40% das vivendas galegas carecem de abastecimento público de água potável
20 de Julho de 2003

A publicaçom do avanço do Recenseamento de Populaçom e Habitaçom 2001, elaborado polo espanhol Instituto Nacional de Estatística (INE), acaba de pôr em evidência que apenas 63'1% dos prédios destinados a habitaçom na Comunidade Autónoma Galega contam com serviço público de água potável. Isto significa que por volta de um milhom de galegos e galegas devem autoabastecer-se mediante poços e mananciais particulares, ficando fora desta conta as dezenas de milhares de galegos que habitam os territórios a leste da CAG e carecem de reconhecimento da sua condiçom de tais.

Além do dito, sabe-se que o departamento de Prevençom da Saúde da Conselharia de Sanidade da Junta da Galiza nom controla a salubridade dessas fontes e poços utilizados por galegos e galegas para cobrir um serviço público de que carecem. Nom só isso, também cobra por realizar exames potabilizadores, em concreto 72'12 euros.

As instituiçons espanholas que administram a Galiza ponhem como escusa para privarem a nossa populaçom do serviço público de água potável a dispersom territorial, argumento muito recorrido para justificar a distáncia que afasta a nossa naçom das vizinhas em diferentes parámetros que medem o bem-estar social.

A Galiza ocupa o último lugar no Estado espanhol quanto a serviço abastecedor de água potável, com quase o duplo percentual sem acesso a esse serviço que a seguinte comunidade, Balears. O promédio estatal de acesso a água potável situa-se em 92'2%, o que dá ideia do desfase que enfrenta a nossa naçom. Mais um dado concreto sobre as conseqüências sociais da nossa dependência política do Estado espanhol.



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