O QUADRO DE PESSOAL DE ASTAFERSA COBRARÁ OS SOLDOS QUE LHES CORRESPONDEM

Os trabalhadores em luita
de Astafersa conseguírom o compromisso da empresa para que lhes sejam
pagos os 75 mil euros que lhes deve entre os próximos dias 19 e 23
de Agosto. Lembremos que a empresa de Juan Fernández deve aos trabalhadores
os salários de Junho e Julho, além da paga extraordinária
de verao.
O acordo foi atingido
num encontro com Juan Fernández, que nom deixou de difamar os sindicalistas
por segundo ele favorecerem que "vários trabalhadores" cobrassem
pola "clausura da empresa", e para os quais, dixo, os sindicatos
tinham já arranjados novos postos de trabalho.
Representantes de NÓS-Unidade
Popular visitárom os trabalhadores barricados na Cámara
de Ferrol, para mostrarem assim o seu apoio e solidariedade com os empregados
do estaleiro, sendo a organizaçom da esquerda independentista a única
que apresentou o seu apoio no mesmo local. Depois de interessar-se pola situaçom
que estám a viver, os fechados agradecêrom a visita.
CONTINUA A OCUPAÇOM
DA SEDE MUNICIPAL DE FERROL POR TRABALHADORES DE ASTAFERSA

Representantes da CIG criticárom a falta de colaboraçom do alcaide,
Jaime Velho
6 de Agosto
Superada a primeira jornada
de ocupaçom da Cámara municipal de Ferrol por parte do quadro
de pessoal do estaleiro Astafersa, há novas de interesse sobre o caso,
provocado pola negativa do responsável da empresa, o concelheiro direitista
Juan Fernández, a pagar os soldos aos empregados de Astafersa.
Para já, o próprio
empresário e político assegura que se trata de umha campanha
de desprestígio. Será que há maior desprestígio
que lucrar-se das actividades da sua empresa deixando sem cobrar durante meses
os trabalhadores e trabalhadoras que produzem todo o benefício?. Nesta
tesitura, nom admira que o quadro de pessoal procure dar a maior transcedência
possível à sua justa reclamaçom, pondo em evidência
a distáncia entre o discurso populista do político e a prática
exploradora do empresário.
De outra parte, soubo-se
por diversos meios de comunicaçom que o alcaide de Ferrol, o dirigente
do BNG Jaime Velho, se mostrou disconforme com a medida de pressom tomada
polos trabalhadores de Astafersa, posicionando-se contra a ocupaçom
da sede municipal. Foi o próprio sindicalista da CIG Xurxo Cordero
quem fijo pública a sua crítica contra a falta de colaboraçom
de Jaime Velho, apesar do qual a acçom de protesto continuou avante.
Calcula-se que a dívida
da empresa com os seus empregados ascende a 72.000 Euros (por volta dos 12
milhons de pesetas), alegando Juan Fernández "falta de liquidez
temporária" para justificar o calote da sua família, gestora
de Astafersa.
A ocupaçom da sede
municipal terá carácter indefinido, até que as nóminas
atrasadas sejam pagas e a direcçom da empresa esclareça o futuro
dos seus postos de trabalho no estaleiro da Granha (Ferrol).
Continuaremos informando
do desenvolvimento do conflito.
O QUADRO DE PESSOAL
DO ESTALEIRO ASTAFERSA, DE FERROL, FECHA-SE NA CÁMARA MUNICIPAL RECLAMANDO
OS SEUS SALÁRIOS
Os 23 trabalhadores de
Astafersa, estaleiro dirigido por Juan Fernández, líder de Independendientes
por Ferrol e concelheiro cindido do PP, reclamam fechando-se na Cámara
municipal as três mensalidades que a empresa lhes deve.
A CIG apoia a acçom
de pressom protagonizada polos trabalhadores do estaleiro, ao tempo que desacreditou
a possibilidade de que Juan Fernández se apresente candidato à
Cámara municipal, pois "umha pessoa que nom sabe dirigir o seu
próprio negócio nom pode dirigir umha cidade de mais de 80.000
habitantes".
Representantes da CIG
assegurárom que serám tomadas as medidas sindicais e de pressom
popular necessárias para que o quadro de pessoal do estaleiro nom fique
na rua e sem cobrar o que lhe corresponde.
Segundo publicárom
alguns meios, Astafersa tem dívidas com outras empresas, com a Segurança
Social e com Facenda, sem que a direcçom tenha apresentado qualquer
plano de viabilidade nem tenha dado explicaçons aos operários
sobre o adiamento no pagamento dos salários.
O patrom e concelheiro
Juan Fernández partilhará portanto prédio com os seus
empregados enquanto nom resolva a dívida que tem contraída com
eles.
Ferrol, 5 de Agosto
de 2002
COMUNICADO DE NÓS-UNIDADE
POPULAR EM SOLIDARIEDADE COM O QUADRO DE PESSOAL DE ASTAFERSA
A Assembleia Comarcal
de NÓS-Unidade Popular quer fazer público o seu incondicional
apoio às medidas de pressom tomadas polos trabalhadores de Astafersa
para reclamar que a empresa lhes pague os seus salários.
Mais umha vez, os patrons
fam recair as irregularidades da sua gestom empresarial nos trabalhadores.
A actual legislaçom laboral, nomeadamente após as contínuas
contra-reformas fomentadas pola direita espanhola do PP, dam pé a que
os empresários podam ter as trabalhadoras e trabalhadores sem cobrar
durante meses, sem que nada aconteça.
Só a autoorganizaçom
e a adopçom de medidas de força por parte os obreiros e obreiras
lhes permite fazer valer os cada vez menores direitos laborais.
No caso de Astafersa,
som já três os meses que o pessoal leva trabalhando sem cobrar
os salários, sem que isso tenha nengum custo para o seu patrom, o concelheiro
direitista Juan Fernández.
Especialmente grave resulta
que seja um suposto "representante do povo", freqüentemente
destacado pola sua linguagem demagógica e paternalista como é
Juan Fernández, quem demonstre com a sua prática quais som os
valores que defende o seu partido e a sua classe: a especulaçom empresarial
e a exploraçom laboral dos seus empregados e empregadas.
De NÓS-Unidade Popular, apoiamos portanto a ocupaçom da Cámara municipal de Ferrol polo quadro de pessoal de Astafersa e pomo-nos à sua disposiçom para ajudar no que for preciso e estiver na nossa mao.