O comunismo que aí vem e Socialismo e independência, duas novas propostas da Abrente Editora

O último trimestre de 2004, ano em que comemoramos o 80 aniversário da morte de Vladímir Illich Ulíanov, Lenine, encerrou-se com a publicaçom de dous novos títulos por parte da Abrente Editora, ligada ao nosso partido e com 17 obras publicadas em papel, além de mais de cinqüenta em formato digital na Biblioteca Marxista em Galego. Lembremos que também neste ano que conclui, em Janeiro, fora publicada já a segunda ediçom do Manifesto Comunista, de cuja recensom nos ocupamos no número 31 do Abrente.

Em concreto, estamos a falar de O comunismo que aí vem, dado a lume em Novembro e da autoria do nosso camarada português Francisco Martins Rodrigues, director da revista comunista portuguesa Política Operária. No volume, de 284 páginas, recolhem-se vinte e dous artigos escritos entre os anos 1985 e 2004. A maior parte foram já publicados em suportes diversos, como som a própria revista Política Operária ou esta mesma publicaçom que tés nas tuas maos, além do próprio web do nosso partido na Internet, www.primeiralinha.org. Porém, a cuidada ediçom que comentamos serviu para agrupar umha série de lúcidas análises de fenómenos históricos como a chamada Revoluçom dos Cravos portuguesa, a própria Revoluçom Bolchevique e, em geral, o significado das experiências revolucionárias desenvolvidas ao longo do século XX no Planeta.

Esta obra, prologada polo nosso secretário geral, Carlos Morais, inclui também umha extensa entrevista com o autor do livro, Francisco Martins, incansável luitador contra a ditadura salazarista, preso por 12 anos nas prisons do fascismo e um dos referentes históricos e actuais do movimento comunista português. A leitura das páginas de O comunismo que aí vem permite-nos conhecer muita cousa do último meio século de história de Portugal através de um dos seus mais destacados protagonistas, mas sobretodo mostra-nos o valor do marxismo como método para a correcta interpretaçom e profunda transformaçom da realidade social.

Ainda como parte deste ano de comemoraçom leninista, a Abrente nom quijo deixá-lo findar sem apresentarmos um volume dedicado ao próprio Lenine. Daí que fosse apresentada neste mês de Dezembro a obra Socialismo e independência. 17 textos de Lenine sobre a questom nacional. Trata-se, como o título avança, de umha colectánea de trabalhos da autoria do próprio Lenine, dedicados à problemática dos direitos nacionais e à autodeterminaçom dos povos. A totalidade de textos som publicados em galego-português na Galiza pola primeira vez, o que dá mais valor à iniciativa da Abrente Editora. Porém, para além do carácter inédito da iniciativa, a verdadeira importáncia da mesma situa-se na possibilidade que oferece de acedermos de maneira directa a umha das principais e mais ricas fontes do marxismo em relaçom com a questom nacional. Com efeito, Lenine marcou um avanço qualitativo quanto às posiçons marxistas em relaçom com os processos de libertaçom nacional dos povos sem Estado como a Galiza. Frente às posiçons chauvinistas de nom poucas organizaçons adscritas ao marxismo ao longo do século passado, incluídos os partidos comunistas "oficiais" dos principais estados europeus, Lenine diferenciou os nacionalismos das pequenas naçons face aos das grandes, situando no acesso à independência o exercício real do que para muitos era apenas retórico reconhecimento do direito de autodeterminaçom. O prólogo incluído no volume que comentamos é da responsabilidade do Comité Central de Primeira Linha.

Com estas duas novas obras, de cuidada apresentaçom, a Abrente Editora reafirma-se como proposta editorial para a formaçom de umha nova geraçom de revolucionárias e revolucionários que luita pola liberdade nacional e o socialismo, numha nova Galiza alheia ao patriarcado e às restantes lacras ligadas ao capitalismo.

 

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