Livros e web recomendados
Karl Marx e Friederich
Engels
Manifesto
Comunista
Abrente Editora, Compostela, Fevereiro de 2004
Em 1998, coincidindo com o cento e cinqüenta aniversário da primeira ediçom do Manifesto Comunista, a Abrente Editora, estrutura editorial de Primeira Linha, estreava-se publicando umha obra de inescusável leitura para qualquer militante ou simpatizante do ideal comunista.
Tendo servido desde 1848 de programa e guia fundacional para a acçom do incipiente movimento comunista, a validade e actualidade fundamental do ideário que sintetiza torna imprescindível o seu estudo por parte das comunistas e os comunistas galeg@s que em pleno século XXI luitamos pola plena emancipaçom humana através da própria libertaçom da Galiza como realidade nacional ameaçada.
O Manifesto, além de inaugurar a primeira colecçom da Abrente Editora, apresentou-se com o intuito declarado de popularizar as principais obras do marxismo entre os sectores mais avançados do povo trabalhador galego, objectivo a que temos dedicado importantes esforços com a publicaçom de mais de meia centena de obras em papel e/ou formato digital, disponíveis no sítio web de Primeira Linha na Internet: www.primeiralinha.org.
Decorridos mais de cinco anos desde a saída da nossa já esgotada primeira ediçom do Manifesto, chegou a altura de apresentarmos esta segunda ediçom, com a novidade de aparecer por fim adaptada ao padrom lingüístico plenamente reintegrado. Ela há de ter sem dúvida tam boa acolhida como a anterior, servindo aos mesmos objectivos revolucionários que nos unem com a tradiçom iniciada por Marx e Engels na Inglaterra de há cento e cinqüenta e cinco anos.
Carlos Marighella
Manual do Guerrilheiro Urbano
Abrente Editora, 2004
Carlos Marighella nasce em Salvador de Bahia, no Brasil, em 5 de Dezembro
de 1911. Aos 18 anos inicia a sua militáncia no Partido Comunista,
que fora criado em 1922. Em 1932 ingressará pola primeira vez em prissom.
Em 1945 é eleito deputado federal constituinte polo Estado de Bahia,
fazendo parte da bancada comunista. Em 1948 passará à clandestinidade,
nom voltando nunca mais à vida legal até o seu assassinato,
a maos da polícia, em 4 de Novembro de 1969. Em 1967, logo de ter abandonado
o PCB, criticando o seu imobilismo e a sua política de moderaçom
e subordinaçom à burguesia, e defendendo que ninguém
precisa de pedir licença para praticar actos revolucionários,
fundará a Acçom Libertadora Nacional (ALN), organizaçom
armada que desenvolverá diversas acçons contra a ditadura militar.
Nom só
desenvolveu durante a sua vida um intenso labor político práctico,
como também prestou atençom à formaçom teórica,
escrevendo diversas obras, para além da que agora Abente Editora publica:
"Problemas e princípios de estratégia", "Sobre
a funçom orgánica da violência revolucionária",
"Sobre a guerrilha rural", "Tácticas e operaçons
guerrilheiras", "Questons de organizaçom" , etc...
O Manual do Guerrilheiro
Urbano, que agora se publica pola vez primeira na Galiza, marcou os movimentos
revolucionários guerrilheiros da década de sessenta e setenta,
sendo traduzido a diversas línguas, e chegando a sua influência
da América Latina até a Europa, África ou os países
árabes.
Apresenta Marighella
umha análise completa e detalhada da actividade de umha organizaçom
guerrilheira na cidade, prestando atençom a diversos aspectos fundamentais
para o sucesso das suas acçons.
A sua reflexom sobre a "violência" e o "terrorismo" é de plena actualidade, tendo em conta a actividade da resistência patriótica e antiimperialista no Iraque, mas aplicável a outras muitas latitudes: "Hoje, ser "violento" ou um "terrorista" é umha qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada, porque é um acto digno de um revolucionário engajado na luita armada contra a vergonhosa ditadura militar e suas atrocidades".
Francisco Díez del Corral
Lenin
una biografia
El Viejo Topo, Barcelona 1999. 397 páginas.
Afastada das
hagiografias soviéticas que convertêrom o revolucionário
russo num infalível ser sobre-humano, mas também das injuriantes
biografias da historiografia reaccionária que descrevem a Vladímir
Ílich como um psicopata responsável dos maiores assassinatos
em massa ha humanidade, a obra de Díez del Corral é um interessante
livro que permite compreender as principais chaves da vida de Lenine e sobretodo
enquadrá-lo como fruto dumha época concreta e dumha luita de
classes concreta.
Embora o livro
fosse publicado por El Viejo Topo já em 1999, é das melhores
biografias realizadas na última década. Concebida como umha
narraçom e interpretaçom da intensa trajectória humana
e política que medeia entre 1870-1924, petende manter um equilíbrio
entre o enaltecimento e a condena, porque o objectivo que persegue o autor
é basicamente que @ leitor/a entenda.
De parámetros
marxistas e afastado de qualquer simpatia com o regime que durante sete décadas
fijo da URRS o que Lenine em 1921 já definiu como um Estado operário
burocraticamente degenerado, este livro é recomendável para
tod@s aquelas e aqueles trabalhadoras/es que se iniciam no imprescindível
conhecimento desta figura e do seu genial legado teórico-práctico.
Ao longo das quase quatrocentas páginas, recolhe sem eufemismos nem edulcoraçons os principais episódios da revoluçom bolchevique mas também as tendências de desnaturalizaçom e mudança de rumo da primeira experiência, após a Comuna de Paris, de poder operário. Assim, em 22 de Dezembro de 1922 escreveu que "O camarada Staline, chegado a Secretário Geral, tem concentrado nas suas maos um poder imenso, e nom estou certo que sempre saiba utilizá-lo com a suficiente prudência". E, a 3 de Janeiro de 1923, ditou: "Staline é demasiado brusco, e este defeito, plenamente tolerável no nosso meio e nas relaçons entre nós, os comunistas, fai-se intolerável no cargo de Secretário Geral. Por iso proponho aos camaradas que pensem a forma de passarem Staline para outro posto e de nomearem para esse cargo um outro homem que se diferencie do camarada Staline em todos os restantes aspectos por umha vantagem, a saber: que seja mais tolerante, mais leal, mais correcto e mais atento com os camaradas, menos caprichoso, etc. Nesta circunstáncia, pode parecer umha fútil pequenez. Mas eu acho que, do ponto de vista de prevenir a cisom e do ponto de vista do que tenho escrito antes sobre as relaçons entre Staline e Trotski, nom é umha pequenez, ou se trata dumha pequenez que pode adquirir importáncia decisiva".
Resistir
O sítio web resistir.info é produzido em Portugal, e oferece-nos grande quantidade de artigos e trabalhos de análise política sobre a actualidade internacional, de umha perspectiva revoluocinária marxista. E todo isto na nossa língua.
Nas suas páginas colaboram algumhas das mais lúcidas penas da crítica social revolucionária a nível mundial. Os temas tratados incluem a luita contra as guerras imperialistas, a crise energética global, os projectos revolucionários em curso em países como a Venezuela ou Cuba... e sempre com um compromisso explícito com a resistência antiimperialista. As actualizaçons som constantes, e unicamente achamos em falta algum melhoramento estético na apresentaçom de uns conteúdos sempre de interesse na conformaçom de umha rede contrainformativa que enfrente a intoxicaçom informativa do sistema.
Com um Conselho Editorial formado por Miguel Urbano Rodrigues, Rui Namorado Rosa e Jorge Figueiredo, resistir.info afirma na apresentaçom do web que "pretende dar o seu modesto contributo, em português, para o esclarecimento, a informaçom e a organizaçom da resistência necessária".
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