USA pretende
controlar o petróleo africano
Na
diversificaçom das fontes energéticas essenciais para manter
a hegemonia mundial, reduzindo a dependência actual do Golfo Pérsico,
radica a visita realizada por George Bush a semana passada por diversos países
africanos. Segundo Paul Michael Wihbey, assesor da Casa Branca em estratégias
energéticas e segurança nacional, Africa Ocidental é
vital para os interesses norteamericanos. Os planos do imperialismo prevém
estabelecer bases militares em diversos pontos do golfo da Guiné, com
reservas de petróleo superiores oas 80.000 milhons de barris, e investimentos
"humanitários" para manter a mínima estabilidade política
que permita o espólio dos recursos minerais e energéticos de
um continente desvastado por séculos de colonialismo.
Nigéria, Camarom, Guiné Equatorial, Gabom e Angola som os principais
países nos que USA tem interesse preferencial. Actualmente Washington
importa um 15% do petróleo que consome da África subsaariana,
similar ao que fornece Arábia Saudita, mas para 2015 pretende que supere
o 25%.
O "ouro
negro" africano é de grande qualidade e fácil de transportar
ao estarem praticamente a maioria das exploraçons no mar. Mas especialmente
porque pode ser extraido de forma "ilimitada", fora do controlo
da OPEP, pois tam só Nigéria pertence a esse organismo.
O controlo do
petróleo africano provocará um maior controlo dos preços
e do mercado mundial, e por conseguinte o enfraquecimento da OPEP.