Quatro polícias acusados de detençom ilegal durante a cimeira da UE em Barcelona

A polícia reprimiu com contundência os protestos antiglobalizaçom convocados em Março de 2002 em Barcelona

 

 

 

A Audiência de Barcelona acusa a quatro polícias de denúncia falsa, detençom ilegal, simulaçom de delito e de mentir para justificar o arresto de dous jovens durante umha manifestaçom em Março de 2002 com motivo da cimeira da Unom Europeia. Também denúncia umha "clara tentativa de manipulaçom da justiça" pola polícia. A secçom quinta da Audiência dictou umha sentença que absolve aos dous jovens detidos, que tinham sido condenados por um julgado penal, e acorda remitir o caso aos julgados para que se abra umha causa penal contra os quatro polícias em relaçom aos quatro delitos mencionados.

O tribunal afirma que as discrepáncias entre o acontecido e o que declarárom os agentes "nom som de mero matiz ou detalhe". "Achamo-nos perante umha clara tentativa de manipulaçom da justiça, mais reprovável, se cabe, por proceder de funcionários policiais que tenhem a missom de proteger o exercício dos direitos fundamentais dos cidadaos e o dever de colaborar na recta administraçom da justiça", relata.

"A disparidade entre o narrado no atestado e no juizo polos agentes e o contemplado polo tribunal nas filmaçons é tam palmária que nom pode atribuir-se a um erro, responde a umha evidente distorsom da realidade para justificar a posteriori umha actuaçom policial que parece claramente arbitrária", insiste a sentença.

Intolerável

Os juizes remarcam que "resulta intolerável que, literalmente, se construa umha ficçom -por parte dos polícias- para explicar as detençons, ficçom que se translada a um atestado, que mais tarde se ratifica num acto solene de juizo e que da lugar à condena de duas pessoas", polo que considera necessário agir contra os polícias pola "gravidade" do caso, que se remonta a 15 de Março de 2002, em plena celebraçom da cimeira de chefes de Estado da UE de Barcelona, quando os dous jovens, M.B.A.S. e F.V.M.B., participárom numha manifestaçom no bairro de Grácia.

A manifestaçom desenvolveu-se no meio de um amplo despregue policial e durante o seu transcurso, segundo figérom constar os polícias no atestado e no juizo celebrado em Abril, M.B.A.S. resistiu-se a tirar a carapuça coa que tapava o rosto, empurrou a um agente, propinou um pontapé a outro polícia e resistiu-se a sua detençom.

Revisom das imagens

Respeito ao segundo jovem, os agentes afirmárom que ia entre "a massa" d@s manifestantes que tentárom libertar ao primeiro, que também forcejeou e resistiu-se à detençom e que "empurrou" a um polícia e, após três tentativas, foi detido. Por isso, o julgado do penal número 1, que num só dia chegou a celebrar mais de umha dúzia de juizos rápidos, condenou aos manifestantes a seis meses de prisom por resistência e a penas de multa por lesons.

A Audiência de Barcelona examinou as gravaçons realizadas por várias televisons e videoaficionados e chegou à conclusom de que "o contemplado polo tribunal nom tem absolutamente nada que ver com o manifestado polos agentes no atestado, no juizo e com o recolhido polo juiz na sua sentença", polo que afirma que tivo a obrigaçom de realizar a revisom de toda a causa.



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