A USC reprime o estudantado da esquerda independentista
SOLIDARIEDADE COM O ALEXANDRE

Alexandre Fernandes Ramos, estudante da faculdade de História da Universidade de Santiago de Compostela (USC) e membro do Conselho Nacional de AGIR, vem de ser expulso por um período de três anos sob a acusaçom de ter agredido umha aluna, -Sílvia de la Fuente,- no local de estudantes da faculdade de Economia.
Os factos remontam a 17 Abril deste ano quando o Alexandre, em companhia doutra militante de AGIR, recolhia assinaturas em solidariedade com @s 52 estudantes processad@s por terem interrompido umha sessom do Claustro universitário no quadro das massivas mobilizaçons contra a LOU desenvolvidas na Galiza no passado curso. Após ter solicitado as chaves do local ao bedel para recolher no armário os impressos de solidariedade, aparece Sílvia de la Fuente, destacada membro dumha organizaçom amarela de estudantes (JEMSA) vinculada coa reitoria e com as empresas que privatizam o ensino público, quem recrimina a presença de militantes de AGIR no local, iniciando-se umha discussom, sem maior trascendência, entre militantes independentistas e da direita espanhola.
Quando o Alexandre abandona a faculdade é seguido por vários guardas da empresa de segurança Prosegur que informam à polícia da sua localizaçom até que esta procede à sua detençom. Na esquadra policial sofre um pormenoriazado registo, sendo obrigado a despir-se e a realizar flexons, para ser posto em liberdade horas depois.
Posteriormente a reitoria acorda abrir expediente disciplinar, sendo o instrutor do caso o decano de Económicas, Javier Rojo Sánchez. Ao longo dos meses seguintes tem lugar o desenvolvimento do processo, seguindo um regulamento de disciplina académica fascista elaborado em 1954 derrogado posteriormente pola legislaçom vigente, que cristaliza em 31 de Julho coa sançom de expulsom por um período nom inferior a três anos de todos os centros universitários da Comunidade Autónoma por "ingerência no local de estudantes" e "agressom verbal e danos físicos".

Obviamente as acusaçons realizadas por Sílvia de la Fuente carecem de qualquer fundamento, mas tenhem sido aproveitadas polo aparelho universitário para pôr em andamento umha montagem repressiva contra AGIR como castigo por ter sido um dos motores mais importantes na vertebraçom e desenvolvimento do movimento de massas que no passado ano lectivo questionou a reforma do ensino do PP e a legitimidade das instituiçons universitárias. A expulsom do Alexandre pretende ser umha exemplarizante medida repressiva contra o estudantando revolucionário, umha medida dissuasória para frear a consolidaçom e desenvolvimento do projecto estudantil da esquerda independentista nas aulas da Galiza. Desde 1975 nengum centro universitário galego tem aplicado sançons académicas por actividades políticas. A fascistizaçom geral que estamos sofrendo por parte dos aparelhos estatais da Espanha de Aznar está sendo aproveitada pola reitoria, co apoio explícito e implícito da prática totalidade do professorado, inclusive parte do que adere às teses do autonomismo, para combater a dissidência que representa AGIR, como estrutura sectorial do MLNG.
Alexandre, como bode expiatório, está sofrendo os ventos autoritários e intolerantes do fascismo espanhol disfarçado de democracia constitucional.

O processo académico, -também tem abertas diligências num julgado-, está pragado de irregularidades formais e legais, mas semelha que todo vale, que há licença para matar, se se tratar de extirpar AGIR das aulas universitárias. Durante as vistas ficou claro que nem houvo agressom física, nem é "delito" que matriculad@s freqüentem locais de estudantes de outros centros para realizar actividades. Mas até o momento impugérom-se as teses do complot político contra AGIR. Nem é o primeiro caso nem o último das sistemáticas tentativas de silenciá-la das salas de aulas, tal como aconteceu em 29 de Outubro em Burela quando a directora do liceu O Perdouro, Ana Robles Fraga, sobrinha do ex-ministro franquista que preside a Junta da Galiza, tentou ilegalizar a organizaçom estudantil independentista como vingança após o êxito atingido por AGIR ao ter logrado a total adesom d@s matriculados à greve contra a Lei de Qualidade mobilizando mais de duascentos estudantes contra a política educativa do PP.

Desde Agosto, AGIR vem realizando umha grande campanha de solidariedade mediante variadas iniciativas denunciando a arbitrária e ilegal medida repressiva adoptada pola USC, procurando buscar o maior número de apoios entre o conjunto da comunidade universitária, especialmente entre o estudantado, para exigir a sua readmissom, com grande sucesso até o momento.