O Bloque Responde
Em Espanhol Nas Ruas Da Galiza

Durante a crise
do Prestige, estamos a ter ocasiom de comprovar como qualificados porta-vozes
do BNG, a começar por Xosé Manuel Beiras, fam uso do espanhol
ante os microfones dos meios de comunicaçom, públicos e privados,
vindos da meseta. Repare-se que nom estamos a falar das declaraçons
feitas em Madrid polos seus deputados nas Cortes espanholas, onde se entenderia
a assunçom do espanhol como língua própria da Espanha
que, infelizmente, quase todos conhecemos por "imperativo legal".
Nom. Estamos a falar das ruas galegas, essas ruas em que numerosos pescadores
e mariscadoras mantenhem o galego ante as perguntas dos jornalistas espanhóis,
que depois se vem obrigados a reproduzir essas declaraçons no nosso
idioma, legendadas ou nom, nos seus telejornais.
Pois bem, mais
umha vez, o suposto "nacionalismo" galego maioritário opta
por facilitar o labor aos meios espanhóis, auto-traduzindo-se. Opta
por assumir a língua dominante, imposta polo Estado espanhol na Galiza,
facilitando assim aos televidentes hispanos a ausência do principal
traço identitário galego nos seus televisores. Facilitam que
as informaçons sobre a Galiza coberta de fuelóleo chegue "lingüísticamente
limpa" aos lares espanhóis, ao tempo que transmitem ao nosso povo
umha mensagem de autocolonizados, de indignos representantes da consciência
nacional galega.
Talvez Beiras
julgue que passando ao espanhol arranhará mais minutos nos informativos
estatais, mas compare-se essa atitude com a de compatriotas anónimos
que mantenhem o galego ante as cámaras, porque estám nas nossas
ruas, nos nossos areais. Essa fidelidade resulta bem mais edificante que a
renúncia dos políticos do Bloque.