ENCE-Ponte
Vedra pretende ocultar a contaminaçom que produz com campanhas desinformativas
9 de Julho de 2003
A
empresa de celulose ENCE iniciou umha campanha de desinformaçom à
volta da negaçom do seu carácter altamente poluente, campanha
para a que está a contar com a colaboraçom da Conselharia de
Ambiente da Junta da Galiza.
O presidente da entidade, José Luís Méndez, e o conselheiro de Ambiente, José Manuel Barreiro, assinárom um suposto "pacto ambiental" que suporia um melhoramento das condiçons ambientais da empresa "por cima das exigências legais autonómicas, estatais e da UE".
Nom é a primeira vez que ENCE lança medidas-fantasmas como as actuais, contando com a colaboraçom dos meios de comunicaçom que financia através de publicidade e outras fontes menos claras, além de com o apoio da Junta da Galiza. De facto, a direcçom da papeleira de Ponte Vedra, causante da desfeita ambiental e económica da Ria do mesmo nome, já afirmou em diversas ocasions estar por cima das exigências ambientais, o que fica desmentido pola afirmaçom actual nesse sentido.
De resto, convém
lembrar a condena judicial que já pesa desde há mais de um ano
sobre a empresa por "delito ecológico continuado". O despejo
incontrolado de lixiviados e outros produtos altalmente contaminantes ao mar
e ao ar ponte vedrês tem sido denunciado nas últimas décadas
de maneira permanente polo movimento popular aglutinado na Plataforma em Defesa
da Ria de Ponte Vedra (APDR), cujas marchas anti-celulose juntam cada ano
milhares de pessoas na cidade do Lérez, exigindo a clausura definitiva
dessa empresa, verdadeiro paradigma da indústria colonial de enclave
promovida polo franquismo e hoje mantida polo capitalismo espanhol na nossa
naçom.