"El sexo de la noticia. Reflexiones sobre el género en la información y recomendaciones de estilo". Icaria, 2000, 138 páginas.
Este trabalho, feito pola Associació de Dones Periodistes de Catalunya, embora vaia dirigido, tal e como se afirma no prólogo, às/aos jornalistas com o objetivo de ser umha ferramenta pratica de trabalho no que se refere ao tratamento da questom de género, realiza também umha interessante análise do papel que os meios de comunicaçom outorgam às mulheres, tanto em termos de presença como de focagem.
Parte de duas premissas fundamentais: os meios de comunicaçom proponhem pautas de comportamento e modelos de referência para a sociedade, contribuindo para perpetuar a ordem social estabelecida, e, em segundo lugar, considera que a profissom jornalística pratica um olhar androcêntrico sobre a sociedade.
A utilizaçom da linguagem é o elemento principal do trabalho, tendo em conta que este é o mecanismo utilizado para representar a realidade. O cavalo de batalha do livro é demonstrar que o uso do genérico masculino, além de criar confusom, está mais que obsoleto. As autoras som partidárias de forçar a linguagem até enquadrá-la na nova realidade que vivemos, considerando que, do contrário, a linguagem estará a agir como freio na evoluçom da sociedade face umha utilizaçom menos discriminatória, como de facto vem sendo.
O trabalho oferece um sem-fim de dados e exemplos sobre as diferenças de tratamento dumha notícia segundo a pessoa protagonista seja um homem ou umha mulher, embora podam ter a mesma talha na valorizaçom de noticiável. Alusons referentes ao status familiar, ao físico, à personalidade, à sexualidade, etc., só aparecem no caso feminino. Oferece também percentagens de apariçom das mulheres, segundo secçons e escala hierárquica dentro desses próprios capítulos jornalísticos. Na última parte, introduzem muitas propostas concretas para realizar desde a profissom de jornalistas: genéricos, formulaçons gramaticais igualitárias, etc.
Estamos pois, perante um livro prático, com propostas concretas para levar avante desde já, embora achemos em falta um enquadramento mais amplo sobre a dominaçom, exploraçom e submissom das mulheres. Modificar só a linguagem, sem luitar à vez por profundas transformaçons sociais, económicas, culturais, etc., nom é suficiente, embora sim seja um passo importante, necessário e fundamental.
(Noa Rios Bergantinhos)
Portal Galego da Língua
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