Apresenta-se um Dia da Pátria repressivo
23 de Julho de 2003

As instituiçons espanholas apostam por um Dia da Pátria repressivo, segundo diversos indícios que partem da negaçom mesma desta data. O que os espanhóis que nos governam chamam "Dia de Galicia", o nosso Dia da Pátria, tem como preámbulo a proibiçom de actos independentistas na noite do dia 24, marcha de homenagem à bandeira galega e concerto inculídos. Continua-se no dia 25 com a proibiçom expressa, por parte do Governo municipal compostelano, do PSOE, do jantar-festa organizado por NÓS-Unidade Popular, que já anunciou publicamente a usa intençom de nom acatar a censura espanhola.

A seguir, as concentraçons de repúdio à burla espanhola também fôrom proibidas polo delegado do governo espanhol, Arsenio Fernández de Mesa e Díaz del Rio. Nom só se pretende impedir a marcha independentista sobre o Palácio de Congressos (16 horas na praça do Pam-Cervantes) para evitar a concessom da Medalha da Galiza ao responsável da catástrofe nacional do Prestige, o ministro espanhol Álvarez Cascos. Também foi proibido o protesto inóquo e simbólico convocado pola Plataforma Nunca Mais, apesar de insistir o seu porta-voz, Rafael Villar, em que nom pretendem interferir nos actos institucionais espanhóis que decorrem na praça do Obradoiro. Demonstra-se mais umha vez que nom serve rebaixar conteúdos nem mostrar-se submisso ou moderado. Tampouco a exclusom do independentismo tem evitado aos dirigentes de Nunca Mais as proibiçons e a repressom espanholas. O poder está disposto a nom deixar títere com cabeça nas fileiras da oposiçom popular.

Agora só resta comprovar a capacidade de uns e outr@s para fazer frente aos reptos e provocaçons que a Administraçom espanhola e as suas forças repressivas nos impom. A esquerda independentista está firmemente empenhada em respostar com a dignidade de quem se sente legitimado para ocupar as ruas do seu país sem intromissons estrangeiras.




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