EUA continua a assassinar iraquian@s, mas a resistência cresce
16 de Junho de 2003

Ante o visível crescimento da resistência nacional iraquiana contra a ocupaçom militar do seu país, os EUA estám a respostar do único jeito que sabem: com brutalidade, massacres e humilhaçons contra a populaçom civil. É o que o comando ianque chama "Operaçom Escorpiom do Deserto", que continua a "Operaçom Ataque da Península" promovida na semana passada.

Estám-se atingido os máximos níveis de violência indiscriminada por parte ocidental desde o fim da guerra. Em palavras do capitám John Morgan, porta-voz do Exército ocupante, "Trata-se de umha operaçom de combate para acabar com os bolsons de resistência que estám adiando a transiçom para um Iraque pacífico e estável".

Ontem mesmo, 1.300 soldados ianques fechárom estradas, entrárom em lares sem permisso, seqüestrárom pessoas, intimidárom a populaçom com helicópteros ameaçadores,... todo em Falluja, cidade a 50 km da capital significada pola sua resistência anti-ocupaçom.

Fontes independentes tenhem denunciado detençons indiscriminadas por parte da 2ª Divisom de Infantarias. Testemunhas como Jassim Ali Mohammed, 60 anos, que denunciou que 20 soldados entrárom na sua casa no meio da noite, algemárom os seus dous filhos, forçárom-nos a deitar no chao e depois libertárom-nos. Ele acrescentou que alguns soldados levárom documentos e até livros escolares de crianças. "Nom tenho nada a ver com isso todo. Nem mesmo Saddam fijo umha cousa dessas connosco. Livramo-nos de um problema e agora temos outro muito maior", afirmou, enxugando lágrimas.

De maneira paralela, as tropas repartem de quando em quando brinquedos, medicinas e outras esmolas nas ruas, como suposta "ajuda humanitária" ao povo que estám a reprimir.

Desde o 1º de Maio, por volta de 40 soldados ianques fôrom mortos pola resistência iraquiana. Por seu turno, o exército invasor matou mais de 100 iraquian@s só nos últimos dias.

Mas a resistência continua, e ontem mesmo foi atacado um quartel-general dos USA em RAmadi, resultando incendiado o prédio, segundo o canal de TV Al-Jazira.

Noutro ataque, vários soldados norte-americanos ficárom feridos numha emboscada a um comboio feito por guerrilhas de resistência em Balad, no norte de Bagdad. Segundo os soldados, o comboio estava viajando de Bagdad em direcçom a Balad, quando foi atacado a cerca de 20 quilómetros da entrada da cidade.

Ao mesmo tempo, importantes manifestaçons percorrem as ruas das principais cidades, á última em Bassorá, com 10.000 pessoas a exigir o abandono do seu país por parte das tropas que imponhem a ditadura militar no Iraque.

Os manifestantes percorrêrom as principais ruas de Bassorá e concentrárom-se diante da sede das forças de ocupaçom.

Na mesma cidade, o Exército británico dissolveu o Conselho de Basorá, instalado depois da ocupaçom, e substituiu-no por um comité presidido por um oficial británico.



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