A ONU DEBATERÁ NO PRÓXIMO DIA 20 A BUSCA DOS "PASSEADOS"
Umha decisom positiva obrigaria o Governo espanhol a buscar as pessoas desaparecidas durante o franquismo

Chegam a um momento deicisivo os trámites iniciados pola Associaçom para a Recuperaçom da Memória Histórica (ARMH), para que a ONU se involucre na busca das pessoas dessaparecidas durante a guerra de 1936-39 e o franquismo. No dia 20, aproveitando a reuniom anual do Plenário da ONU, a ARMH, representada pola sua advogada e três ex-brigadistas internacionais, exporá ante o Grupo de Trabalho sobre Desapariçons Forçosas, as suas teses para que Naçons Unidas inste o Governo espanhol a criar umha comissom mista que investigue o paradoiro de mais de 35.000 pessoas desaparecidas nesses anos de feroz repressom fascista.

Após a entrega na passada semana ante o Alto Comissionado para os Direitos Humanos de Naçons Unidas em Genebra de 70 fichas de republicanos desaparecidos, a ARMH acha-se na etapa final da sua luita pola recuperaçom das pessoas oficialmente esquecidas. Os funcionários da ONU em Genebra elaborárom um informe que será estudado a partir da próxima Segunda-feira em Nova Iorque polo Grupo de Trabalho sobre Desapariçons Forçosas.

Umha advogada da ARMH, acompanhada por três ex-brigadistas internacionais, um dos quais é irmao dum desaparecido, viajará à sede da ONU para reforçar legalmente os dados documentais achegados, com o objectivo de que se abra umha investigaçom sobre a repressom franquista durante e após a guerra de 36. No caso de dar umha resposta afirmativa a ONU às petiçons da ARMH, esta seria vinculante para o Governo espanhol, que se veria na obriga de colaborar com o organismo internacional na criaçom dumha Comissom de Investigaçom sobre a morte e paradoiro das mais de 35.000 pessoas desaparecidas que se pensa estám soterradas em valas comuns por toda a geografia do Estado espanhol.

Emílio Silva, Presidente da ARMH, mostra-se optimista ante a possibilidade de que a ONU se implique na busca das pessoas desaparecidas e que a pressom deste organismo internacional facilite a abertura dos arquivos militares que albergam numerosa informaçom sobre o tema. Silva, que considera "incompreensível" que o acesso a estes informes continue restringido, assegura que em arquivos militares como o de Ferrol, conservam-se desde cartas dos presos republicanos às suas famílias, até informaçom chave sobre a repressom que acompanhou à guerra e continuou após o 39. "A Administraçom deveria permitir o livre acesso a esses arquivos e facilitar informaçom às famílias das pessoas desaparecidas", declarou nestes dias aos meios de comunicaçom.

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