A grande mentira da "ajuda humanitária" espanhola no Iraque
26 de Abril de 2003

Diversos organismos internacionais ligados à ONU pugérom em evidência o engano promovido pola propaganda oficial espanhola ao falar de "ajuda" ou "intervençom humanitária" espanhola no Iraque, que difundem a diário os média do sistema.

Com efeito, nom menos de metade da "ajuda" espanhola tem directamente fins comerciais, enquanto só 6,7 milhons dos 50 milhons de euros investidos supostamente a apoiar o povo iraquiano podem ter algumha relaçom com os chamados "labores humanitários", para assim disfarçar a intervençom económica da burguesia espanhola na zona como de "ajuda às vítimas".

Entre a informaçom revelada polas ONG's ligadas à ONU, destaca o facto de o Governo espanhol condicionar o investimento de dinheiro, teoricamente destinado à ajuda ao desenvolvimento, a que este seja revertido na compra de produtos espanhóis, o que significa que o Estado espanhol promove a abertura de mercados para as empresas espanholas e a exportaçom de produtos espanhóis na zona.

Essa manipulaçom da "ajuda humanitária" por parte espanhola em funçom dos interesses das exportaçons das suas empresas implica o entrave ao desenvolvimento do país "ajudado", ao fazê-lo depender das importaçons em lugar de favorecer o seu desenvolvimento endógeno.

De outra parte, a Organizaçom para a Cooperaçom e o Desenvolvimento Económico (OCDE) denunciou nestes dias também a falsidade da intervençom "humanitária" das tropas espanholas no Iraque, umha vez que careceu e "carece da necessária imparcialidade que exige a ajuda humanitária". Som critérios políticos e estratégicos os que guiam os serviços médicos e o reparto de água e alimentos que as televisons espanholas nos mostrárom repetidamente nas últimas semanas, e nom a vontade nem a efectividade de colaborar com a populaçom atingida pola guerra imperialista.

Mais umha prova da necessidade de mantermo-nos alerta ante a burda propaganda que sustenta as "notícias" dos telejornais dos canais televisivos e restantes meios de comunicaçom do Estado espanhol, financiados na sua prática totalidade pola burguesia e/ou o Governo.


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