A
luita do povo cubano pola sua total independência
·María Sánchez Rodríguez (Cónsul Geral
da República de Cuba na Galiza)
Cuba
é umha pequena ilha das Caraíbas, a poucas milhas da mais
poderosa potência imperial que tem conhecido a humanidade.
Conhecida como a Pérola do Mar das Caraíbas, a sua superfície
total é de 110.992 quilómetros quadrados e conta com mais
de 5 mil quilómetros de costa. A sua populaçom, de pouco mais
de 11 milhons de habitantes, é um verdadeiro mosaico racial, o seu
alto grau de mestizagem é conseqüência da fusom de espanhóis,
negros antilhanos e asiáticos, iniciada com a chegada de Cristovo
Colombo às suas costas a 27 de Outubro de 1492.
Durante
mais de quatro séculos, a Ilha permaneceu como colónia de
Espanha, etapa em que se forjárom as características da Naçom
cubana, a sua história, cultura e tradiçons.
O processo da formaçom cubana consolidou-se com as luitas independentistas
que começárom em 10 de Outubro de 1868 e se desenvolvêrom
por mais de 30 anos.
Em 1898, perante a iminência do triunfo cubano, os Estados Unidos
declarárom a guerra a Espanha e frustrárom os anelos do povo
cubano. A guerra findou com o Tratado de Paris, em virtude do qual os Estados
Unidos recebêrom o controlo absoluto de Porto Rico e Filipinas e se
ocupou militarmente Cuba. A 20 de Maio de 1902, foi concedida a Cuba umha
independência formal, que de facto, converteu o país em neocolónia
dos Estados Unidos. Sucedêrom-se umha série de governos corruptos
e a luita do povo cubano pola sua verdadeira libertaçom culminou
em 1º de Janeiro de 1959 com o triunfo da Revoluçom Cubana,
que pujo termo a umha oprobiosa tirania imposta polo governo dos Estados
Uidos, que possuia 80 mil homens sobre as armas.
Por decisom do seu povo a República de Cuba é um Estado socialista
de trabalhadores, independente e soberano.
O
povo cubano luita desde há 44 anos, com a potência imperial
maior do mundo, do qual o afastam só 90 milhas, a sua vida política,
económica e social desenvolve-se no meio de um rigoroso bloqueio
e guerra económica que dura quase meio século. Apesar desta
frontal luita de Cuba com um poderoso inimigo como som os EUA, o nosso povo
desenvolve-se e avança.
Novas
ameaças, militares e económicas pairam sobre Cuba, os Estados
Unidos da América, hoje com os seus aliados da Uniom Europeia, tentam
afogar economicamente Cuba e promovem a dissidência interna com o
fim de derrocar a Revoluçom.
Pola sua actualidade e agressividade contra um país que luita por
por preservar as suas conquistas atingidas a 1 de Janeiro de 1959, merece
algumhas reflexons a Declaraçom da Uniom Europeia.
A aliança da Uniom Europeia com os Estados Unidos no caso de Cuba
materializou com a Declaraçom de 5 de Junho de 2003, na declaraçom
citam-se os mesmos argumentos do governo norte-americano, pretende-se defender
os chamados "opositores" e "jornalistas independentes",
os mercenários que pagos com dinheiro do governo dos Estados Unidos
aspiram a contribuir de dentro ao objectivo da política norte-americana
de derrotar a Revoluçom cubana.
As
quatro medidas anunciadas pola Uniom Europeia:
-Limitar
as visitas governamentais bilaterais de alto nível.
-Reduzir
o nível da participaçom dos Estados membros em acontecimentos
culturais.
-Convidar
os dissidentes cubanos às celebraçons de festas nacionais.
-Voltar
a examinar a posiçom comum da Uniom Europeia com Cuba.
A
medida número 3 converteria as embaixadas europeias em Havana em
virtuais empregados da Secçom de Interesses dos EUA em Cuba e poria
as embaixadas dos países membros da Uniom Europeia ao Serviço
do trabalho subversivo da Secçom de interesses norte-americanos,
a UE formaliza a sua intençom de desafiar o povo cubano, as suas
leis e instituiçons.
Cuba,
por seu turno, advertiu as embaixadas europeias e os mercenários
locais do governo norte-americano que nom aturará provocaçons
nem chantagem. Quanto aos mercenários que tentarem converter as embaixadas
europeias em Havana em centros de conspiraçons contra a Revoluçom,
o povo saberá exigir que se apliquem com rigor as nossas leis e adoptarám-se
todas as medidas para defender a sua soberania.
Em Miami e em Washington discute-se hoje onde, como e quando se atacará
Cuba ou se resolverá o problema da Revoluçom. A escalada de
seqüestros de motonaves aéreas e barcos de transportaçom,
o alento a grupos mercenários, pretendem criar um clima propício
para justificar qualquer intervençom armada.
As ameaças de íntimos amigos do presidente Bush, chamam a
atençom do Governo e povo de Cuba. Um cínico rufiám
mal chamado Lincoln, e Díaz-Balart como apelido, íntimo amigo
e conselheiro do presidente Bush, declarou a um canal televisivo de Miami
as enigmáticas palavras seguintes: "Nom podo entrar em pormenores,
mas estamos tentando romper este círculo vicioso".
Na intervençom do presidente Fidel Castro, no dia 1º de Maio
de 2003, assinalou: "A qual dos métodos para manejar o círculo
vicioso se refere? Eliminar-me fisicamente a partir dos sofisticados meios
modernos que tenhem desenvolvido, tal como o senhor Bush prometeu no Texas
antes das eleiçons? Ou atacar Cuba ao estilo do Iraque?
Se fosse o primeiro, nom me preocupa em absoluto. As ideias polas quais
tenho luitado toda a vida nom poderám morrer e viverám durante
muito tempo.
Se a fórmula fosse atacar Cuba como o Iraque, doeria-me muito polo
custo em vidas e a enorme destruiçom que para Cuba significaria.
Mas talvez seja esse o derradeiro dos ataques fascistas desta Administraçom,
porque a luita duraria muito tempo, enfrentando-se os agressores nom apenas
a um exército, mas a milhares de exércitos, que constantemente
se reproduziriam e fariam pagar ao adversário um custo em baixas
tam alto, que estaria muito por cima do orçamento de vidas dos seus
filhos que o povo norte-americano estaria diposto a pagar polas aventuras
e as ideias do presidente Bush, hoje com apoio maioritário mas decrescente,
amanhá reduzido a zero."
O Departamento de Estado publicou o relatório sobre os direitos humanos
no mundo, o qual contém umha parte dedicada a Cuba, em que se outorga
prioridade às falsas acusaçons contra o nosso país
e se exprime um claro apoio à contrarrevoluçom interna. A
diatribe anticubana do Departamento de Estado tivo características
similares às dos anos anteriores.
As
incursons dos sinais radiais e televisivas fam parte das medidas de destabilizaçom
por parte do governo dos EUA, o seqüestro de naves e aeronaves, a negativa
de vistos e a aplicaçom da Lei de Ajuste cubano promovem a emigraçom
ilegal e tentam conformar um panorama propício para qualquer intervençom.
No passado dia 30 de Abril, o Governo dos Estados Unidos, de forma arbitrária,
inclui Cuba na listagem de países que supostamente auspiciam o terrorismo
no mundo, ao mesmo tempo que rejeita, mediante argumentos vazios, irracionais
e sem qualquer sustento real, a proposta realizada por Cuba para subscrever
um programa bilateral de luita contra o terrorismo, apresentada ao governo
dos EUA a 29 de Abril de 2001 e reiterada a 3 de Dezembro de 2001, a 12
de Março de 2002 e a 17 de Dezembro de 2002.
Apesar das grandes dificuldades em que se desempenha a gestom do Governo
cubano, hoje podemos exibir os seguintes logros:
-Cuba
foi capaz de erradicar num ano o analfabetismo que nom pudérom vencer
em mais de quatro décadas o resto dos países da América
Latina, nem tampouco os EUA.
-Foi
o primeiro território livre do domínio imperialista na América
Latina e nas Caraíbas, e o único país do hemisfério
onde, ao longo da história pós-colonial, torturadores, assassinos
e criminosos de guerra que arrancárom a vida a dezenas de milhares
de pessoas fôrom exemplarmente punidos.
-Recuperou
e entregou totalmente a terra aos camponeses e trabalhadores agrícolas.
Os recursos naturais e as indústrias e serviços fundamentais
fôrom postos em maos do único dono verdadeiro: a naçom
cubana.
-Em
menos de 72 horas, luitando incessantemente dia e noite, Cuba destroçou
a invasom mercenária de Girón, organizada por um Governo dos
Estados Unidos, o que evitou umha intervençom militar directa desse
país e umha guerra de incalculáveis conseqüências.
A Revoluçom cubana contava já com o Exército Rebelde,
mais de 400 mil armas e centenas de milhares de milicianos.
-Enfrentou-se
com honra, sem concessom nengumha, ao risco de ser atacada com dezenas de
armas nucleares em 1962.
-Derrotou
a guerra suja alastrada por todo o país, com um custo de vidas ao
que pagou pola guerra de libertaçom.
-Suportou
incomovível milhares de actos de sabotagem e ataques terroristas
organizados polo Governo dos Estados Unidos.
-Frustrou
centenas de planos de assassinato contra os líderes da Revoluçom.
-A
meio de um rigoroso bloqueio e guerra económica que tenhem durando
quase meio século, Cuba foi capaz de erradicar num ano o analfabetismo
que nom pudérom vencer em mais de quatro décadas o resto dos
países da América Latina, nem tampouco os Estados Unidos.
-Levou
a educaçom gratuíta a cem por cem das crianças.
-Possui
o mais alto índice de retençom escolar -mais de 99 % entre
pré-escolar e nono grau- de todas as naçons do hemisfério.
-Os
seus alunos de primário ocupam o primeiro lugar do mundo em conhecimentos
de linguagem e matemática.
-Ocupa
igualmente o primeiro lugar mundial em mestres per cápita e alunos
por turma.
-A
totalidade de crianças com dificuldades físicas ou mentais
estudam e escolas especiais.
-O
ensino de informática e o emprego de meios audiovisuais de jeito
intensivo aplica-se hoje à totalidade das crianças, adolescentes
e jovens, em campos e cidades.
-O
estudo com umha remuneraçom económica do Estado tem-se convertido,
pola primeira vez no mundo, numha oportunidade para todos os jovens de 17
a 30 anos de idade que nom estudavam nem possuíam emprego.
-Qualquer
cidadao tem a possibilidade de realizar estudos que o conduzam desde pré-escolar
até a obtençom do título de Doutor em Ciências
sem gastar um só cêntimo.
-A
naçom conta hoje com mais de 30 graduados universitários,
intelectuais e artistas profissionais por cada um dos que existiam antes
da Revoluçom.
-O
nível promédio de conhecimentos de um cidadao cubano atinge
já nom menos de nono grau.
-Nom
existe em Cuba nem sequer o analfabetismo funcional.
-Escolas
de formaçom de artistas e de instrutores de arte tenhem-se estendido
a todas as províncias do país, onde estudam e desenvolvem
o seu talento e vocaçom mais de 20 mil jovens. Dezenas de milhares
adicionais fam-no em escolas vocacionais, que som canteiras das escolas
profissionais.
-As
sedes universitárias alastram já progressivamente a todos
os municípios do país. Nunca se produziu em nengures tam colossal
revoluçom educativa e cultural, que converterá Cuba, por larga
margem, no país com mais conhecimentos e mais cultura do mundo, aferrada
à profunda convicçom martiana de que "sem cultura nom
há liberdade possível".
-A
mortalidade infantil reduziu-se de 60 por mil nascidos vivos para umha cifra
que flutua entre 6 e 6,5. é a mais baixa do hemisfério, dos
EUA à Patagónia.
-As
perspectivas de vida tenhem aumentado em 15 anos.
-Doenças
infecciosas e transmissíveis como a poliomelite, o paludismo, o tétanos
neonatal, a difteria, o sarampo, a rubéola, a parotidite, a tosse
ferina e o dengue tenhem sido eliminadas; outras como o tétanos,
a meningite menigocócica, a hepatite B, a lepra, a meningite por
hemófilos e a tuberculose, estám totalmente controladas.
-Hoje,
no nosso país, morrem as pessoas de iguais doenças que nos
países mais altamente desenvolvidos: cardiovasculares, tumorais,
acidentes e outras, mas de muito menor peso.
-Umha
profunda revoluçom é levada a termo para aproximar os serviços
médicos da populaçom, a fim de facilitar o seu acesso aos
centros de assistência, preservar vidas e aliviar dores.
-Profundos
estudos som realizados para romper a cadeia, abrandar ou reduzir ao mínimo
os problemas de origem genética, pré-natais ou associados
ao parto.
-Cuba
é hoje o país com mais alto índice de médicos
per cápita; quase duplica o número dos que a seguem por trás.
-Os
centros científicos trabalham sem cessar na procura de soluçons
preventivas ou terapêuticas contra as doenças mais graves.
-@s
cuban@s disporám do melhor sistema médico do mundo, cujos
serviços continuarám a receber de jeito absolutamente gratuíta.
-A
segurança social abrange 100% dos cidadaos e cidadás do país.
-85%
da populaçom é proprietária da vivenda. Esta fica livre
de qualquer imposto. 15%restantes
paga um aluguer absolutamente simbólico, que mal atinge os 10% do
ordenado.
-O
uso das drogas atinge um ínfimo número de pessoas, e luita-se
decididamente contra ele.
-A
lotaria e outras formas de jogo lucrativo fôrom proibidos desde os
primeiros anos da Revoluçom para que ninguém situasse a sua
esperança de progresso na sorte.
-A
nossa televisom, rádio e imprensa nom praticam a publicidade comercial.
Qualquer promoçom está dirigida a questons de saúde,
educaçom, cultura, educaçom física, desporto, recriaçom
sá, defensa do ambiente, luita contra as drogas, contra os acidentes
ou outros problemas de carácter social. Os nossos meios de difusom
massiva educam, nom envenenam nem alienam. Nom se rende culto nem se exaltam
os valores das apodrecidas sociedades de consumo.
-Foi
varrida a discriminaçom da mulher, que hoje constitui 64% da força
técnica e científica do país.
-Desde
os primeiros meses da Revoluçom, nom ficou em pé umha só
das formas de expressom racistas copiadas do sul dos Estados Unidos. Nos
últimos anos, a Revoluçom esmera-se especialmente no esforço
por desaparecer as pegadas que a pobreza e a falta de acesso aos conhecimento
deixárom nos descendentes dos que fôrom escravizados durante
séculos, e que criárom diferenças objectivas que tendem
para se reproduzirem. Logo nom ficará nem sombra das conseqüências
de aquela terrível injustiça.
-Nom
existe culto a nengumha personalidade revolucionária viva, como estátuas,
fotos oficiais, nomes de ruas ou instituiçons. Os que dirigem som
homens e nom deuses.
-No
nosso país nom existem forças paramilitares nem esquadrons
da morte, nem se tem usado nunca a violência contra o povo nem se
realizam execuçons extrajudiciais, nem se aplica a tortura. O povo
tem apoiado em massa sempre as actividades da Revoluçom. Este acto
demonstra-o.
-Anos
luz separam a nossa sociedade do que tem prevalecido até hoje no
mundo. Cultiva-se a fraternidade e a solidariedade entre os homens e os
povos dentro e fora do país.
-Educa-se
as novas geraçons e todo o povo na protecçom do ambiente.
Os meios massivos de difusom empregam-se na formaçom de umha consciência
ecológica.
-O
nosso país defende com firmeza a sua identidade cultural, assimila
o melhor das outras culturas e combate resoltamente contra todo o que deforma,
aliena e envilece.
-O
desenvolvimento do desporto sao e nom profissional conduziu o nosso povo
aos mais altos índices de medalhas e honras a nível mundial.
-As
pesquisas científicas, ao serviço do nosso povo e da humanidade,
multiplicárom-se centenas de vezes. Produto deste esforço,
importantes medicamentos salvam vidas em Cuba e noutros países.
-Nunca
se investigou nem elaborou arma biológica nengumha, o qual estaria
em absoluta contradiçom com a formaçom e a consciência
em que tem sido e continua a ser educado o nosso pessoal científico.
-Mais
de meio milhom de cuban@s cumprírom missons internacionalistas como
combatentes, como mestres, como técnic@s ou como médic@s e
trabalhadoras/es da saúde. Dezenas de milhares destas últim@s
tenhem emprestado serviços e salvado milhons de vidas ao longo de
mais de 40 anos. Na actualidade, três mil especialistas em Medicina
Geral Integral e outr@s trabalhadoras/es da saúde trabalham nos lugares
mais recônditos de dezoito países do Terceiro Mundo, onde mediante
métodos preventivos e terapêuticos salvam cada anos centenas
de milhares de vidas e preservam ou devolvem a saúde a milhons de
pessoas sem cobrarem um só cêntimo polos seus serviços.
-Sem
@s médic@s cuban@s oferecidos à Organizaçom de Naçons
Unidas em caso de obter esta os fundos necessários -sem os quais
naçons inteiras e até regions completas da África Subsaariana
correm o risco de perecerer-, os imprescindíveis e urgentes programas
de luita contra a SIDA nom poderiam realizar-se.
-O
mundo capitalista desenvolvido criou abundante capital financeiro, mas nom
criou o mais mínimo capital humano que o Terceiro Mundo desesperadamente
necessita.
-Cuba
desenvolveu técnicas para ensinar a ler e escrever por rádio
com textos hoje elaborados em cinco idiomas: creole, português, francês,
inglês e espanhol, que já estám a ser postos em prática
nalguns países. Está a ponto de concluir um programa similar
em espanhol, de excepcional qualidade, para alfabetizar por televisom. Som
programas ideados por Cuba e genuinamente cubanos. Nom nos interessa a exclusividade
da patente. Estamos em disposiçom de oferecê-los a todos os
países do Terceiro Mundo, onde se concentra o maior número
de analfabetos, sem cobrarmos um só cêntimo. Em cinco anos,
os 800 milhons de analfabetos, a um custo mínimo, poderiam reduzir-se
em 80%.
-Cuba
foi o primeiro paíse em se solidarizar com o povo norte-americano
no 11 de Setembro de 2001, foi também o primeiro em advertir do carácter
neofascista que a política da extrema direita dos Estados Unidos,
que assumiu fraudulentamente o poder em Novembro do ano 2000, se propunha
impor ao mundo. Nom surge esta política movida polo atroz ataque
terrorista contra o povo dos EUA cometido por membros de umha organizaçom
fanática que em tempos passado serviu a outras administraçons
norte-americanas. Era um pensamento friamente concebido e elaborado, que
explica o rearmamento e as colossais despesas em armamento quando já
a guerra fria nom existia e o que ocorreu em Setembro estava longe de ser
produzir. Os factos do dia 11 desse fatídico mês do ano 2001
servírom de pretexto ideal para pô-lo em andamento.
-Imagens
de cidades destruídas e incendiadas por atrozes bombardeamentos,
crianças mutiladas e cadáveres destroçados de pessoas
inocentes.
-Deixando
de parte os grupos políticos oportunistas, demagogos e politiqueiros
sobejamente conhecidos, refiro-me agora fundamentalmente aos que fôrom
amigáveis com Cuba e luitadores apreciados. Nom desejamos que os
que a atacárom de forma a nosso ver injusta, por desinformaçom
ou falta de análise meditada e profunda, tenham de passar por umha
dor infinita se um dia as nossas cidades estám a ser destruídas
polas bombas do nazi-fascismo, e conhecem que as suas declaraçons
fôrom cinicamente manipuladas polos agressores para justificarem um
ataque militar contra Cuba.
-A
hipocrisia da política ocidental e de um numeroso grupo de líderes
medíocres é tam grande que nom caberia no leito do Oceano
Atlántico. Qualquer medida que Cuba adoptar em aras da sua legítima
defesa é publicada entre as primeiras notícias de quase todos
os meios de difusom massiva. No entanto, quando denunciamos que sob o mandato
de um chefe de governo espanhol dezenas de etarras fôrom executados
extrajudicialmente sem que ninguém protestasse nem o denunciasse
ante a Comissom de Direitos Humanos de Naçons Unidas, e outro chefe
de governo, num momento difícil da guerra de kosovo, aconselhou o
presidente dos EUA intensificar a guerra, multiplicar os bombardeamentos
e atacar os objectivos civis, que causariam a morte de centenas de inocentes
e imenso sacrifício a milhons de pessoas, a imprensa só di:
"Castro arremeteu contra Felipe e Aznar". Do conteúdo real,
nem umha palavra.
-Em
Miami e em Washington discute-se hoje onde, como e quando se atacará
Cuba ou se resolverá o problema da Revoluçom.
-No
imediato, fala-se em medidas económicas que endureçam o brutal
bloqueio, mas nom sabem ainda qual escolher, com quem se resignam a brigar
e que efectividade podam vir a ter. Restam-lhes muito poucas. Gastárom-nas
quase todas.