Bases Democráticas Galegas

"A negaçom do reconhecimento do facto nacional galego e de um ámbito galego de decisom; a assunçom dumha so soberania indivisível, a do "pueblo español"; a criminalizaçom da reivindicaçom autodeterminista e o progressivo recorte de direitos e liberdades, sem poderem concorrer com as mínimas garantias democráticas as opçons políticas que pretendem superar o actual esatdo de cousas; a negaçom por parte do Estado espanhol, em síntese, de um direito inalienável, universal e internacionalmente reconhecido como é o da Autodeterminaçom; a situaçom de crise nacional galega prolongada e que ameaça a nossa mesma existência como Povo com um universo cultural e base material diferenciadas, sem se habilitar qualquer umha possibilidade para @s galeg@s elegermos senm entrave algum o nosso futuro colectivo. Todas estas realidades levam-nos a diversas pessoas, colectivos, entidades sociais, forças políticas e organismos cívicos, por cima de particulares adscriçons ideológicas e enquadramentos partidários, a declarar alto e claro que no actual quadro jurídico-político nom há cabimento para todas as opçons políticas apresentar e defender as Bases Democráticas Galegas como programa de mínimos que encarna as aspiraçons de ruptura democrática no nosso País. Com o intuito de popularizar e ressituar na rua as teses autodeterministas, de juntar a sua volta aqueles sectores, organizados ou nom, defensores da soberania, e de marcar um norte irrenunciável em que se poda enxergar a edificaçom de um projecto nacional galego com todas as garantias, nascem as BDG."

Em 31 de Janeiro eram apresentadas em conferência de imprensa as Bases Democráticas Galegas como inicaitiva social que pretende ressituar no centro da agenda política galega a carência de soberania e de democracia real.

Antolín Alcántara, da Executiva Nacional da CIG; Celso Álvarez Cácamo, professor da Universidade da Corunha; Bráulio Amaro, professor e membro da Executiva Nacional da CIG-Ensino; Begonha Caamanho, jornalista; Antón Dobao, poeta das Redes Escarlata; Domingos Antom Garcia, filósofo; Xosé María Dobarro, catedrático de Língua e Literatura Galega na Universidade da Corunha; Marcial Gondar, catedrático de Antropologia na Universidade de Santiago de Compostela; Dionísio Pereira, historiador do movimento operário galego; Fernando Pérez, professor de Filosofia; Afonso Ribas, empresário e director da revista Análise Empresarial; Xesus Sanxuás, advogado; Xurxo Souto, escritor e artista, Carlos Taibo, professor e analista de política internacional, Carlos Velasco Souto, professor de História na Universidade da Corunha, conformam o grupo de quinze sindicalistas, intelectuais e pessoas do mundo da cultura que impulsionam esta iniciativa.
Actualmente estám conformando-se em diversos pontos do país Comissons Comarcais conformadas por sectores sociais plurais com o objectivo de articular um movimento social que seja capaz de introduzir estes debates entre a esquerda nacional e social da Galiza.


A continuaçom reproduzimos as razons que gravitam na posta em andamento deste projecto e os seis pontos que conformam as BDG.

"Em virtude de razons que tanto tenhem a ver com circunstáncias próprias da vida na Galiza quanto com os avatares do panorama internacional, entre nos estám a recuar princípios que há dez anos faziam parte saudável, com claridade, das nossas convicçons e do nosso debate quotidiano. De maneira singular, a defesa do princípio da autodeterminaçom tem perdido dramaticamente terreno num cenário marcado por um visível retrocesso no que atinge ao exercício de direitos e liberdades básicas. Em conseqüência, cada vez é mais preciso pôr em questom a condiçom democrática da Galiza de hoje.

A iniciativa que leva por nome Bases Democráticas Galegas tem um objectivo fundamental resgatar o vigor de príncipios como os que falam de autodeterminaçom e democracia, de defesa da língua e dum quadro galego de relaçons laborais. As Bases Democráticas Galegas nom nascem contra ninguém. Configuram antes umha iniciativa, nom partidária nem sectária, de pessoas, mulheres e homens, que promovem a recuperaçom de elementos decisivos para rearticular um projecto de resistência, e ao tempo de proposta activa, frente à ordem existente."

Bases Democráticas Galegas

1- Galiza é umha naçom. Tem direito ao exercício de autodeterminaçom.

2- O povo galego e Galiza som o único sujeito e ámbito soberano de decisom.

3- Democracia real e participativa. Cessamento do recorte das liberdades.

4- Plena normalizaçom do galego como língua própria da Galiza.

5- Marco galego de relaçons laborais.

6- A naçom galega nom se cinge exclusivamente ao território actual da Comunidade Autónoma Galega.

 

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