A Plataforma Anti-Via Rápida do Morraço denuncia o papel do Governo municipal de Moanha ante o início das obras
16 de Setembro de 2003

A Plataforma Anti-Via Rápida do Morraço fijo público a sua perplexidade ante a "paródia" de mobilizaçom de alguns sectores, em referência ao BNG, quando começam a ver-se os efeitos das obras sobre o terreno, e depois de que durante anos a Plataforma informasse sobre os efeitos do projecto e denunciasse os interesses especulativos de tipo imobiliário que esconde.

Em concreto, a Plataforma denuncia agora a posiçom mantida desde o BNG, boicotando durante muito tempo a mobilizaçom popular contra a Via Rápida, e agora promovendo desde o Governo municipal de Moanha umha política confusa de suposto "controlo das obras", com base num Estudo de Impacto Ambiental que a Plataforma tem denunciado como ilegal. A Plataforma propom ao Governo municipal moanhês e os restantes do Morraço que nom permitam continuar as obras e que realizem um estudo independente que ponha em evidência a fraude do actual.

A construçom de umha via rápida na comarca do Morraço achou desde o início do projecto a oposiçom da Plataforma Anti-Via Rápida constituída por organizaçons sociais diversas. Constituida em 1994, apostou desde entom por um modelo diferente de transporte para umha comarca de mais de 84.000 habitantes com graves problemas de tránsito. Marchas, assembleias, conferências e outras campanhas informativas e de denúncia durante quase umha década de oposiçom à ferida impingida à nossa terra por umhas vias de comunicaçom que, como no caso da via rápida do Morraço, nom servem para solucionar o problema de fundo: a generalizaçom do transporte em veículos particulares pola falta de políticas rumadas a humanizar e facilitar o transporte colectivo.

No caso da Via Rápida do Morraço, o projecto supujo um grave dano a zonas protegidas de grande valor ambiental, como o carvalhal de Coiro, incumprindo normas legais vigorantes na Uniom Europeia quanto à elaboraçom do estudo de impacto ambiental, por exemplo. Entre as graves conseqüências que a Via Rápida em causa acarretaria, a Plataforma denunciou a degradaçom de toda a faixa costeira atingida, a alteraçom do regime de águas, a afecçom de espaços naturais da comarca, o impacto sobre o património histórico da zona, o excessivo custo económico e o impacto sobre a própria populaçom.




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