X Aniversário do nosso partido concluiu com a reuniom do IV Congresso

O plenário do nosso partido desenvolveu durante toda a jornada do dia 16 de Dezembro, em Ferrol, as sessons com que se completou o processo correspondente ao IV Congresso de Primeira Linha, coincidindo com o décimo aniversário da fundaçom, em 1996.

Sob o mote "Revoluçom Galega", a militáncia do nosso partido submeteu a debate o Informe de Gestom apresentado polo Comité Central sainte, em que se relatou e avaliou a extensa actividade política desde a anterior cita congressual, em 2002. Após a aprovaçom do referido documento, decorrêrom durante a tarde os debates correspondentes à Tese Política, em que foi analisada em profundidade a dependência nacional galega de um ponto de vista histórico-político, submetendo-se a profunda revisom parte dos paradigmas e ideias-força sobre as quais foi construído o movimento de emancipaçom nacional galego nas últimas quatro décadas.

Carácter da opressom nacional que a Galiza padece

A conclusom mais destacada radica em que Primeira Linha considera que nom se sustém definir, sem mais, como colonial o carácter da opressom nacional que a Galiza padece em relaçom ao Estado espanhol. Na Galiza dá-se umha opressom nacional que apresenta alguns traços de tipo colonial, mas estes som insuficientes para afirmarmos que o nosso país seja, sem maiores precisons, umha colónia espanhola. Pola importáncia deste debate e das suas conclusons, reproduzimos nestas páginas o texto aprovado em relaçom a esta questom polo máximo organismo do nosso partido.

"Percepçom atenuada da dependência nacional"

O IV Congresso serviu também para analisar as limitaçons históricas do nacionalismo galego que determinárom a sua actual deriva regionalista e neoliberal, definindo com precisom um dos principais obstáculos que o soberanismo galego tem de afrontar: a evidência de que a ampla maioria da populaçom galega nom percebeu, nem percebe, a existência de umha relaçom directa entre a dependência política e o atraso económico e social do País. 500 anos de convívio com Espanha tenhem provocado umha percepçom atenuada da dependência nacional.

Espanha: entrave para atingirmos o bem-estar e a felicidade

Porém, frente à assimilaçom que padecemos, seria completamente errado concluir que a Galiza é Espanha. Por língua e cultura, por estrutura económica, e mesmo por traços próprios de carácter jurídico-político, como o direito foral ou a ordenaçom tradicional do território, a singularidade étnica do povo galego continua hoje a estar viva. Isto unido a que, nos últimos 200 anos, a concreçom de movimentos políticos que demandam a soberania para a naçom galega exprimem a existência de um cada vez maior sector social interessado em que a Galiza atinja a maturidade política. Espanha, pois, é um entrave para atingirmos o bem-estar e a felicidade da maioria da populaçom galega, a conformada polo povo trabalhador, e é por isso que é preciso afastar-nos dela.

Por este motivo, o nosso IV Congresso reafirmou que a independência nacional nom é um capricho, mas umha necessidade que este povo tem para sobreviver, para se desenvolver, para avançar face a umha sociedade sem classes, construir o Socialismo como período transitório face o horizonte comunista.

Reformas organizativas e estatutárias

Os Estatutos fôrom submetidos a modificaçons, com o intuito de aperfeiçoar o funcionamento e actualizar a estrutura partidária consoante as mudanças acontecidas nestes quatro anos de desenvolvimento nos planos organizativo e político.

Finalmente, o IV Congresso reelegeu o camarada Carlos Morais como Secretário-Geral escolhendo um novo Comité Central, cuja composiçom é continuísta da que vinha dirigindo o nosso Partido desde o ano 2002.

 

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