O capitalismo
empiora a saúde do mundo empobrecido

A última
cimeira dos sete países mais ricos do mundo mais Rússia, G-8,
tentou lavar a sua imagem convidando a um grupo de países empobrecidos
para que apresentáram as suas propostas. Mas os "oito grandes"
negarom-se novamente a autorizar ao resto do mundo a fabricar medicamentos
básicos, limitando-se a que aproveitem as rebaixas das patentes.
O "desequilíbrio"
entre Norte e Sul, entre países "ricos" e países empobrecidos,
entre os denominados "primeiro e terceiro mundo" é cada dia
maior. As desigualdades expressam-se em fame, em esperança de vida,
em educaçom mas, sobre todo, em saúde. Assim o pom em evidência
um informe de "Farmacéuticos Mundi" sobre a saúde
e medicamentos nos países pobres, cujas conclusons nom podem ser mais
dramáticas. Segundo esta organizaçom, as expectativas de saúde
em 48 estados da terra, a maioria deles africanos, som hoje em dia piores
que há 25 anos. Nesta situaçom tivo umha incidência fulcral
a sida, atingindo cifras escandalosas em zonas como a África Subsaariana,
onde o acceso aos antirretrovirais, que tenhem conseguido frear o seu avanço
nos países mais ricos, é praticamente impossível. O capitalismo
tem umha grande responsabilidade em mudar estas pésimas expectativas
de saúde que afectam a mais de 600 milhons de pessoas. Nom só
porque tem nas suas maos a possibilidade real de mudar essa situaçom,
senom porque o seu poder alicerça-se, precisamente, na exploraçom
e empobrecimento do resto do mundo.