Testemunho gráfico da participaçom independentista na manifestaçom nacional contra @s responsáveis da crise nacional do Prestige. Com Espanha nunca mais

20 de Novembro de 2003

A seguir, apresentamos o testemunho gráfico da importante participaçom da esquerda independentista num bloco próprio na manifestaçom nacional convocada pola Plataforma Nunca Mais com motivo do primeiro aniversário do atentado do Prestige no passado domingo dia 16 de Novembro.

 

Multitudinária manifestaçom. Com Espanha nunca mais

17 de Novembro de 2003

A capital do país, -coincidindo com o primeiro aniversário do início da crise nacional-, voltou na manhá do domingo 16 de Novembro a ser inundada por umha maré humana que reclamava responsabilidades e soluçons para as graves conseqüências sócio-laborais e meio-ambientais provocada polo Prestige.

A manifestaçom nacional convocada pola Plataforma Cidadá Nunca Mais foi multitudinária. Segundo a organizaçom fôrom 150.000 pessoas as que participárom e para as polícia local 40.000.


Apesar da desmobilizaçom que a direcçom autonomista e reformista imprimiu ao movimento, submetendo-o à errónea dinámica eleitoral, a resposta popular voltou a constatar que amplos sectores do povo trabalhador galego nom esquecem, nem perdoam, e continuam a apostar pola luita e a mobilizaçom social como a única forma de depurar responsabilidades e exigir às autoridades espanholas soluçons reais.

Esta mobilizaçom também constatou a rica pluralidade e o enorme efeito catalisador que Nunca Mais provoca no conjunto do rede popular galega.

A esquerda independentista, embora nom forme parte de Nunca Mais devido ao veto imposto polo BNG e as entidades satélites do autonomismo, participou activa e de forma massiva na mobilizaçom. O MLNG contou com um bloco compacto conformado por centenas de pessoas. Umha enorme faixa vermelha com a palavra de ordem "Com Espanha Nunca Mais", portada pola Permanente de NÓS-UP, abria o cortejo independentista. A organizaçom unitária portou outras duas faixas, como também eram visíveis as de AGIR e AMI. Dúzias de bandeiras da Pátria, lilás e vermelhas com o escudo nacional, música tradicional, davam um claro conteúdo colorista a um cortejo que ia presidido por umha enorme bandeira com A Sereia e o Denantes mortos que escravos.

"A soluçom: autodeterminaçom", "Espanha é a nossa ruína", "Autonomia nom, autodeterminaçom", "Ilegalizar o Partido Popular", "Com Espanha nunca mais", "O capitalismo é o terrorismo", "A monarquia, a limpar a ria", fôrom as palavras de ordem mais escuitadas, plasmadas nas dúzias de pintadas que militantes encapuzad@s realizárom nas fachadas de bancos, empresas de seguros, multinacionais, ao longo das ruas percorridas.

NÓS-UP difundiu um comunicado apelando a continuar na rua denunciando os responsáveis polo Prestige em que se afirma que a "esquerda independentista participou todo ao longo do ano na dinámica mobilizadora, insistindo em que nom estamos ante um problema de incompetência e sim de dependência; de falta de previsom e sim da lógica capitalista; em que cumpriam espaços de trabalho a partir da base desde os quais o nosso povo reivindicasse o que via justo, longe de cúpulas, pactos e prebendas".

Mobilizaçons comarcais

Na quinta-feira 13, em mais de vinte comarcas do país, tivérom lugar concentraçons comarcais que movimentárom vários milhares de pessoas. NÓS-UP assistiu de forma activa aos actos realizados com faixas com a palavra de ordem "Prestige, a luita continua. Autodeterminaçom".

No dia anterior, em Compostela, numhas jornadas organizadas pola Casa das Crechas, NÓS-UP (Carlos Morais) participou numha mesa redonda com umha representante da FPG (Sabela Lôpez Pato) e outro do BNG (Bieito Lobeira).


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Faixa de cabeça do bloco independentista
Umha bandeira da Galiza com o escudo nacional abriu passagem ao animado cortejo da esquerda independentista
A organizaçom política unitária do independentismo galego tivo destacada presença na massiva denúncia da crise nacional provocada polo capitalismo espanhol e transnacional
O estudantado e a mocidade independentista estivérom presentes através das respectivas entidades: AGIR e AMI
O bloco independentista ajudou a dar forte conteúdo reivindicativo à multitudinária mobilizaçom na capital da Galiza. Pintadas em entidades bancárias e contra outros agentes do capitalismo servírom para denunciar abertamente as responsabilidades da oligarquia espanhola no desastre de há um ano, enquanto a música popular dava animaçom ao acto de rebeldia colectiva