O imperialismo pode estar preparando umha intervençom militar contra a guerrilha colombiana
5 de Junho de 2003

Diversos indícios apontam para a possibilidade de que o imperialismo esteja a estudar a intervençom militar para derrotar a guerrilha marxista colombiana. A última Cimeira do Grupo do Rio em Cuzco, no Peru, deixou por escrito um chamado às FARC para negociarem com a ONU o fim da guerra contra a oligarquia, acrescentando que "se dentro de um prazo pré-estabelecido, esta possibilidade fracassar, o Grupo do Rio, junto com a ONU e em coordenaçom com o governo colombiano, buscaria umha outra soluçom".

O presidente colombiano, o ultradireitista Álvaro Uribe, afirmou recentemente que a declaraçom do Grupo do Rio ultrapassou pola primeira vez a "retórica bizantina", para abrir vias a "umha alternativa" à soluçom negociada, mostrando assim a sua satisfaçom polo que semelha umha nova estratégia do imperialismo na zona.

Entre os inesperados apoiantes da intervençom "multinacional" no conflito colombiano está o presidente equatoriano Lúcio Gutiérrez, que chegara ao poder defendendo um programa de esquerda antiimperialista e que aginha ficou pregado aos ditados do FMI e dos Estados Unidos. Agora, ante os crescentes protestos do povo equatoriano nas ruas contra a traiçom de Gutiérrez, este pactou com o Departamento de Estado ianque a proposta de intervençom na Colômbia. Em concreto, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, e o chefe do Comando Sul do exército estado-unidense, James Hill, teriam acordado com Gutiérrez e outros líderes sul-americanos o apoio directo e militar à oligarquia colombiana na sua luita contra a insurgência marxista. Também a ONU poderia estar já implicada no apoio a umha "soluçom" bélica à luita de classes na Colômbia.

Polos vistos, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, já pediu explicaçons sobre quais seriam as "outras opçons" defendidas por ianques, ONU e Grupo do Rio, sem que Gutiérrez e companhia tenham explicitado tais alternativas à negociaçom entre as partes.

O próprio Chávez respondeu a sua pergunta aludindo a umha estratégia inédita a aplicar proximamente polo imperialismo na América Latina: a organizaçom de umha intervençom militar multinacional directa na Colômbia para esmagar a guerrilha mais antiga e forte do continente, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP).

 


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