USA assassina jornalistas também propositadamente
9 de Abril de 2003

Longe de cairmos no sobredimensionamento da morte de cinco jornalistas de diversas nacionalidades nas últimas jornadas no Iraque -um galego incluído-, chamamos de novo a atençom sobre a matança de civis nas três jornadas de guerra de rapina dirigida polos EEUU em solo iraquiano.

Porém, nom deixamos de vincar como as tropas ianques, de maneira nitidamente propositada, atacárom nestes dias locais de meios de comunicaçom dissidentes das versons da CNN como Al Jazira, matando um correspondente. Também o Hotel Palestina, em que se encontrava o cámara galego José Couso, com o intuito de reduzir a presença jornalística aos e às correspondentes que acompanham as tropas e redigem as suas crónicas ao ditado dos mandos militares ianques e ingleses.

Ao contrário do acontecido com bairros civis arrasados por fogo ianque, os ataques em que se assassinárom jornalistas ocidentais fôrom rapidamente riscados como atentados e assassinatos polos mesmos canais que em dias passados justificavam ou escusavam matanças em mercados, hospitais e prédios de habitaçom, acusando de "exageros" as versons iraquianas.

O corporativismo mostra-se-nos na condena enérgica do assassinato das testemunhas ocidentais dos massacres, estabelecendo-se assim um valor hierárquico nas vítimas inocentes da invasom. A populaçom civil nom merece a mesma condena dos meios de comunicaçom espanhóis.

A brutalidade das tropas ianques e inglesas ficou, porém, em evidência para todo o mundo após o assassinato televisado dos jornalistas, e umha vez ouvidas as contradiçons das diversas versons justificativas oferecidas polos mandos "aliados". Para maior escándalo, agora sabe-se que os jornalistas e as jornalistas norte-americanas presentes no Hotel Palestina sabiam que o ataque se produziria.


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