1967-2007. 40 aniversário do Che. Um exemplo a seguir

A primeira hora da tarde do domingo 9 de Outubro de 1967, duas rajadas de metralhadora segavam a vida de Ernesto Guevara na escola primária de La Higuera, um pequeno povoado do selvático sudeste da Bolívia. Finalizava assim a experiência de pôr em andamento no coraçom sul-americano umha frente guerrilheira de vocaçom continental, onde formar quadros político-militares para posteriormente construir exércitos revolucionários para os países da área.

Portanto, no vindouro ano terá lugar o quarenta aniversário da morte em combate de que, sem lugar a dúvidas, é um dos mais destacados dirigentes revolucionários comunistas da segunda metade do século XX.

Primeira Linha realizará ao longo de 2007 umha série de iniciativas que pretendem reivindicar e difundir a sua figura, o legado teórico-prático, resgatando o Che do mito e da lenda a que se vê submetido por quem quer ocultar a sua trajectória e exemplo para os povos do mundo.

Porque Ernesto Guevara é, antes de mais, um homem de carne e osso, que demonstrou com umha coerente prática que é possível construir umha nova sociedade, e que esta só será viável se a sua argila é sobretodo a de um ser humano novo, alicerçado sobre sólidos valores éticos, umha íntegra moral e os mais limpos ideais.

Porque o Che é a mais avançada e elaborada expressom do novo ser humano do século XXI, o que logre acabar com a exploraçom, a miséria e a dominaçom a que se vê submetida a imensa maioria da populaçom do planeta polo capitalismo. É um dos referentes da arquitectura social desse mundo novo, de felicidade, paz e amor, denominado comunismo. Tal como afirmou Fidel no acto de homenagem 17 de Outubro de 1967, após conhecer a sua trágica morte, “Quando quigermos dizer como deverám ser os homens e as mulheres de amanhá, deveremos dizer: que sejam como o Che”.

Basicamente, pretendemos resgatar o marxismo dialéctico que o Che foi paulatinamente adquirindo desde a sua experiência na Guatemala de Arbenz em 1954, no México, na Sierra Maestra e, posteriormente, quando assume, após a vitória de 1959, as mais elevadas responsabilidades da Revoluçom Cubana, agindo como embaixador por todo o mundo. A opçom ideológica em que sempre militou, tal como manifesta na carta de despedida aos pais quando afirma que “o meu marxismo ganhou raízes e tornou-se mais puro”.

Primeira Linha, mediante as XI Jornadas Independentistas Galegas, a ediçom pola Abrente Editora de umha boa parte dos seus escritos (teoria militar, propostas económicas, intervençons públicas, artigos de opiniom sobre as mais variadas questons, as últimas reflexons recolhidas no Diário de Bolívia) e outras iniciativas, tentará contribuir ao longo de todo o vindouro ano para a recuperaçom da verdadeira face de quem continua a ser, para @s comunistas galeg@s, um exemplo a seguir.

 

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