"FESTA IRMANDINHA, FESTA NACIONAL"

Foi este o berro mais repetido por miles de pessoas que na madrugada do sábado para o domingo começavam desde o campo da festa do Festival Irmandinho de Moeche o tradicional assalto ao castelo. A ediçom deste ano (a número 24) deste histórico festival, que rememora a Revolta Irmandinha organizada na zona para derrocar o poder feudal dos Andrade no 1431, estivo especialmente marcada por um caracter reivindicativo e nacional.

"Andrade, PP a mesma merda é", "Galiza Ceive Poder Popular", "O Castelo do Andrade e o Paço de Rajoi" , "Espanha é a nossa ruína" "ao bote, espanhol o que nom bote", ou "Contra o feudalismo, independentismo", "Festa Irmandinha, Festa Nacional", fôrom as palavras de ordem mais seguidas durante o assalto. Também houvo palavras de ordem contra Aznar e Celia Villalobos, ministra espanhola de sanidade durante a crise das vacas loucas.

Ao chegar ao castelo um par de encarapuçados prendia lume a umha bandeira espanhola entre os aplausos e as ovaçons dos centos de pessoas que emcabezavam o ataque irmandinho, voltando a ouvir-se o "Galiza ceive, poder popular". Nom houvo nengum assobio, nem um signo de desaprovaçom num Concelho governado polo caciquismo do PP desde 1995 e empenhado em boicotar com diferentes estrategias esta celebraçom.

A toma do assalto rematou com o canto do hino nacional.

No dia seguinte, a imprensa pró-espanhola criticava com dureza a politizaçom da jornada festiva, escandalizando-se especialmente pola queima da bandeira espanhola. La Voz de Galicia misturou intencionalmente desinformaçom e opiniom num artigo em que nom podia ocultar a sua raiva ante a expressom de consciência nacional que costuma manifestar-se no festival Irmandinho.



Voltar à página principal