21 de Junho: Balanço urgente do Comité Central de Primeira Linha sobre a Greve Geral de 20 de Junho de 2002

O POVO TRABALHADOR GALEGO OCUPA AS RUAS DA GALIZA NUMHA EXITOSA JORNADA DE GREVE GERAL

Um quarto de milhom de trabalhadores e trabalhadoras saírom às ruas de cidades e vilas da Galiza em 15 manifestaçons de grandes dimensons como nom tinha havido nos últimos anos:

150.000 em Vigo

60.000 na Corunha

25.000 em Ferrol

20.000 em Compostela

20.000 em Ourense

15.000 em Ponte-Vedra

15.000 em Lugo

7.000 em Vila-Garcia de Arousa

4.000 em Burela

3.000 na Barbança

2.000 em Verim

1.000 em Monforte

500 no Barco de Valdeorras

300 em Cee

250 em Lalim

som os dados da mobilizaçom do povo trabalhador galego neste histórico 20 de Junho.

Milhares de assalariad@s engrossárom activos piquetes que paralisárom a actividade laboral no conjunto da Galiza, rompendo o boicote dos empresários que, apoiados na polícia espanhola e nas polícias locais que cumprírom um destacado papel complementário na frustrada tentativa de reprimir e impedir que os trabalhadores e trabalhadoras aderissem ao paro.

Sectores como o naval, o portuário, o transporte, a automoçom ou o pesqueiro atingírom praticamente 100% de adesom à greve. Também os serviços públicos, a alimentaçom, a hotelaria e o comércio aderiu de jeito massivo, apesar das dificuldades colocadas polos patrons com a inestimável ajuda das forçasrepressivas.

Citroen, Inditex, Coren, El Corte Inglés, factorias como a de Alúmina em Sam Cibrao, Complesa, Larsa e Novafrigsa, e a totalidade dos polígonos industriais, estaçom de autocarros e serviços de limpeza de Lugo; também em Ferrol a estaçom de autocarros aderiu 100 % à greve, e nem um só veículo saiu nem entrou na instalaçom; os estaleiros do próprio Ferrol e de Vigo; as áreas industriais dos concelhos da Mancomunidade de Vigo paralisadas por completo, incluindo importantes empresas de Mos, do Porrinho, da Guarda e do Morraço; julgados, entidades bancárias e polígonos industriais de Ourense (Sam Cibrao das Vinhas e Pereiro de Aguiar), que incluem a maior parte das empresas ourensanas, sendo preciso cortar os acessos com barricadas ardendo; também o polígono industrial de Ponte-Vedra, empresas como ENCE e a estaçom de autocarros; o Porto de Marim com a lonja e os mercados de abastos paralisados; centros comerciais como Carrefour da Corunha e El Corte Inglés de Vigo e a Corunha; meios de comunicaçom como "Faro de Vigo" e "La Opinión" da Corunha nom saírom hoje à rua; La Voz de Galicia viu reduzido ao mínimo a sua presença nas ruas, com umha ediçom única frente às treze que costuma publicar; outros jornais como El Progreso de Lugo, "La Región" de Ourense, "Atlántico Diario" de Vigo, "El Diario de Ferrol" e "Diario de Pontevedra", também reduzírom a sua presença nesta jornada, ante a adesom dos seus quadros de pessoal à greve.

Enfrentamentos em Ferrol, Vigo, Lugo, Ponte-Vedra, no Morraço, e noutros pontos em que a polícia entorpeceu a acçom dos piquetes. Nom menos de cinco trabalhadores detidos é o balanço provisório, entre o que destacamos o de Álvaro Franco Silva, operário da construçom e membro da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular agredido e detido em Ponte-Vedra, bem como um número indeterminado de grevistas ferid@s, como os três hospitalizados em Ferrol após a brutal carga da polícia espanhola no centro comercial Alcampo, que finalmente pudo ser fechado graças à barricada e ao lume na sua entrada principal. A fachada sofreu aliás um duro ataque em resposta à agressom policial.

Bancos e centros comerciais fôrom também atacados em Compostela ante a negativa dos patrons a fechar.

Os nossos e as nossas camaradas participárom activamente nos piquetes das diversas localidades galegas, sendo testemunhas das provocaçons patronais, da violência policial e da contundente e massiva resposta da classe operária nas ruas da Galiza contra as medidas adoptadas pola oligarquia espanhola.

Apesar da impressionante mentira com que o governo do PP está a valorizar o resultado da greve, apesar de que dezenas de milhares de assalariad@s que em condiçons de contrato precário e eventual (36%) nom pudérom aderir livremente à convocatória por mor da violência empresarial, apesar das pressons e chantagens exercidas pola burguesia, esta histórica jornada nom pode ser definida mais que como um rotundo êxito da classe trabalhadora galega que, porém, deverá continuar e aumentar a sua mobilizaçom permanente contra as medidas neoliberais do PP e a oligarquia espanhola se quer evitar que esta aprofunde a sua política sistemática contra os direitos laborais e sociais do povo trabalhador galego.

Nom podemos deixar que a imensa capacidade de luita operária vivida hoje no nosso país seja capitalizada polo reformismo e o oportunismo, nas suas variantes espanhola ou autonomista, nem que fique em água de borralha por decisom do sindicalismo burocrático e pactista, que hoje constatou umha vez mais como amplos sectores da classe trabalhadora, especialmene jovens e mulheres, mantinham umha atitude de combatividade e resistência superior ao que desejam ou permitem. Embora a UGT, sectores da CIG, e principalmente as CCOO, pretendiam umha greve institucionalizada e respeitosa com a legalidade vigente, -a mesma que nos explora e oprime-, a realidade nom foi essa na imensa maioria dos piquetes e mobilizaçons que inçárom as ruas da Galiza. Milhares de pintadas, centenares de sabotagens, dezenas de barricadas, contribuírom para o êxito da greve, para golpear a burguesia; demonstrárom mais umha vez que a luita é o único caminho para a nossa emancipaçom.

Mais do que nunca, a luita continua!

Viva Galiza Ceive, Socialista e nom patriarcal!

 

Comité Central de Primeira Linha: Alargar e intensificar a luita, por umha greve geral de 48 horas no outono

Reportagem gráfica da greve geral de 20-J

Manifesto do Comité Central ante a greve geral de 20-J

 

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