VII
Jornadas Independentistas Galegas
A OPRESSOM DA MULHER NO CAPITALISMO
Entre o 6 e
o 8 de Maio tivérom lugar na sala Praterias do hotel Compostela da
capital da Galiza, com grande sucesso de público, as VII JIG dedicadas
este ano a analisar a situaçom de sobre-exploraçom das mulheres
no capitalismo globalizado. Nas duas charlas e na palestra intervírom
a feminista comunista portuguesa Ana Barradas; a militante feminista da
esquerda abertzale Kitkizat Gil de San Vicente; a activista social Isaura
Barcila, a jornalista e militante das MNG Begonha Caamanho; a sindicalista
da CIG Rosa Garrido, e a dirigente de AGIR Berta Lôpez Permui.
Na secçom
de internacional reproduzimos a intervençom íntegra de Ana
Barradas e no próximo número do Abrente aparecerá a
de Kitkizat Gil de San Vicente e de Berta Lôpez Permui.
A continuaçom
reproduzimos a intervençom coa que a camarada Rebeca Bravo Domingo
apresentou as Jornadas
Bem-vindas e bem-vindos às VII Jornadas Independentistas Galegas
organizadas mais um ano por Primeira Linha.
Embora já abordáramos em distintas charlas de jornadas passadas
a situaçom das mulheres, do feminismo e da luita antipatriarcal desde
diferentes perspectivas e ámbitos, é esta a vez primeira que
ocupam o lugar fulcral das mesmas.
A reflexom colectiva sobre o papel central que tem a luita antipatriarcal
dentro do processo de libertaçom nacional e social de género,
levou-nos à pretensom dumha análise mais em profundidade da
situaçom das mulheres baixo o capitalismo, sempre desde umha óptica
de libertaçom nacional e social. Nom entendemos a luita do MLNG,
a estratégia da esquerda independentista, se nom está identificada
plenamente com os princípios feministas, para nós nom é
umha questom de segunda ordem; nós, @s comunistas galeg@s, consideramos
e defendemos que a luita antipatriarcal está a idéntica altura,
deve igualar-se à luita pola Independência e o Socialismo.
Dado o papel central que lhe acreditamos, decidimos focar estas VII JIG
a analisar a opresom da mulher no capitalismo.
Para isso dividimos as Jornadas em três sessons claramente diferenciadas.
Umha primeira charla na que se abordará por meio dumha análise
global a situaçom das mulheres baixo o capitalismo, introduzindo-nos
na clarificaçom desta nova ofensiva machista e patriarcal do capital.
Para as mulheres resulta imprescindível participar activamente na
luita anticapitalista em todo o mundo, somos o último elo da cadeia
de opressom, portanto as mais interessadas e necessitadas em derrubar este
sistema económico, o Capitalismo, que se aliou simbióticamente
com o Patriarcado para consolidar e perpetuar a exploraçom, dominaçom
e opressom das mulheres.
Na segunda das ponências pretendemos analisar os problemas e dificuldades
que temos as mulheres à hora de organizar-nos e militar activamente,
mas nom com a intençom de conhecer umha realidade que é mais
que evidente, senom com a intençom de apreender mecanismos e fórmulas
que permitam avançar e ganhar espaços.
Para finalizar considerámos importante organizar umha palestra na
que quatro mulheres galegas, de idades e procedências distintas, nos
achegarám exemplos práticos do seu compromisso feminista em
diferentes realidades e espaços socio-políticos: no plano
sindical, na luita contra a maré negra, no activismo estudantil e
nos meios de comunicaçom.
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