50.000 pessoas
solicitam soluçons para o Prestige
Convocadas
por Nunca Mais decenas de milhares de pessoas participárom na manhá
do domingo 4 de Maio na manifestaçom nacional que sob umha intensa
chúvia percorreu as principais artérias de Compostela.
A manifestaçom
de onte constata por um lado a capacidade de mobilizaçom de Nunca Mais,
mas também o estreito espartilho político do discurso imposto
polo autonomismo. Embora se sigam solicitando retoricamente asdemissons dos
responsáveis da catástrofe nacional, actualmente Nunca Mais
centra os alvos da sua estratégia em solicitar o cumprimento das promesas
realizadas polo Estado espanhol no denominado "Plan Galicia". O
reformismo autonomista renunciou desde a criaçom deste vasto movimento
popular a denunciar as verdadeiras causas da catástrofe, -o modo de
produçom capitalista e a dependência nacional que dele emana-,
centrando exclusivamente as razons na incompetência da administraçom
espanhola.
Nunca Mais vem
de anunciar que durante a campanha eleitoral nom realizará nengum acto
reivindicativo, nem promoverá protesto algum para "nom interferir
no correcto desenvolvimento do processo eleitoral" no que supom um claro
balóm de oxigénio para os responsáveis da castástrofe:
o Partido Ppopular, assim como umha aceitaçom explícita dos
interesses eleitoralistas do BNG.
O MLNG participou
cum bloco conjunto na manifestaçom. AGIR, AMI e NÓS-Unidade
Popular portavam faixas e dúzais de bandeiras vermelhas e lilás
com o escudo nacional eram vissíveis no cortejo da esquerda independentista.
"Ilegalizaçom do Partido Popular", "Espanha é
a nossa ruina", "Com Espanha nunca mais", "O Capitalismo
é o terrorismo", "Fraga, Aznar assassinos", fôrom
as principais palavras de ordem que se escuitárom no bloco independentista.
Na mobilizaçom
NÓS-Unidade Popular repartiu papeletas chamando a votar em negro nas
vindouras eleiçons autonómicas de 25 de Maio.