Posiçom
da Frente Popular para a Libertaçom da Palestina (FPLP) ante o "Mapa
de Estrada" e o cessar-fogo palestiniano
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A seguir, publicamos a traduçom galega dos dous últimos comunicados da FPLP, em que esta organizaçom marxista da resistência nacional palestiniana declara qual é a sua posiçom ante o Mapa de Estrada e o cessar-fogo proposto polos EUA e o Estado sionista de Israel na sua estratégia para submeter o povo palestiniano.
Declaraçom da Frente Popular para a Libertaçom da Palestina (FPLP) sobre o "Mapa de estrada".
23 de Junho
de 2003
Aos filhos e
filhas do nosso grande povo, a quem forjárom a nossa glória,
a Intifada e a resistência, aos nossos presos heróicos,
Cumprimentamos-vos com admiraçom desde a resistência e a firmeza,
Nestes dias, enquanto continuam os assassinatos quotidianos, a destruiçom
de habitaçons, os assentamentos de colonos, o terror sionista e a guerra
genocida contra o nosso povo, contra os nossos militantes e contra os fundamentos
básicos da nossa existência humana, a Administraçom estado-unidense
está a promover medidas para instalar comodamente o seu colonialismo
no nosso irmao Iraque, para liquidar a justa causa do nosso povo e a sua legítima
luita de resistência; para estender o seu controle sobre toda a regiom,
para saquear os nossos recursos e para intensificar a actividade sionista
em toda a regiom mediante o denominado "Mapa de Estrada" e mediante
o livre comércio e os investimentos que o Foro Económico Mundial
tem reclamado da beira do Mar Morto.
Enquanto se mantenhem
as conversas sobre a denominada trégua e cessar-fogo, nós, na
Frente Popular para a Libertaçom da Palestina (FPLP) mantemos que toda
trégua que ceda ao exército de ocupaçom e às suas
agências sem excepçom, permitindo-lhes continuar com a sua agressom
sob o que denomina "assassinatos selectivos" e com os seus bombardeamentos,
está, na realidade, dando a Sharon maos livres sob a protecçom
internacional para continuar com o seu terror sangrento, deixando o destino
do nosso povo, dos nossos militantes, dos nossos dirigentes patrióticos
a mercê do exército de ocupaçom e das boas intençons
do terrorista Sharon. Assimesmo, tal trégua servirá como certificado
para dar a volta aos factos, para estigmatizar a resistência do nosso
povo como terrorismo, enquanto se chama ao terrorismo de Estado da ocupaçom
autodefesa, como de facto se tem feito na Declaraçom do Comité
dos Quatro publicado no FEM.
Filhos e filhas do nosso grande povo:
A Frente Popular
nom avalia a denominada trégua isoladamente do Programa Nacional, nem
da questom de como exercer as formas de luita. A FPLP afirma que a chave para
proteger o projecto nacional, os nossos supremos interesses nacionais e os
nossos princípios nacionais fundamentais, incluída a libertaçom
de todos os prisioneiros sem excepçom ou discriminaçom, é
o estabelecimento de umha direcçom nacional unificada que inclua todos
num corpo de autoridade suprema para o povo palestiniano que dê resposta
à fase actual da nossa luita de libertaçom, real, para levar
a cabo avanços objectivos, e com o fim de garantir a participaçom
no processo nacional de tomada de decisons e na execuçom política
em vários níveis; para proteger a OLP, a única e legítima
representante do nosso povo, e o seu Programa do Retorno, da autodeterminaçom,
e de um Estado independente com Jerusalém como capital.
Umha trégua
que esteja associada ao nosso programa nacional e nom a planos ilusórios
e mapas fraudulentos, umha que proporcione a protecçom da segurança
nacional e o direito do nosso povo a resistir a ocupaçom e a dipor
de protecçom internacional temporária, consoante a IV Conveçom
de Genebra; que permita convocar eleiçons como expressom da autodeterminaçom
e para o estabelecimento de umha independência soberana e nacional;
eis a classe de trégua que impediria a imposiçom da tutela estado-unidense-israelita
sobre o nosso povo e a nossa naçom árabe, que impediria que
o Mapa de Estrada atinja o seu intuito de arrastar-nos a todos ao eterno círculo
vicioso das negociaçons sobre a segurança, de partilhar patrulhas
de segurança e de que um "Estado" equivale a nada mais do
que a administraçom temporária da habitaçom.
Saudamos a consciência
do nosso povo, das suas Forças Patrióticas e Islámicas
e das da nossa naçom árabe que rejeitam o Mapa de Estrada e
a sua incitaçom mortal ao sacrifício civil e às enganadoras
manobras dos EUA e Israel que tem como fim destruir a Intifada, a luita da
resistência, a OLP e os seus legítimos dirigentes. O objectivo
dessas manobras é instalar flexíveis líderes alternativos
que estejam dispostos já a renunciar aos nossos princípios básicos
estabelecidos. Consideramos os chamados que se tenhem feito e que se continuam
a fazer no FEM e noutros contextos como umha tentativa de tomar posse dos
denominados frutos da paz que tenhem sido banhados em sangue dos filhos do
Iraque, da Palestina e da naçom árabe. Esses chamados nom som
mais do que esforços para intensificar a normalizaçom com a
entidade sionista e a subordinaçom aos agentes do colonialismo que
estám comprazidos em trocar o interesse e a honra nacional dos seus
povos polas migalhas que o colnialismo e os seus agentes deixam cair das suas
mesas aos seus servos e escravos.
Vitória
à Intifada e à resistência!
Glória aos mártires e liberdade aos presos!
A unidade nacional é o caminho à liberdade e à independência.
Frente Popular para a Libertaçom da Palestina. Estado de Palestina.
Comunicado emitido polo buro político da Frente Popular para a Libertaçom
da Palestina. 29 de Junho de 2003
Nestes momentos
estám a aumentar as pressons de múltiplas formas e fontes que
perseguem o objectivo e conter as heróicas Intifada e Resistência
do nosso povo frente à ocupaçom e à agressom de Israel
contra a nossa terra, povo, direitos e dignidade nacionais.
A Frente Popular
para a Libertaçom da Palestina (FPLP), partindo das posiçons
da responsabilidade patriótica e a franqueza com as massas palestinianas,
árabes e com todos os homens dignos, honestos e luitadores pola justiça
e a liberdade, declara o que se segue:
- A ocupaçom
e a agressom de Israel contra o nosso povo materializam o terrorismo de Estado
organizado nas suas formas mais abomináveis. A agressom, a prepotência
e os ataques diários contra os filhos do nosso povo sem discriminaçom
qualquer, o assassínio de toda forma de vida, incluindo o arranque
de centenas de milhars de árvores, o roçado e a confiscaçom
de dezenas de milhares de hectares de terras sementadas, imponhem ao nosso
povo, resistir esta agressom e defender a sua vida, a sua terra e os seus
direitos nacionais.
- A Administraçom
estado-unidense tem intensificado os seus esforços para conter a Intifada
e a resistência palestinianas contínuas desde há mais
de mil dias, preparando o terreno para liquidá-las totalmente, segund
vem anunciando a dita Administraçom reiteradamente, asseverando que
nom se requer cessar a resistência senom desarticular as estruturas
das organizaçons da dita resistência, persegui-las e aniquilar
os seus destacamentos.
- A pressom estado-unidense
inscreve-se no contexto do plano dos EUA para reordenar a situaçom
da zona em benefício dos seus interesses, implicando a consagraçom
do Estado de Israel como o Estado central e decisivo nesta zona do mundo.
No quadro deste plano, a Administraçom tem actuado em prol de Israel
e em plena coordenaçom com o mesmo para entravar as acumulaçons
e efeitos positivos da Intifada, de cujas conseqüências o inimigo
israelita tem começado a sofrer em todos os terrenos: de segurança,
político, económico e social. A Intifada tem imposto à
Administraçom dos EUA e ao governo do criminoso Sharon reconhecer oficial
e publicamente pola primeira vez na sua história o Estado palestiniano,
necessário para qualquer arranjo ou soluçom pacífica.
Partindo destas realidade, a FPLP tem trabalhado e luitado juntamente com
todos os irmaos e companheiros nos destacamentos da acçom patriótica
e islámica [Forças nacionalistas e Islámicas da Intifada],
com os irmaos da Autoridade Palestiniana (AP) e da Direcçom palestiniana,
e com os irmaos árabes em aras de concentrar os esforços para
continuar a Intifada e a Resistência e dispor de todos os recursos de
apoio e respaldo ao nosso povo.
- A FPLP, ao
reiterar que a continuaçom da Intifada e a Resistência, juntamente
com as restantes formas de luita, constitui o caminho da nossa salvaçom
da ocupaçom, a libertaçom dos prisioneiros e os detidos, a independência
e o retorno, prosseguirá os seus esforços em todas as palestras
e esferas para continuar o diálogo nacional, em aras de cristalizar
a posiçom política certeira; construir a instituiçom
palestiniana unificada sobre bases democráticas com a participaçom
de todos, na tomada de decisons e no seguimento do seu cumprimento.
- A pôr
em destaque esta posiçom, e sobre a base do respeito à diversidade
de interpretaçons, nomeadamente se alguns destacamentos patrióticos
e islámicos optarem por umha postura distinta da nossa, e valorizando
a iniciativa do irmao presidente Abu Amar [Yaser Arafat] de enviar o irmao
Saeb Ureqat para manter um encontro com o companheiro secretário geral
Ahmad Saadat e transmitir-lhe o ponto de vista do presidente Arafat, a FPLP
reitera a todos que continuará a velar pola integridade das relaçons
nacionais palestinianas e por cortar a passagem ao inimigo que procura transferir
o conflito à casa palestiniana.
Buró Político da FPLP. Estado da Palestina.