O Povo Trabalhador
combate a maré
A
auto-organizaçom popular das trabalhadoras e trabalhadores do mar está
combatendo com êxito a maré negra que arrasa as costas galegas.
Numha mostra da imensa capacidade dum povo unido, organizado e com vontade
de luitar coas suas próprias forças, centenares de trabalhadoras
e trabalhadores da Arousa e 800 barcos, lográrom evitar a entrada da
contaminaçom na ria.
Perante o absoluto abandono das autoridades espanholas para fazer frente a
maré negra, estám sendo @s marinheir@s, @s mariscadoras/es,
as populaçons mais directamente afectadas da costa, as que com os seus
próprios meios de trabalho, -barcos de pesca de todo o tipo, aparelhos
e ferramentas construídos nas oficinas da comarca, barreiras artesanais,
e as suas maos-, estám saindo a limpar as dezenas de milhares de toneladas
de fuel-óleo que como umha peste negra invadem as rias e as praias
de praticamente a totalidade do litoral galego.
Perante a fatalidade e a resignaçom coa que os políticos espanhóis abordam a crise, a dia de ontem, 4 de Dezembro, Henrique Lôpez Veiga, Conselheiro de Pesca, afirmava que "No se puede hacer más, hicimos lo que pudimos. Que nadie sueñe que una marea negra se puede parar com medios, porque no hay medio que la pare", perante as contínuas falsidases de Mariano Rajói, Vice-Presidente do governo espanhol, que ainda ontem seguia afirmando que era difícil a entrada de manchas na ria da Arousa, a imensa capacidade de luita de um povo decidido, demonstrou sobre o terreno as patranhas do capitalismo espanhol.
Nem o Governo
espanhol, nem a Junta da Galiza, -após mais de três semanas do
início do desastre-, ponhem os impresionantes meios económicos,
técnicos, humanos, dos que disponhem, para combater e mitigar o desastre.
Ainda nom há roupas de água, máscaras, luvas, botas,
contentores, barcos, camions, para recolher, armazenar e transportar o fuel-óleo.
Madrid abandonou a sua sorte o povo galego. Fraga Iribarne e o seu governo
tam só se dedicam a mentir, manipular e censurar a verdadeira dimensom
da catástrofe. É hora de agir em conseqüência, é
hora de botá-los à maré negra.