A classe trabalhadora galega continua perdendo poder adquistivo

Os dados do INE revelam o que o governo espanhol vinha negando no último ano, mas o conjunto da populaçom vinha denunciando: o incremento dos preços foi muito superior ao dos salários.

O IPC disparou-se um 4.3% na CAG, 0.3% mais que no conjunto do Estado espanhol, atingindo 4.5% na "província" da Corunha e o 3.8% em Ourense. Segundo os dados oficiais, por citar alguns exemplos, os legumes subirom 19.2%, a fruta 9.9% e o peixe 7.2%. A inflaçom média da UE é de 2.1%.

O trabalhador ou trabalhadora galega segue perdendo poder adquisitivo, aproximadamente uns 300 euros (50.000 pts) anuais, e continua afastando-se da média espanhola ao ser a inflaçom 0.3% superior a do Estado, por ter uns custes salariais 1.5% inferiores, e uns incrementos dos salários dos convénios assinados 0.77% menores que no Estado. Estas três variáveis indicam que o poder adquisitivo médio da classe trabalhadora galega caiu no último ano um 2%. Tal como já tem informado e denunciado Primeira Linha o salário médio espanhol é de 1.662.92 euros mês (incluindo o custe da Segurança Social, e horas extras), e na CAG desce a 1.235.71, ou seja 427.2 euros menos (71.000 pts). Nom só ganhamos menos, senom que trabalhamos mais horas (3.4) e faltamos menos ao trabalho que @ assalariad@ médio espanhol.

O desinteresse e a pouca capacidade de presom do sindicalismo burocrático espanhol ou autonomista, o grande poder da patronal, umha maior taxa de desemprego, e o peso da economia submersa, ligados directamente à opressom nacional que padece o país, som as principais causas que permitem explicar a sobre-exploraçom que a classe trabalhadora galega padece por parte da oligarquia espanhola e os seus aliados da burguesia galega.

O governo do PP vem de obter um rotundo suspenso por parte da UE na política de "criaçom" de emprego, sinistralidade laboral, crescimento por habitante ou acceso a Internet, que advirte que o empobrecimento da classe trabalhadora continuará senom inviste mais em I+D.
Em todos estes dados ainda está por avaliar os efeitos do Prestige na crise económica que padece o nosso país.

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