EUA prepara armas químicas contra o Iraque

20 de Fevereiro de 2003

Altos comandos militares norte-americanos estám a preparar a utilizaçom de armas bioquímicas incapacitantes numha invasom ao Iraque. O secretário da Defesa Donald Rumsfeld e o general Richard Myers, Chefe do Estado Maior Conjunto, revelárom os planos num depoimento perante o Comité de Serviços Armados da Cámara de Representantes dos EUA. Trata-se do primeiro reconhecimento oficial dos EUA de que pode utilizar armas (bio)químicas na sua cruzada com o objectivo de desarmar outros países das referidas armas. Diversos organismos internacionais tenhem advertido, desde fins de 2001, que a chamada "Guerra contra o terrorismo" pode resultar em que os EUA utilizem armamento biológico e químico proibido, violando assim os próprios tratados que pretende defender. O anúncio estado-unidense provoca graves preocupaçons acerca do futuro dos convénios para o controle de armas, particularmente a Convençom das Armas Químicas.

Rumsfeld declarou que se estám a executar planos para múltiplas aplicaçons, dentre elas a utilizaçom de gás ou aerossóis contra civis iraquianos nom armados, em caves e em prisons. Rumsfeld reiterou a terminologia confusa, típica da linguagem oficial dos EUA, sobre as chamadas armas bioquímicas "nom letais". Ele descreveu aplicaçons de um "agente de controle de motins" que implica claramente a incapacitaçom total das vítimas - combatentes e nom combatentes - em conflitos armados, umha definiçom e umha utilizaçom que contraria a Convençom de Armas Químicas. Rumsfeld reconhece que os Estados Unidos ratificárom a Convençom, mas exprimiu "pesar" polas suas restriçons, acrescentando que os EUA "enredárom-se desvantajosamente a si próprios" na política acerca da utilizaçom de armas bioquímicas incapacitantes. Rumsfeld indicou que, em sua opiniom, se o presidente Bush assinar um decreto levantando as restriçons que existem há tempo quanto à utilizaçom de incapacitantes químicos por parte dos Estados Unidos, os Estados Unidos poderiam utilizar licitamente estas armas no Iraque e em qualquer outro lugar.

Os pontos principais dos EUA para o desenvolvimento destas armas som o Directório Conjunto de Armas Nom Letais, em Quantico, Virgínia, e o US Army Soldier Biological Chemical Command, localizado em Edgewood/Aberdeen Proving Ground, Maryland. Os EUA utilizárom incapacitantes químicos em supostos "terroristas detidos", após a sua captura no Afeganistám e noutros lugares. Em Outubro de 2002, as Forças Especiais Russas utilizárom umha arma química incapacitante, das chamadas "nom letais", quando irrompêrom no Teatro do Palácio da Cultura, em Moscovo. A arma provocou a morte de mais de 100 reféns e foi usada para facilitar a execuçom extrajudicial de polo menos 50 independentistas chechenos. Antes que a dita "Guerra ao terrorismo" começasse, oficiais británicos declarárom que nom cooperariam com os militares dos EUA em missons nas quais as tropas estado-unidenses usassem produtos químicos incapacitantes.

Tirado de Sunshine Project e Resistir.




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