Xavier Paz
& Alba Vázquez Carpentier
Nunca Máis. A voz da cidadanía
Difusora de Letras, Artes e Ideas, Ourense 2003, 175 páginas.
Com um cuidado
desenho e impresom vem de sair do prelo o primeiro volume dum livro-catálogo
sobre o movimento social Nunca Mais. Ao longo desta magnífica obra
aparecem recolhidas umha densa selecçom de fotografias, documentos,
material gráfico diversos (cartazes, auto-colantes, pins) de meses
de luita e movimentaçom popular contra os responsáveis da maré
negra. A ilimitada criatividade das massas, a infinita imaginaçom popular
aparece plasmada ao longo das perto de duascentas páginas deste primeiro
livro nas mais variadas imagens dos centos de manifestaçons, concentraçons,
cartazes nas janelas de vivendas particulares, empresas, negócios,
carros, locais comercias, etc. Resulta salientável o capítulo
dedicado a mostrar algumhas das milhares de pintadas reivindicativas, -gritos
e protesto e liberdade-, que inçarom os mais variados recunchos do
país, recuperando e recobrando com força umha prática
que até o momento se tinha convertido em minoritária, e que
algumhas das forças integradas em Nunca Mais teimam em perseguir com
sanha nalgumas das localidades que governam.
No aspecto negativo botamos de menos umha maior presença da esquerda
independentista, especialmente daquelas iniciativas políticas (denúncia
da "Cidade da Cultura" e reclamaçom do 80.000 milhons de
pts para @s afectad@s, ou das palavras de orde que incorporou com sucesso
no movimento: ilegalizaçom do PP, demissom e prisom para @s responsáveis);
assim como umha abussiva utilizaçom do conceito burgués de cidadania,
embora tem certa lógica ao ser um movimento social dirigido pola pequena
burguesia. Finalmente foi umha pena que conhecendo o dilatado compromisso
dum dos directores do projecto coa normativa histórica do galego o
livro nom esteja redigido na normativa AGAL. (Carlos Morais)
Manuel Veiga
O pacto galego na construcción de España
Edicions A Nosa Terra, Vigo 2003, 260 páginas.
O jornalista
Manuel Veiga vem de publicar um interessante estudo sobre o pacto que as elites
galegas selárom coa oligarquia espanhola no século XIX mediante
a renúncia da defesa da identidade nacional pola difusa ideia do "progresso".
Nesta versom da tese de doutoramento o autor analisa mediante o vaziado das
páginas do jornal "El Faro de Vigo", entre 1898 e 1923, a
inserçom da economia galega no mercado espanhol, a decidida incorporaçom
das classes dirigentes galegas no sistema da Restauraçom e as dramáticas
conseqüências deste acordo para o futuro da Galiza como naçom.
O fenómeno do caciquismo, da emigraçom, o nascimento do regionalismo-galeguismo,
o agromar da burguesia especulativa, o fracasso da modernizaçom, as
razons da actual situaçom de periferia e dependência que padecemos,
o atrasso que sofremos, a espanholizaçom da Galiza, som explicados
com claridom e rigor. O autor questiona algumhas ads teses clássicas
da historiografia galega à hora de explicar as causas dalguns destes
fenómenos, aportando novas hipóteses, apresentando novas fontes
e interpretaçons.
Embora a obra exprime os limites dos parámetros político-ideológicos
nos que se insire o redactor do semanário autonomista A Nosa Terra,
pois se bem questiona sem ambigüidades as nefastas consequências
do pacto para o povo trabalhador: a maioritária massa camponesa e o
emergente e reduzido proletariado urbano, em nengum momento nega a finalidade
e/ou a necessidade do pacto, tam só os acordos atingidos, descartando
a única possibilidade viável para os interesses nacionais e
de classe, a construçom dumha estrutura política independentista
capaz de incorporar as reivindicaçons operárias e camponesas
com um programa social avançado. Nom obviemos que na época estudada
já aparecerá a primeira estrutura independentista entre a emigraçom
cubana: o Comite Revolucionário Arredista Galego de Fuco Gómez.
(Carlos Morais)
Víctor
Manuel Santidrián Arias
Historia do PCE en Galicia (1920-1968)
Ediciós do Castro, Sada 2002. 688 páginas.
Dentro da série
documentos da editorial do Castro aperece este volumoso livro em que se recolhe
a tese de doutoramento de Víctor Santidrián, dedicada ao estudo
da organizaçom do PCE na Galiza durante o período que vai desde
1920 até 1968, ou o que é o mesmo, desde a fundaçom do
PCE como secçom da Internacional Comunista até a constituiçom
do PCG como partido de carácter autónomo federado à estrutura
espanhola do PCE.
A volumosidade do livro e o seu evidente carácter académico
nom o fam leitura recomendada para neófitos, porém sim é
umha obra obrigada para qualquer pessoa que pretenda conhecer com um mínimo
de rigor tanto as particularidades da organizaçom do partido comunista
no nosso país como aprofundar no conhecimento dumha parte da nossa
história constantemente escamoteada. Nom há que esquecer que
na Galiza durante grande parte do período que abrange a obra, igual
que na maioria do território sob o domínio do Estado espanhol,
o PCE foi a principal força de oposiçom política à
ditadura franquista para além de ser a matriz em que abrolha pola vez
primeira o pensamento marxista-leninista.
Con todo, é preciso achegar-se desta História do PCE com certas
cautelas, umha vez que, por muitos esforços que tenha feito o autor
para manter um certo distanciamento, obrigado para quem pretenda fazer investigaçom
histórica com um mínimo de rigor, nom pode escapar a ninguém
minimamente familiarizado com o tema que se aborda que umha das motivaçons
centrais do livro é contestar as teses interpretativas defendidas pola
historiografia nacionalista a respeito do papel do PCE nalgumhas questons
determinantes tais como o declínio da guerrilha ou a existência
ou nom dum núcleo nacionalista no seu seio no período de pré-guerra.
Mas nom se faria justiça se nom se reconhecesse que, mesmo que tam
só fosse polo magnífico trabalho de documentaçom, inaudito
para este tema até o momento, o livro que resenhamos tem de ocupar
um lugar de destaque entre os que pretendem resgatar umha parte da memória
histórica do nosso povo até o momento ignorada e ocultada. (André
Seoane Antelo)
Recomendamos
nesta ocasiom a página web d@s camaradas catalans de Endavant (OSAN),
organizaçom que luita pola libertaçom nacional e social de género
dos Paisos Catalans. Esta página web contem umha interessantísima
secçom de textos em língua catalana, entre os que se podem achar
o Manifesto Comunista, de Marx e Engels, assim como textos de Wallerstein,
Galeano, ou Joan Fuester entre outros. Também se pode acceder aos pronunciamentos
públicos da organizaçom marxista da esquerda independentista
catalana. Entre a diversa informaçom que oferece a página web,
poderás manter-te informado das campanhas que leva a cabo Endavant,
assim como umha completa informaçom das últimas Diadas. O sítio
web, conta além dum apartado de documentos, com umha completa secçom
de ligaçons de sites dos Países Catalans, e internacionais,
entre eles à nossa web. Nom deixes de visita-la.