Revoluçom Galega. 1996-2006, X aniversário de Primeira Linha

Umha década nom é nada na história dum povo, é um breve período de tempo, umha simples gota de água no imenso océano da luita de classes, no dilatado processo de emancipaçom nacional e social de género, porém este ano coincide com o X aniversário da criaçom de Primeira Linha.

O 1º de Maio de 1996 tivo lugar na rua do Vilar de Compostela a assembleia fundacional de Primeira Linha como culminaçom de um processo de debate e conhecimento mútuo iniciado a meados de 1995, quando um reduzido grupo de jovens, armad@s de entusiasmo, coragem e audácia, com praticamente todos os elementos em contra, decidem começar a construir na Galiza um partido comunista para o século XXI.

Neste 2006 que agora iniciamos cumprimos dez anos de intensa actividade e intervençom ao exclusivo serviço da classe trabalhadora, das mulheres e da Galiza.

Para comemorar este X aniversário realizaremos ao longo do ano umha série de iniciativas sob a legenda REVOLUÇOM GALEGA. Dez anos de Primeira Linha.
Assim o sábado 18 de Março terám lugar as X Jornadas Independentistas Galegas e posteriormente o sábado 22 de Abril terá lugar umha ceia-acto político-festa.

A inícios do verao terá lugar o IV Congresso de carácter ordinário.

O Comité Central de Primeira Linha agradece a tod@s @s jovens e trabalhadoras/es, que durante esta primeira década, -com diferentes graus de compromiso-, contribuírom à construçom e desenvolvimento do projecto revolucionário que representamos. A todas e todos o nosso mais sincero reconhecimento.

 

X Jornadas Independentistas Galegas: Desafios e necessidades da esquerda do Século XXI

Neste ano, as Jornadas Independentistas Galegas, cuja primeira ediçom se realizou em Janeiro de 1997, coincidem com o X aniversário de Primeira Linha.

De carácter monográfico e anual, tenhem sido até o presente o único espaço estável na Galiza para o debate e a formaçom marxista, umha escola de aprendizagem e conhecimento, em que Primeira Linha tem abordado o futuro do independentismo galego, o papel da cultura, as luitas de outros povos, o modelo de comunismo, a globalizaçom capitalista, a situaçom da esquerda portuguesa, a opressom da mulher, a validez do leninismo, a situaçom do idioma, sempre, de umha perspectiva marxista revolucionária, mas aberta a outras vozes e opinions.

Nesta ocasiom, num mundo globalizado, de caos sistémico, de crise civilizacional, onde o capitalismo na sua forma neoliberal aprofunda a falsa saída à crise do sistema que arrasta, agudizando a agressom aos povos, à classe trabalhadora e às mulheres, mediante a guerra imperialista e a homogeneizaçom cultural, a destruiçom das conquistas sociolaborais e o reforço do patriarcado. Neste contexto, cumpre actualizar o programa e as perspectivas que guiárom sempre a luita por umha nova sociedade, por um novo mundo, reafirmado os objectivos e reptos por que combatemos @s comunistas, e que som a nossa razom de ser.

Seguindo a concepçom de espaço aberto e plural que caracterizou sempre as Jornadas Independentistas Galegas, tendo atingido umha década de insubornável compromisso com a luita de libertaçom nacional e social de género, este ano contamos com destacadas vozes críticas e transgressoras do capitalismo, representativas de diversas correntes da esquerda nacional e internacional, para analisar e debater os Desafios e necessidades da esquerda do século XXI.


 

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