Prioridade bélica

AUMENTAM OS GASTOS EM ARMAMENTOS

Os gastos mundiais em armamentos aumentárom 2% em 2001, chegando a 839 bilhons de dólares, segundo o Instituto de Pesquisas da Paz (SIPRI), com sede em Estocolmo, que ainda nom incluem os gastos suplementares com a chamada "guerra contra o terrorismo" desde os atentados de 11 de setembro nos EUA. A Rússia aumentou as suas exportaçons de armas e equipamentos bélicos em 24% no ano passado, totalizando cinco bilhons de dólares. Pola primeira vez, a Rússia passou à frente dos Estados Unidos, que exportárom armas no valor de 4,6 bilhons de dólares. França (1,3 bilhom de dólares), a Gram-Bretanha (1,3 bilhom de dólares) e a Alemanha (700 milhons) som os maiores exportadores de equipamento bélico.

Os 839 bilhons de dólares gastos em armamentos correspondem a 2,6% da soma de todos os PIB (Produto Interno Bruto), representando uma despesa per capita de 137 dólares, isso sem incluir os gastos suplementares do final do ano passado, decorrentes da "guerra contra o terrorismo", anunciada polo presidente norte-americano George W. Bush.

"O 11 de setembro representa um novo desafio para a segurança internacional", nas palavras do director do instituto, Daniel Rotfeld. Os orçamentos de defesa, que tinham caído drasticamente entre 1987 e 1998, tornárom a subir 7% nos três anos seguintes. E a tendência continua apontando para cima.

A China foi o Estado que mais comprou armas em 2001. As suas importaçons bélicas aumentárom 44% frente ao ano anterior, somando 3,1 bilhons de dólares. A Índia aumentou as suas importaçons em 50%, gastando em armamento 1,1 bilhom de dólares, o que lhe garantiu o terceiro lugar na lista dos importadores, após a Gram-Bretanha (1,2 bilhom de dólares).

Ao aumentar suas importaçons em 15 bilhons de dólares, o Oriente Médio, contodo, foi a regiom que mais contribuiu para a tendência de maiores gastos com armas desde 1998. A seguir venhem a Europa Central e a Europa Oriental, com 13 bilhons de dólares, e a América do Norte e Ásia, com 7 bilhons de dólares, respectivamente.

O SIPRI destaca que justamente países africanos pobres, como Eritréia, Etiópia e Burundi, fôrom os que mais gastárom em armas, proporcionalmente ao seu PIB. Em gastos absolutos, no entanto, apenas cinco países - Estados Unidos, Rússia, França, Japom e Gram-Bretanha - som responsáveis pola metade dos gastos em armas no mundo. O número de guerras no mundo situou-se em 24, no ano passado. Com excepçom da disputa pola Caxemira, entre a Índia e o Paquistám, fôrom todas elas guerras civis.

(Diário Vermelho)

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