Bolívia comemora em revolta o 36 aniversário da morte do Che
9 de Outubro de 2003

Cumprem-se 36 anos da morte do grande revolucionário latino-americano Ernesto Guevara, o Che, assassinado por militares bolivianos seguindo ordens da CIA ianque em 1967.

O país em que o Che livrou o seu derradeiro combate comemora a data no meio de crescentes luitas sociais que estám a fazer abalar o Governo reaccionário e neoliberal que mantém o país na mais absoluta pobreza. Bloqueios de estradas, manifestaçons massivas e confrontos contínuos com as forças repressivas mobilizadas polo presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, militares e polícias, que já causárom várias mortes entre o povo boliviano nos últimos meses.

Nucleado pola reivindicaçom de que o gás boliviano seja nacionalizado em lugar de mal-vendido aos EUA, o protesto estende-se entre os diversos sectores produtivos, tendo aderido também os trabalhadores e trabalhadoras do ensino. Lembremos que o Movimento ao Socialismo (MAS), principal força opositora, está integrada nesse amplo movimento de massas que nom só exige a renúncia do presidente e do governo, ameaçando também o domínio capitalista na Bolívia.

A figura do Che está presente nas mobilizaçons e na luita do povo boliviano, que rende assim a melhor homenagem que o guerrilheiro heóico poderia receber. Além disso, a Fundaçom Che Guevara e a Associaçom de Familiares de Vítimas da Repressom organizárom na capital, La Paz, umha mesa redonda sobre o pensamento do Che na actual conjuntura boliviana e latino-americana, e ainda um show de música popular em homenagem ao guerrilheiro.

A principal celebraçom em lembrança do Che tivo como cenário o pequeno povoado de La Higuera - 800 quilómetros a sudeste de La Paz -, onde o Che foi assassinado por militares assessorados pola CIA, a Central de Inteligência dos Estados Unidos, no dia 9 de outubro de 1967, um dia depois de ser capturado. Guevara tinha entom 39 anos de idade.

Em La Higuera reunírom-se centenas de jovens vindos de La Paz e outras cidades, assim como de Rosário, na Argentina, a cidade natal de Ernesto Guevara Arce, da Colômbia e outros países. Os jovens figérom uma caminhada até a Quebrada de Yuro, nas proximidades, onde o guerrilheiro travou seu último combate, até ficar ferido e com a arma inutilizada.

A celebraçom em La Higuera incluiu ainda uma jornada de trabalho voluntário, dentro de um programa iniciado no domingo último, em Vallegrande. Foi ali que as sepulturas do Che e seus companheiros permanecêrom ocultas por 30 anos, até o seu resgate por uma missom científica cubana e o traslado dos restos mortais para a Ilha, em 1997.

Porém, a definitiva homenagem ao Che deverá será o triunfo das forças revolucionárias bolivianas no seu actual confronto com a grande burguesia e o imperialismo ianque.

- O pensamento político do Che. O dever de todo revolucionári@ é fazer a revoluçom (+...) Carlos Morais (publicado no número 26 do Abrente)



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