Ajuda militar espanhola contra a revoluçom colombiana

5 de Março de 2003

A publicaçom Resumen Lationamericano denunciou a oferta realizada por José María Aznar a Álvaro Uribe, presidente do ultradireitista governo colombiano, para o combate militar contra as FARC-EP. Em concreto, a oferta inclui um satélite que ofereceria imagens em tempo real, um outro satélite de comunicaçom, oito avions caça Mirage F-1, dous avions de transporte CASA 212 e diversos equipamentos para a luita contra-insurgente, além da troca de informaçom da inteligência hispano-colombiana.

O ministro da Defesa espanhol, Federico Trillo, anunciou já o pacote de ajuda militar numha visita que decorreu no dia 1 de Março na Embaixada da Colômbia em Madrid. "A Colômbia terá pola primeira vez informaçom por satélite em tempo real acerca do que ocorre no seu território", declarou por seu turno a ministra colombiana da Defesa, Martha Lucía Ramírez, superando assim as ajudas por satélite recebidas até agora de outros países, que eram só "ocasionais".

Segundo afirmou o ministro espanhol da Defesa, a ajuda nom terá contrapartidas, cobrando apenas um "preço simbólico" polas aeronaves, algo que também afirmou a embaixadora colombiana em Espanha, Noemi Sanín. Além disso, as autoridades espanholas poderiam proximamente aprovar novas "doaçons" para o combate que a oligarquia colombiana conduz contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo. Helicópteros e embarcaçons para a patrulha fluvial e marítima fariam parte do futuro e "altruísta" contingente, além de um draga-minas.

Segundo afirmam os meios de comunicaçom colombianos, os serviços secretos espanhóis cederám também ao governo de Uribe equipamentos de escuita e interceptaçom desenvolvidos na luita contra-insurgente do Estado espanhol contra o independentismo basco.

Além de todo o anterior, membros das Forças Armadas espanholas estám já a participar sobre o terreno no assessoramento do exército colombiano para a luita contra as FARC-EP, presença que se verá incrementada no futuro imediato.

Elementos como o general Luís Alejandre, comandante em chefe do exército espanhol, e no seu dia membro da delegaçom espanhola que mediou no chamado "processo de paz" colombiano, revelam-se na actualidade como agentes do imperialismo espanhol na zona, para o qual viajarám em breve à própria Colômbia. Segundo o Governo espanhol, trata-se unicamente de "reforçar a cooperaçom".





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