6 De Dezembro
Nem Constituiçom, Nem Estatuto
Independência Nacional


O nosso país esta submido na mais importante crise nacional das últimas décadas provocado polo desastre meio-ambiental e sócio-económico causado polo afundimento do Prestige. Espanha é responsável directa da destruiçom da nossa costa e da ruina de dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que vivem directa e indirectamente do mar (marinheir@s, mariscadoras/es, trabalhadoras/es das lonjas, fábricas de conservas e marisco, gelo, sal, construçom e serviços de reparaçom naval, transporte, fornecedores de todo o tipo de material: produtos metálicos, metalúrgicos, artefactos e peças têxteis, maquinaria e equipas electrónicas, etc, etc. Som mais de meio centenar as actividades económicas prejudicadas pola maré negra provocada polo abandono e desinteresse co que as autoridades espanholas abordárom desde o 13 de Novembro o SOS enviado polo Prestige após a via de água aberta no seu casco.
A dependência nacional que padece Galiza, a nossa obrigatória pertença a Espanha, é claramente prejudicial para a classe trabalhadora e as camadas populares do nosso país, tal como se constata no absoluto abandono, falta de previsom, descoordenaçom, e desprezo co que o Governo espanhol e as autoridades autonómicas abordam a crise nacional que hoje padecemos.
Quando se celebra o 24 aniversário da Constituiçom espanhola, instrumento legal co que a oligarquia espanhola perpetua a unidade de Espanha, o modo de produçom capitalista, e a opressom de género, devemos lembrar que este texto opressor só se aprovou na Comunidade Autónoma co apoio do 44.2% d@s galeg@s no referendo realizado em 6 de Dezembro de 1978.
A Constituiçom espanhola nom só nega o direito de autodeterminaçom do povo galego, senom que, como fiel testamento de Franco, deposita no exército fascista que em 1936 deu um golpe de estado contra a legalidade republicana a "missom de garantir a soberania e a independência de Espanha, defender a sua integridade territorial e o ordenamento constitucional".
As trabalhadoras galegas, os trabalhadores galegos, nom temos nada que celebrar. A perto de meio século da aprovaçom do texto institucional do actual regime capitalista espanhol, a situaçom do nosso povo é a dia de hoje muito pior que em 1978: as condiçons sócio-laborais som piores, a pobreza e a exclusom social só aumentou, a língua e a cultura nacional acham-se numha situaçom crítica, a mocidade carece de futuro, a opressom e discriminaçom da mulher nom deixa de incrementar-se, a marginalizaçom da Galiza é umha evidência indiscutível, a censura, a repressom, o recorte da liberdade e os direitos democráticos é cada vez maior. Hoje a Naçom Galega, como projecto sócio-político do Povo Trabalhador, está condenada a desaparecer se nom se produz umha resposta massiva e contundente para evitar este genocídio colectivo ao que nos está conduzindo Espanha.
Frente às falsas vias da pseudo-esquerda espanhola, frente a vergonhenta claudicaçom do autonomismo do BNG, só há umha alternativa para poder solucionar os problemas do Povo Trabalhador Galego: a luita organizada pola libertaçom nacional e social de género. A Independência, o Socialismo e umha sociedade Nom Patriarcal, nom som utopias irrealizáveis, som umha necessidade ineludível para podermos sobreviver como Naçom, para podermos emancipar-nos como classe, para podermos libertar-nos como mulheres.


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