo tem vivido situaçons críticas similares ainda que menos desenvolvidas em extensom, intensidade e interrelaçons sistémicas; de outra parte, das crises de que saiu, porque nom saiu de todas, tem sido mediante guerras, destruiçons massivas de forças produtivas e excedente social acumulado e carregando sobre as costas da humanidade o sofrimento que isto todo gera e, por último, que o comunismo já adiantara teoricamente esta constante do capitalismo. Basta ler o Manifesto Comunista para comprovarmo-lo, e isso que esta obrinha tem limitaçons lógicas e inevitáveis pola mocidade dos seus autores e sobretodo porque em 1848 o capitalismo nom tinha desenvolvido ainda todas as suas características essenciais, mas as anunciara. Trechos inteiros deste genial e imprescindível livrinho som dumha espantosa actualidade e, desde logo, fôrom com muito os melhores de todos os escritos naquela época. Desde entom até agora, e inclusive podemos retroceder mais no tempo, o comunismo  –como praxeologia revolucionária–  sempre foi à frente de qualquer teoria burguesa no estudo objectivo das contradiçons do modo de produçom capitalista. E também marcou as grandes linhas de investigaçom do resto de estudos críticos mas parciais e específicos do capitalismo. Semelhante capacidade de vanguarda intelectual nasce do conteúdo do materialismo histórico como síntese dialéctica dos melhores logros do pensamento humano.

Isto leva-nos à terceira questom que queremos tratar, a da capacidade do comunismo para aprender e integrar no seu corpo teórico outras inovaçons exteriores. Seria suicida, para continuarmos com o exemplo do marinheiro, que este rejeitasse as ajudas de salvamento polo simples facto de virem num barco de duplo casco e fibra de vidro, em vez de umha desmanchada nau de ferro monovolume. A capacidade de sobrevivência de qualquer cousa radica precisamente na sua flexibilidade adaptativa interior frente às exigências exteriores e, nesse sentido, quando o comunismo ancilosou e rejeitou umha das suas virtudes básicas  –estudar com fruiçom intelectual todo avanço teórico–  começou a negar-se na sua mesma essência. Esta é umha razom entre as várias que explicam o afundamento da URSS. Polo contrário, o que caracterizou desde sempre os marxistas e em geral os revolucionários tem sido a sua necessidade, desejo e prazer polo permanente estudo positivo e integrador  –dialéctico– de qualquer avanço do conhecimento humano, bem como a permanente crítica implacável do reaccionarismo intelectual. Note-se que falamos em necessidade, desejo e prazer de e no estudo, quer dizer, para @ comunista o estudo nom é umha obriga exterior, forçosa e até penosa, mas umha componente criativa inerente à sua própria natureza. Na realidade, como se sabe, qualquer pessoa nom idiotizada pola educaçom opressora sente umha similar necessidade, desejo e prazer polo enriquecimento intelectual, artístico, etc; mas @ comunista, aliás, leva essa característica nom alienada aos seus níveis mais altos de pensamento integrador, global e sintético, o que lhe permite construir um pensamento complexo e dialéctico dumha enorme riqueza mas, à vez, lhe exige umha continuada alimentaçom intelectual desse pensamento.

 

Comparando esta capacidade comunista, e de outros muitos criadores especializados em áreas particulares, com a simploria especializaçom monotemática típica da burguesia, vemos que aquela exige da liberdade e democracia socialista para crescer e expandir-se enquanto esta, a burguesa, necessita da orde hierarquizadora, tecnocrática e minoritária para impor o dogma capitalista. Face o século XXI, com os seus formidáveis reptos de sobrervivência, este antagonismo entre a metodologia comunista e burguesa serve para compreendermos a irredutibilidade dos dous grandes e definitivos paradigmas. O primeiro, o comunista, formula que a emancipaçom dos trabalhadores e trabalhadoras, e por extensom de todos os oprimidos e da humanidade inteira, tem de ser obra dos trabalhadores mesmos ou nom será, o qual supom que desde as mais nímias decisons sociais até os grandes projectos planetários para entravar o desastre ecológico, passando pola erradicaçom das doenças e a opçom por um outro modelo de vida, sem esquecer a superaçom do poder tecnocientífico capitalista, isto todo ha de ser obra da humanidade autoorganizada, proprietária colectiva das forças productivas e reintegrada na natureza como mais umha parte desta. Porém, o paradigma burguês que nos momentos críticos disciplina as múltiplas modas intelectuais e o reformismo social-democrata, sustém que só a selecta elite monopolista pode salvar a “civilizaçom”.

Estes som os dous grandes paradigmas que no início do século XXI da cronologia ocidental se confrontam, continuam confrontando-se, a morte. Tenhem componentes “velhas”, desde logo, porque um como o outro nom duvidam em reclamarem-se das experiências muito anteriores. A comunista, com orgulho, reivindica as mulheres, naçons e classes oprimidas desde há mais de três mil anos. A burguesa, com ódio às masas, reivindica as grandes contrarrevoluçons reaccionárias da história inteira. Componente “velha” mas mais actual e viva do que nunca porque o permanente da história humana desde que existe a exploraçom, dominaçom e opressom é a luita entre um e outro bloco. À vez som “novos” porque, para luitar e triunfar, tenhem que innovar, melhorar e alargar as suas forças. O  comunista fai-no integrando dialecticamente todos os avanços do conhecimento humano e tentando unir todas as luitas contra todas as injustiças; e o burguês, melhorando e multiplicando as forças repressivas e o sistema de exploraçom da força de trabalho. Presos entre ambos extremos essenciais, as sucessivas modas e reformismos, abalam dum lado para outro, ganhando força segundo os momentos mas extinguindo-se ao pouco e defendendo o capitalismo nos momentos fulcrais como os partidos social-democratas. Nom pode ser de outro modo porque se bem nos tempos de relativa ou pouca luita ou repressom, estes projectos “alternativos” chegam a ter audiência e seguidores, quando se polarizam os extremos e sai à tona a importáncia do que está em questom –propriedade privada das forças produtivas, apropriaçom burguesa do excedente colectivo, supeditaçom do ser humano à máquina, ditadura do valor de troca, opressom de género e nacional, espólio destrutor da natureza, etc–, entom, já neste nível de antagonismo irreconciliáveis, essas posiçons intermédias desaparecem do cenário.

Portanto, para concluirmos, enquanto perviver o modo de produçom capitalista, só existirám dous paradigmas sociais decisórios em última instáncia, o comunista e o burguês. Nom existe nengum dado histórico que permita pensar que umha “terceira via” vaia suplantá-los e menos ainda sintetizá-los numha espécie de “nova alternativa”. Todas as tentativas de consegui-lo fracassárom mais cedo do que tarde.

Iñaki Gil de San Vicente é comunista basco membro da Rede Basca Vermelha

 

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- Abrente Editora: Livros para a construçom da Galiza livre

 

A esquerda independentista nom conseguirá nengum dos objectivos estratégicos marcados se nom começar a concretizá-los desde já, aproveitando as condiçons actuais e as possibilidades, maiores ou menores, que se oferecem ao emergente movimento soberanista galego.

É dentro desta concepçom sociopolítica do papel que deve jogar o nosso movimento na construçom nacional da Galiza que Primeira Linha (MLN) decidiu impulsionar o seu próprio projecto editorial, já no mesmo momento do seu surgimento como organizaçom comunista e patriótica.

Um projecto editorial independentista e com um perfil politicamente bem marcado, que caminha ao ritmo que a própria fortaleza partidária permite em cada momento, mas que sem dúvida está a preencher um espaço necessário nom só para a opçom política que representamos, como para a própria pluralidade da oferta cultural nom mediatizada pola lógica do lucro económico no nosso país.

Dentro das limitaçons económicas próprias de qualquer projecto como o nosso, Abrente Editora pode orgulhar-se de ter promovido nestes anos a publicaçom de alguns títulos importantes para o público leitor em geral, e para a formaçom dos sectores mais implicados na luita política de parámetros revolucionários em particular. As quatro colecçons iniciadas –Biblioteca Galega de Marxismo-Leninismo, Internacional, Documentos e Textos Políticos, e Construirmos Galiza– dérom a lume obras como o Manifesto Comunista, os textos congressuais de Primeira Linha (MLN), ou a mais ambiciosa publicaçom independentista até a altura –Para umha Galiza independente–, volume de quase 500 páginas com grande quantidade de documentos, ensaios e informaçom sobre a história do independentismo galego. A análise do contexto internacional actual, a reflexom sobre as experiências históricas socialistas desenvolvidas no último século, a situaçom actual do nosso idioma nacional, fôrom outros temas tratados nas obras editadas por Abrente Editora até hoje.

O mais recente dos títulos publicados é o segundo dentro da Biblioteca Galega de Marxismo-Leninismo; trata-se da primeira ediçom galega das obras de Lenine O Estado e a Revoluçom e Que fazer?, reunidas num só volume. Esta iniciativa trata de dar continuidade ao labor empreendido por Abrente Editora, empenhada em ofertar aos sectores mais progressistas da nossa sociedade as obras clássicas do marxismo. Neste caso, trata-se provavelmente das duas obras fundamentais de Vladímir Ilich Uliánov, de leitura inescusável para tod@ militante revolucionári@, como via de conhecimento directo da teoria leninista do Estado e da construçom do partido comunista.

A boa acolhida que os títulos até agora publicados recebêrom do público galego animam-nos a incrementar os recursos dedicados à publicaçom de novas obras de interesse para o avanço do projecto sociopolítico que defendemos. Vários títulos estám já em preparaçom, polo que esperamos que os próximos meses continuem a incrementar a biblioteca independentista e revolucionária das galegas e os galegos.

 

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