INICIATIVA MUNICIPAL DE NÓS-Unidade Popular SOLICITANDO QUE O PLENO DO CONCELHO DE FERROL SE SOLIDARIZE COM OS TRABALHADORES DESPEDIDOS DAS AUXILIARES DE IZAR-FENE E EXIJA À EMPRESA A SUA READMISSOM

Ferrol, 21 de Agosto de 2002

A Assembleia Comarcal de NÓS-Unidade Popular propom mediante este escrito à Comissom de Governo do Concelho de Ferrol que eleve ao Pleno do mesmo Concelho umha proposta de resoluçom em apoio ao colectivo de trabalhadores despedidos polas empresas auxiliares de IZAR Fene, que nestes dias desenvolvem umha greve para conseguir melhores condiçons laborais e salariais. A via repressiva empreendida polas direcçons das empresas auxiliares está a ter graves conseqüências para centenas de famílias de Ferrol e comarca, ao deixar na rua igual número de trabalhadores polo único "delito" de reclamarem um salário e uns horários de trabalho justos.

As direcçons das empresas auxiliares estám, portanto, a dar mostras de grande irresponsabilidade e ponhem em evidência que o lucro económico é o seu único fim, sem importar-se com aplicar despedimentos massivos com tal de nom pagarem ao pessoal assalariado uns soldos dignos e com tal de nom reconhecer-lhe do direito a umhas condiçons de trabalho justas.

En funçom do anterior, o Governo municipal de Ferrol deve também propor que o Pleno do Concelho se dirija às empresas auxiliares para solicitar-lhes a imediata readmissom de todos os trabalhadores despedidos, bem como a reanudaçom das negociaçons com o colectivo e o atendimento das suas justas demandas.

Enquanto a readmissom nom se produza e as demandas do colectivo de trabalhadores nom sejam antendidas, o Concelho de Ferrol deve pôr-se à sua disposiçom e apoiar as medidas de luita que já se iniciárom e continuarám em próximos dias.

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A PATRONAL COMBATE A GREVE EM IZAR FENE COM DESPEDIMENTOS MASSIVOS

14 de Agosto

Novidades na luita do pessoal das auxiliares dos estaleiros de Fene: mais de 80 trabalhadores já fôrom despedidos polas empresas auxiliares do aceiro, como medida repressiva da patronal para dobregar a vontade de luita do pessoal, que unicamente exige o cumprimento do convénio assinado polas partes meses atrás. Nas últimas horas, as subcontratas de serviços aderírom às mobilizaçons às portas do estaleiro para exigir a readmissom dos despedidos e o cumprimento do convénio polas empresas.

A mobilizaçom operária foi permanentemente vigiada por efectivos da polícia espanhola sem uniforme, desde carros situados na zona em que os trabalhadores e trabalhadoras protestavam, às portas do estaleiro.

A direcçom das auxiliares do aceiro nega-se a negociar as duas turmas de trabalho e a suba de 10% para a turma da manhá e 15% para a turma da tarde.

A luita partiu da iniciativa das assembleias de trabalhadores, à margem dos sindicatos, o que descolocou as centrais que apenas oferecem um apoio morno e matizado.

Teme-se que nos próximos dias continuem as medidas repressivas com novos despedimentos, o que pode e deve radicalizar as posiçons do pessoal das companhias.

NÓS-Unidade Popular foi a única força política da comarca que apoiou incondicionalmente a luita do pessoal das auxiliares, submetido a condiçons de trabalho muito precárias.

A seguir, reproduzimos o comunicado de apoio feito público por NÓS-Unidade Popular em Trasancos.
Ferrol 14 de Agosto de 2002

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COMUNICADO DE NÓS-Unidade Popular EM SOLIDARIEDADE COM O PESSOAL DAS AUXILIARES DO ESTALEIRO DE IZAR-FENE

A Assembleia Comarcal de NÓS-Unidade Popular quer fazer público o seu incondicional apoio ao pessoal das empresas auxiliares dos estaleiros IZAR-Fene no conflito que mantenhem com a direcçom das companhias.

Especialmente grave resulta a ameaça de despedimentos massivos feita por parte das direcçons das empresas Maesa e Monesa, umha semana depois do início de umha greve que unicamente exige o cumprimento do convénio e o melhoramento das draconianas condiçons laborais impostas pola patronal no sector das auxiliares. Queremos lembrar e denunciar os prolongamentos sistemáticos das jornadas laboraias, mais alá do permitido polos convénios, bem como o incumprimento por parte das direcçons dos acordos salariais assinados.

NÓS-Unidade Popular fai um chamado à solidariedade activa dos sectores populares da comarca ante esta nova agressom à classe trabalhadora. Especialmente, apelamos a que as centrais sindicais apoiem até o final e sem condiçons um colectivo especialmente desprotegido ante as imposiçons da patronal do sector, autêntica delinqüência organizada contra os interesses da classe trabalhadora.
Pola nossa parte, os filiados e filiadas de NÓS-Unidade Popular pomo-nos desde já a disposiçom do que a assembleia de trabalhadores e trabalhadoras em luita disponham, em apoio às suas justas demandas por umhas condiçons de trabalho e de vida dignas.

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A GREVE GENERALIZA-SE EM IZAR FENE

Os paros estendêrom-se já ao conjunto do quadro de pessoal do próprio estaleiro, em resposta à negativa da empresa a dar cumprimento ao convénio. A factoria está completamente paralisada e assim continuará enquanto nom se dem as melhorias laborais exigidas.

Como aspecto importante da luita iniciada por operários e operárias das auxiliares de IZAR, salienta a reclamaçom de livre eleiçom de representantes sindicais em cada firm, bem como a aboliçom do acordo entre as firmas que impede que os operários e operárias sejam contratados por outras empresas numha margem de tempo inferior a dous meses.

As negociaçons incluem o comité de empresa e a tabela reivindicativa inclui um incremento salarial de 144 euros que se corresponde com as subas do IPC desde o ano 1996, que até hoje a empresa recusou aplicar.

Espera-se que na segunda-feira se retomem as negociaçons e que a empresa ceda finalmente ante as justas reclamaçons de entre 700 e 1000 maltratados empregados e empregadas das auxiliares.

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CONFLITO OPERÁRIO NAS AUXILIARES DE IZAR FENE

As companhias auxiliares do sector naval da Ria de Ferrol vivem um novo conflito laboral. Mais de 700 trabalhadores de quatro subcontratas da antiga ASTANO principiárom ontem umha greve indefinida polo melhoramento das condiçons salariais e o cumprimento do convénio do Metal (3'5% de aumento salarial).

A luita nasce espontaneamente do colectivo operário, cujos representantes se reúnem hoje com os sindicatos em busca de apoios às suas justas demandas. Porém, Esteban Vasques, representante de CCOO-Metal, apressou-se a desqualificar a luita das auxiliares, aduzindo que já existia um acordo salarial entre empresa e sindicatos, embora reconheça que os acordos nom fôrom ainda aplicados.

Deste jeito, CCOO pom-se em frente do colectivo em luita, negando qualquer legitimidade aos paros massivos em marcha.

As empresas auxiliares atingidas som Maessa, Montajes Nervión (Monesa), Tecnymo e Talleres Cachaza, cujo pessoal laboral denuncia padecer condiçons laborais e salariais muito por baixo das existentes em IZAR e noutras do Estado espanhol.

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