Europa planeia criar ficheiro de activistas anti globalizaçom
Plano da presidência Berlusconi para defender as reuniões dos líderes mundiais de manifestantes

A Presidência italiana, pretende umha resoluçom da UE que imponha a todos os países a troca de informações da polícia sobre grupos e activistas "que podam perturbar a ordem", com o intuito deste modo bloquear antecipadamente as fronteiras.

Este plano foi proposto pola presidência Italiana de Berlusconi e Pisanu (ministro da Administraçom Interna) e, a ser aprovado agora, provocará já umha astronómica listagem de activistas, quer dizer: umha fichagem de massa dos e das participantes nas manifestações.

Esta resoluçom prevê que as polícias europeias troquem entre si os nomes de quem habitualmente participa nos actos de protesto, com o intuito de bloquear estas pessoas nas fronteiras e mantê-las continuamente sob controlo, seguindo o modelo policial aplicado aos hooligans, depois de um acordo sobre "distúrbios" assinado em 1997.

Deste modo, nom serám apenas fechadas as fronteiras, mas passará também a existir umha troca contínua de informações entre a polícia dos vários países da UE sobre "pessoas ou grupos que podam constituir umha ameaça para a ordem e a segurança públicas", assim como umha presença de polícia transnacional (isto é, agentes enviados de toda a Europa com o objectivo de servir de "oficiais de ligaçom" ou de "observadores", de modo a fornecerem informações sobre militantes vindos do mesmo país do agente).

Como se ainda nom bastasse, está prevista umha "análise do potencial risco destes manifestantes sobre outros grupos", prevista polo manual de segurança elaborado pela inteligentzia do Grupo de Cooperaçom da polícia.

Bloqueado até a data por oposiçom da Grécia, França, Finlándia e Holanda, esta proposta é filha de umha reuniom tida nos dias 8 e 9 de Julho polo já referido Grupo de Cooperaçom da polícia, apenas umha semana antes do início do Semestre Italiano de Presidência Europeia. Foi posteriormente formalizada nos dias 29-30 de Julho no rescaldo das manifestações ocorridas no mês anterior, primeiro em Genebra e depois em Tessalónica, pautadas por umha extrema diversidade de acções, que iam dos foruns às manifestaçõs, algumhas mais violentas que outras e, em relaçom a isto, de pouco parece ter servido a decisom de fazer decorrer os encontros em lugares longínquos e de difícil acesso.

Por todo isto, esta directiva da presidência Europeia parece achar urgente e necessária "umha maior e mais coordenada colaboraçom a nível europeu e internacional entre as autoridades da polícia, tendo os acontecimentos registados por ocasiom de alguns cúmios europeus evidenciado tal facto"

Deste modo, para parar os protestos a soluçom mais eficaz seria bloquear os troublemakers (isto é, qualquer pessoa capaz de aborrecer as autoridades) as portas do país onde se celebre o encontro, reuniom ou celebraçom internacional capitalista.

Nengumha novidade até aqui (sobretodo se pensarmos que em apenas 2 anos as fronteiras europeias fôrom fechadas em 26 ocasiões, 16 das quais devido a manifestações), mas os nove pontos da resoluçom italiana aumentam as restrições e prevêm umha verdadeira e completa "fichagem" de seja quem for que seja apanhado a manifestar-se na rua, ou desempenhe qualquer espécie ou forma de activismo.

Para além disto todos os estados europeus som chamados a fornecer às autoridades do estado onde se celebre um destes encontros capitalista, as informações das que disponha sobre grupos que podam ser considerados como "umha ameaça" para a ordem ou a segurança pública. As polícias deverám analisar os grupos, colectivos e organizações, recolhendo informações sobre a sua composiçom, número de membros, "traços, signos e símbolos distintivos" e identificativos (bandeiras, palavras-de-ordem, indumentárias, lugares freqüentados, etc.), os "métodos de manifestaçom" e outros métodos de activismo, organizaçom e funcionamento interno, ligações com outros grupos, etc...


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