Polo
direito de autodeterminaçom dos povos
USA: a organizaçom terrorista que ameaça a humanidade com armas
de destruiçom massiva
EVITEMOS A AGRESSOM IMPERIALISTA CONTRA O IRAQUE
Desde a derrota
na guerra do Golfo em 1991, o imperialismo anglo-norte-americano vem aplicando
umha beligerante política de estrangulamento económico e agressom
militar contra o Iraque, cujas conseqüências mais dramáticas
som a morte de dezenas de milhares de crianças por falta de assistência
médica e malnutriçom, e de centenas de civis nos bombardeamentos
sistemáticos que padece o país.
Embora as sançons económicas impostas com o beneplácito
da ONU só afectem directamente o povo iraquiano, procuram a queda do
regime como parte da estratégia global do capitalismo norte-americano
de domínio do vasto território do "Oriente Médio"
e o Cáucaso-Cáspio que garanta o controlo directo das fontes
energéticas e de matérias primas estratégicas que lhes
permita perpetuar a hegemonia planetária de maneira indefinida.
Após dobregar a política nom ocidental da Jugoslávia
em 1999, impor um protectorado no Afeganistám em 2001, apoiar a actual
desestabilizaçom fascista da Venezuela, os USA necessitam com urgência
derrotar Sadam Hussein para apoderar-se dos imensos jazigos de petróleo
e gás que possui o Iraque e impor um governo fantoche que converta
o Estado árabe numha colónia.
A prática dependência do petróleo como fonte energética
primordial do modo de produçom capitalista provoca que o imperialismo
na sua fase de ofensiva fascista contra a humanidade, acelerada após
o 11 de Setembro, aposte polo controlo directo das reservas do ouro negro,
por geri-las sem intermediários. Os USA, em pouco mais dumha década,
necessitarám importar a maioria do petróleo que consomem, polo
que necessitam garantir a subministraçom a preços de saldo.
Os grandes interesses económicos da indústria petroleira nom
só provocam acidentes como o do Prestige, impedem apostar polas energias
renováveis e limpas, e fomentam o militarismo característico
do bloco de classes dominantes ianque em aliança com o complexo militar-industrial
do que Bush tam só é o actual gestor.
Os senhores da guerra norte-americanos também necessitam atacar o Iraque
para incentivar a sua economia, dependente da indústria armamentística.
É-lhes necessário dar saída aos excedentes acumulados,
fazer recair sobre @s pobres a crise do capitalismo. Provar sobre o terreno
a letal eficácia da última geraçom de armas de destruiçom
massiva.
Dissuadir o incremento da luita dos povos, @s trabalhadores/as e as mulheres
pola liberdade e a emancipaçom, assim como "resolver" o conflito
palestiniano, som outras causas que jogam um papel destacado. Israel pretende
aproveitar a eliminaçom dum Iraque soberano para aplicar a soluçom
final do sionismo: expulsar o povo palestiniano dos seus legítimos
territórios e construir a paranóia racista do grande-Israel
sobre o que se alça o seu Estado.
A "justificaçom" para o ataque está baseada na nunca demonstrada poss de armas de destruiçom massiva polo regime de Bagdad. O ataque é umha questom de tempo, com ou sem a coarctada da existência de armas biológicas, químicas, nucleares, que armazenaria o Iraque nuns depósitos secretos que os inspectores da ONU ainda nom encontrárom, os Estados Unidos vam atacar o Iraque. Ainda que nom necessitam da legitimaçom do Conselho de Segurança, preferem contar com o seu respaldo para ganhar mais aliados na sua cruzada. De momento, contra a opiniom maioritária dos seus povos, Bush conta com o apoio incondicional dos seus principais lacaios na UE, a triada configurada por Blair, Aznar e Berlusconi.
A ofensiva terrorista
em que o capitalismo está inserido é a melhor mostra da sua
fraqueza, é o sintoma mais eloqüente da crise, do declínio
do império norte-americano.
Defender o direito de autodeterminaçom do povo iraquiano, denunciar
a ofensiva imperialista, é um dever de qualquer ponto de vista internacionalista,
mas também é umha necessidade para contribuir para reforçar
o processo de libertaçom nacional e social de género que impulsiona
o MLNG. Defender Bagdad é defender os direitos nacionais da Galiza.
Solidarizar-se com o povo trabalhador iraquiano é apoiar a emancipaçom
da classe trabalhadora galega.
Impidamos que o servilismo do Governo espanhol colabore com a agressom. Paremos
a guerra.