Contra o colonialismo e o imperialismo
Pola resistência operária e popular
USA: IMPÉRIO ASSASSINO DE NEN@S
COMUNISMO OU CAOS

A guerra imperialista contra o Iraque e a ocupaçom colonialista que actualmente padece por parte dos USA e os seus aliados forma parte do endurecimento da estratégia global do capitalismo mundializado após o 11 de Setembro de 2001. A grave crise económica estrutural do modo de produçom causante do empobrecimento e da miséria da maioria da humanidade provoca que as elites responsáveis desta dramática situaçom, tal como prognosticou com lucidez o marxismo, se vejam avocadas a acelerar os seus planos genocidas contra os povos, a classe trabalhadora e as mulheres, com o objecto de manter a sua taxa de ganho e os privilégios dos que secularmente venhem disfrutando. Esta estratégia de nítida natureza terrorista polos métodos empregados, polos objectivos perseguidos, pretende implantar a escala mundial um fascismo de nova planta para apoderar-se e controlar os recursos energéticos do globo que permitam retrassar umhas décadas o inevitável declive do império norteamericano. Mas além de submeter a todos aqueles países que nom aceitam "as normas da democracia" dos Tomahawk ou dos B-52, o capital pretende evitar o processo de auto-organizaçom nacional e popular imprescindível para derrotar a resistência operária à involuçom em curso. Desde esta óptica há que analisar, interpretar e entender a ofensiva militar que Washington lança a inícios da década de noventa do século passado contra o Iraque na primeira "guerra do Golfo", o posterior ataque contra a Jugoslávia em 1999, a invassom e ocupaçom de Afeganistám em 2001, a destruiçom do regime de Saddam Hussein e as actuais ameaças contra Síria, Irám e Cuba fundamentalmente. Mas também os recortes das tímidas liberdades, a reforma laboral permanente, o rearmamento do patriarcado, as leis repressivas, a militarizaçom social, o discurso integrista imposto pola extrema-direita que paulatinamente controla parte dos aparelhos de estado e propaganda do capitalismo. A pax norteamericana tem como objectivo aniquilar todos aqueles estados nom submissos aos ditados da oligarquia para impor a sangue e fogo governos títeres que colaborem abertamente no espólio e saqueio das riquezas dos seus respectivos países e com a sobre-exploraçom das suas classes trabalhadoras. O capitalismo globalizado adopta sem aditivos nem suavizantes as estratégias militaristas empregadas nas fases precedentes de crise que periodica e consubstancialmente sofre. Os actuais acontecimentos no Afeganistám ou no Iraque som semelhantes ao colonialismo ocidental do século XIX. A cimeira das Açores, onde Bush e os seus lacaios Blair e Aznar cum Durao Barroso de patético apresentador dérom luz verde a destruiçom do Iraque, tem similitudes com a Conferência de Berlim de 1884-85 na que as poténcias europeias negociárom e pactuárom o seu expansionismo em África. A única diferença é que na actualidade umha parte substancial das potências imperialistas (França e Alemanha fundamentalmente) nom apostam pola via militar polas suas carências e fraqueza para competir com os Estados Unidos neste terreno, e o Tio Sam, perante a resistência do eixo franco-alemám para legitimar o ataque sobre Bagdad, decide dinamitar a legalidade internacional do capitalismo emanada dos acordos de Brettom Woods, agindo em solitário contra a opiniom maioritária dos estados e povos do mundo. Assim a desacreditada ONU fica ao marge da ofensiva imperialista do complexo militar-industrial ianque e a sua absoluta incapacidade para solventar conflitos internacionais mediante soluçons pacíficas, a hipocrisia da dupla linguaguem na aplicaçom de sançons internacionais, é a dia de hoje umha evidência inquestionável. A outra vítima do unilateralismo imperialista norteamericano é a UE, que embora continua o seu alargamento face o leste e o mediterráneo após a cimeira de Atenas, acha-se na actualidade imersa em graves contradiçons internas entre o tandem francês e alemán e o lobby pro-norteamericano liderado pola Grande Bretanha e a Espanha. Também a NATO se acha numha situaçom de perplexidade pola ausência de coesom interna e a carência de objectivos.
A escala regional os USA e o fascismo israelita pretende reorganizar a situaçom geo-política do denominado "Oriente Médio" mediante umha modificaçom da actual correlaçom de forças que permita a destruiçom do projecto nacional palestiniano e a consolidaçom do estado sionista. A destruiçom da resistência armada da Palestina, ou das milícias de Hizbulá, forma parte da estartégia em curso que pretende acabar com os actuais regimes de Damasco e Teherám.

A resistência operária e popular
Se bem a combinaçom da comovente superioridade militar imperialista e os erros estratégicos na defesa por parte de Saddam Hussein possibilitárom a derrota do Iraque em pouco mais três semanas, o planeta assistiu ao desenvolvimento dum dos maiores movimentos anti-imperialistas de massas desde a guerra do Vietname. Milhons de trabalhadoras/es, e jovens ocupárom durante semanas as ruas para denunciar a barbárie imperialista. O nosso país nom só nom ficou o marge deste movimento social, senom que polas cifras de manifestantes e intensidade das mobilizaçons, estivemos novamente na primeira linha dos protestos. Orabém, novamente a direcçom do movimento estivo sob a hegemonia do reformismo autonomista que nom só exclui ao MLNG das iniciativas, também facilitou e possibilitou que o PSOE da NATO, do entusiástico apoio ao bombardeamento de Belgrado e Cabul, participara activamente no movimento contra a guerra no quadro do hipócrita oportunismo eleitoralista de Zapatero, senom que, a diferença de Nunca Mais e das mobilizaçons de massas que venhem caracterizando a actividade socio-política galega do novo século, intensificou quantitativa e qualitativa a ofensiva de intoxicaçom e criminalizaçom contra a esquerda independentista pola sua prática combativa e pola claridom das reivindicaçons que logramos introduzir com sucesso no movimento de massas. A solicitude de ilegalizaçom do PP, a caracterizaçom de assasin@s para os seus dirigentes e militantes por avalar, apoiar e justificar o ataque, a denúncia sem paliativos do imperialismo, formárom parte do discurso de amplos sectores populares. É a esquerda patriótica jogou aqui um papel destacado.
O reformismo impulsiona o movimento de massas para extraer rédito eleitoral, mas em nengum momento pretende questionar a natureza intrinsicamente terrorista do capitalismo, nem ligar a ofensiva e curso de Washington com a ofensiva do fascismo espanhol contra o nosso povo e a nossa classe.


O delírio do fascismo espanhol
A participaçom de Espanha na agressom imperialista contra o Iraque mediante um incondicional apoio às teses belicistas de Bush nom podem compreender-se sem partir do rotundo fracasso do PP à hora de incorporar ao Espanha no clube dos estados líderes da UE, e na particular megalomania dum Aznar obsessionado em converter-se num estadista mundial. A crise endémica que padece o capitalismo espanhol e o projecto nacional que dele emana pretende erroneamente ser corrigido mediante a transformaçom de Espanha na cabeça de ponte dos interesses geo-estratégicos inaques na Europa, competindo neste objectivo com o Reino Unido do Blair da terceira via.
Aznar e o conjunto de ministr@s do actual gabinete tenhem-se prodigiado por defender sem rubor as práticas terroristas do imperialismo norteamericano e as verdadeiras intençons da ocupaçom do Iraque. A ministra de Assuntos Exteriores espanhola, Ana Palacio, deu umha liçom de transparência informativa à que nom estamos habituad@s a ouvir quando em conferência de imprensa, nos primeiros dias do conflito, afirmou textualmente que "aqui há alguns indicadores que som relevantes. As bolsas tenhem subido e o petróleo tem baixado. Os cidadaos já pagam uns céntimos menos pola gasolina e o gasóleo".
A posiçom do PP neste conflito tem servido para clarificar alguns sectores populares, para mostrar a verdadeira natureza da direita espanhola, para alargar as luitas populares, para ajudar a desenmascarar os fraudulentos discursos de paz e toleráncia dos que aplaudem sem reservas o massacre e o assassinato massivo de nen@s e populaçom civil, a destruiçom das infraestruturas dum país, o saqueio do seu património artístico e histórico, mas qualificam de terrorismo os métodos de auto-defesa dos que se tenhem dotado os povos, a classe operária e as mulheres para a sua emancipaçom.
Nesta posguerra pragada de milhares de cadáveres, sem que tenham aparecido as armas de destruiçom massiva, nem se tenha produzido a detençom de Saddam, o delírio do fascismo espanhol pretende gerir como um protectorado a parcela do Iraque colonizado que as multinacionais do petróleo aconselhem a Bush. A Espanha imperial extra-peninsular que a Moncloa e as mais altas instáncias do regime continuador do franquismo venhem sonhando pode ser umha realidade polo exemplar seguidismo à hora de justificar e apoiar o terror dda guerra imperialista.

A ofensiva contra Cuba
Simultaneamente à agressom do Iraque Cuba viu-se submetida a umha brutal ofensiva mediática por parte do imperialismo norteamericano, com o apoio de sectores da pseudo-esquerda progre que aspira a obter os parabens da burguesia.
A execuçom e detençom por parte da revoluçom cubana de várias pessoas que participárom em actos de terrorismo instigado, financiado e dirigido polos USA com o objectivo de desestabilizar Cuba para justificar umha intervençom imperialista, foi o pretexto utilizado polo capital para denunciar o "autoritarismo do regime", "a falta de liberdades", "a necessidade de democratizar a ilha", e todos os tópicos de rigor da maquinária de intoxicaçom capitalista. Resulta grotesco que personagens e partidos como o Aznar do Prestige e a guerra imperialista, o PSOE dos GAL e a repressom, a IU que legitimou a monarquia imposta por Franco, coincidam na denúncia duns factos perfeitamente legais no ordenamemto jurídico cubano e que só se podem ser interpretados como o legítimo direito à auto-defesa dum modelo de sociedade que leva padecendo décadas de bloqueio e contínuas agressons por parte do imperialismo.
Na actual ofensiva do capital a destruiçom da revoluçom cubana volta a ser um objectivo prioritário nos planos estratégicos da Casa Branca e o Pentágono.
Na guerra global contra o terrorismo teorizada por Bush em Setembro de 2001 e nas diversas actualizaçons das Declaraçons de Santa Fe os USA marcam como objectivo estratégico para perpetuar o seu domínio global a destruiçom da revoluçom cubana.
Independentemente das matizaçons que se poidam realizar sobre a oportunidade das medidas adoptadas por La Havana nom se pode justificar de nengumha maneira o colaboracionismo com os planos do capitalismo em aras da defesa de abstractos e metafísicos direitos humanos.

Comunismo ou caos
Os brutais ataques contra o Iraque e as ameças a Síria, Cuba e o Irám, constatam que os prognósticos da socialdemocracia sobre a novo orde mundial que emanaria do fim da URSS nom eram mais que umha das habituais falácias com as que vem agindo desde há décadas. O mundo de hoje acha-se abocado ao caos do capitalismo ou a a organizar umha revoluçom socialista que resolva as graves ameaças e problemas que tem provocado o capital. A soluçom nom virá determinada por umha maioria eleitoral, nem por apresentar proposiçons de leis ou moçons em parlamentos ou concelhos. A luita organizada, a mobilizaçom social, a resistência popular, é a única alternativa para mudar o actual estado de cousas, para parar o fascismo espanhol, para derrotar o imperialismo, para que o nosso país tenha futuro, para que a nossa classe rache as cadeias que nos oprimem. Os atalhos nom sempre funcionam. Após quase três décadas de democracia parlamentar espanhola, Galiza e o povo trabalhador galego, acha-se em pior situaçom que quando morreu Franco. As promesas das forças parlamentares tenhem sido e som meras patranhas. Umha parte da Galiza que luita, da Galiza que se manifesta, da Galiza que nom renúncia a construir umha outra sociedade numha naçom livre, a d@s trabalhadoras/es, a d@s jovens e das mulheres, o 25 de Maio votou em negro.

 


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