Manter o Prestige no mar foi um erro

 

 

 

O director do Centro espanhol de Investigaçons Energéticas, Medioambientais e Tecnológicas (CIEMAT), César Dopazo

 

 

O Gabinete Francês de Investigaçom de Acidentes Marítimos (BEA-mer), dependente da secretaria de Estado de Transportes, considera que "o mantimento do Prestige no mar em condiçons delicadas após a sua avaria inicial", umha decisom tomada polas autoridades espanholas, é umha das causas que provocárom o seu naufrágio e a posterior catástrofe ecológica. O desastre final "parece imputável", segundo este organismo, "a umha série de factores sucessivos".

O naufrágio do petroleiro Prestige produciu-se polo sua "fraqueza estrutural" e por umha "avaria inicial", segundo um informe técnico do Ministério francês de Transportes, no que se indica que as operaçons de reboque enfraquecérom a estrutura do barco. Para este organismo oficial o buque tinha umha avaria que poido ser provocada por "violentos golpes de mar, polo enfraquecimento do casco ou pola combinaçom de ambos factores".

A hipótese de que o petroleiro chocara com um objeto flotante é "pouco provável", assegurou BEA-Mer. Afirmou que o Prestige sofria "um enfraquecimento estrutural conceptual dos tabiques internos devido a um desenho particular e pouco frecuente num petroleiro desse tamanho". Este organismo oficial sinalou que o barco sofreu várias reparaçons, que poidérom ser "insuficientes" ou "incompletas".

As labores de reboque do barco e as tentativas de endereitá-lo enchendo os depósitos de babor provocárom "esforços suplementares sobre umha estrutura em estado de avaria", sinalou o informe.

Entre os factores citados polo organismo BEA-Mer figura um que deixa em mal lugar ao Governo espanhol, e é "o mantimento do barco no mar em condiçons delicadas após a sua avaria inicial ligado às dificuldades de acolhida" do Prestige, dada a configuraçom do litoral e "os meios de reboque limitados".

O organismo precisou que "alguns dos factores" que conducírom ao afundimento "estám ligados às condiçons do mercado de transportes marítimos de fuelóleo pesado". Trata-se de um produto "particularmente contaminante" que, em grande medida, se transporta em barcos "velhos", construidos antes de 1983, quando entrou em vigor a Convençom internacional sobre a prevençom da contaminaçom marinha, agregou.

O director do Centro espanhol de Investigaçons Energéticas, Medioambientais e Tecnológicas (CIEMAT), César Dopazo, advirtiu que a soluçom de succionar o fuelóleo do petroleiro fundido a 4.000 metros é "muito difícil e muito cara", já que existe um problema para baixar um conduto a quatro quilómetros e que o fluido depois de quatro meses já tem umha temperatura baixa e fará falta bombeá-lo, porque pode que nom flua por si só.



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