George Walker Bush: Retrato da estultícia do home mais temido do planeta

Cada vez que abre a boca, todo um enxame de periodistas, analistas políticos ou, simplesmente caçadores de erros orais, estám à espera de se fazerem com umha nova "pérola" que acrescentar à já longa listagem de freqüentes confusons, equivocaçons e descuidos com as que habitualmente age o presidente dos Estados Unidos, George W.Bush.
E é que já jurava tam alto cárrego à frente dos destinos do seu país e, por ende, da humanidade (a sua colheita anterior tampouco é desdenhável) George W.Bush vem surpreendendo o mundo com freqüentes lapsos, quando nom graves patinaços dialécticos que, no melhor dos casos, mostram um homem ignorante em muitos dos assuntos que lhe concernem, de escassas capacidades verbais e com graves problemas à hora de articular umha mensagem minimamente coerente.

Qualificados pola gíria popular como "bushismos", esta fonte inesgotável de chanças acapara os programas de humor de cada noite na televisom norte-americana, e deles nutrem-se um gram número de cómic@s e humoristas que topárom nas bufoneadas de Bush júnior o melhor dos recursos para provocar a risa de um/umhas telespectadores/as que nom acabam de crer na gram vis cómica do seu presidente.

Os exemplos dam para escrever umha enciclopédia. Incluso há quem se dedica a recompilar em forma de livro todo este repertório de palavras mal ditas, deslizes políticos e usos vulgares. A internet também recolhe um bom número de páginas em que se comentam todos estes sucessos do presidente. Os comentários nas televisons também dam para muito. Assim, Conan O´Brien, presentador de um dos melhores late nights na NBC, comentava os dados de um inquérito: "O 63% d@s cidadao/ans apoiam o labor que até agora realizou o presidente. O outro 37% som professores/as de língua".
Mas quem melhor resumiu este fenómeno é James Carville, ideólogo político do Partido Democrata, antigo assessor de Bill Clinton e experto no uso de sarcasmo "Durante o Governo de Clinton, a nossa preocupaçom era que o presidente se abrisse a cremalheira (da bragueta). Durante o Governo de Bush, a preocupaçom dos seus assessores é que abra a boca".

As obviedades, a pesar de o serem, também ocupam umha parte muito importante do pensamento (?) do presidente norte-americano. "Um número baixo de votantes é umha indicaçom de que menos pessoas estám indo a votar", dixo com ocasiom das eleiçons que lhe elevárom à presidência da naçom. "Quero que todo o mundo ouça alto e claro que vou ser o presidente de todo o mundo", anunciou poucos dias depois. "O futuro será melhor amanhá", dixo mais tarde. "Se nom temos êxito, corremos o risco de fracassar", comentou em outra ocasiom. "A gram maioria das nossas importaçons venhem de fora do país" , afirmou sem cortar-se um pelo da mesma forma que num momento dado sinalou que "é importante que a gente entenda que quando há mais negócio há mais comercio".

Os jogos de palavras em forma de galimatias som outras das especialidades do Bush. "Sei o que creio. Continuarei expressando claramente o que creio e, o que creio, creio que está bem e é correcto". Ou este outro: "Nós temos um firme compromisso com a NATO. Nós formamos parte da NATO. Nós temos um firme compromisso com Europa. Nós formamos parte de Europa". Ou incluso este: "O holocausto foi um período obsceno na história da nossa naçom, quer dizer, na história deste século. Mas todos vivemos neste século. Eu nom vivim nesse século".

Os seus descuids e confusons quando viaja ao exterior revestem, às vezes, tal calibre, que se duvida de que algumha vez tomasse classe algumha de Geografia. "Também tendes negros?", perguntou-lhe ao presidente Fernando Cardoso do Brasil. Ou como noutra ocasiom em que, referindo-se ao continente africano, dixo:" Passamos muito tempo falando de África. África é umha naçom que sofre umha doença incrível". Ou como quando numha cimeira das Américas e perante @s periodistas, dixo que se negava a contestar "nem em francês, nem em inglês, nem em mexicano". E na Suécia, por exemplo, o verao passado, nom se lhe ocorreu outra cousa que dizer que "Europa deveria ter mais países". Os seus encontros com outros líderes mundiais tampouco tenhem desperdício. "Os dous usamos crema dos dentes Colgate", apontou após umha entrevista com Tony Blair no mês de Fevereiro do ano passado.

Muito pior som as suas "deducçons científicas": Marte está essencialmente na mesma órbita... Marte está mais ou menos à mesma distáncia do Sol, o qual é muito importante. Nós temos fotos onde existem canles e pensamos que é água. Se há água, isso significa que há oxígeno. Se há oxigeno, significa que podemos respirar", dixo em 1994 quando todavia era governador em Texas. E já que estamos no espaço, aí vai mais outra pérola: "É hora para a raça humana de entrar no sistema solar".
Os juízos históricos, incluso proféticos som outra das suas afeiçons favoritas. "Nós imos ter o povo americano melhor ilustrado do mundo" apostou já em 1997, antes de chegar a presidente e predecir que "pessoas que som realmente muito estranhas podem assumir posiçons claves e provocar um terrível impacto na história". Ou quando dixo: "eu creio que nos dirigimos de modo irreversível face a liberdade e a democracia, mas isso pode mudar".

E como acontece com a maioria d@s dirigentes, Bush também tem a sua particular forma de botar "bolas fora": "Nom é a poluiçom o que está prejudicando o médio ambiente, som as impurezas no nosso ar e água as que fam isso". O de chamar-se a andana: "Todos somos capazes de errar, mas eu nom estou preocupado em esclarecer os erros que poda ter cometido ou nom", expresso com umha indefiniçom total.
Ou esta outra, quase do mesmo signo: "O povo americano nom quer saber nada de declaraçom equivocada nengumha que George Bush poda fazer ou nom". Ou esta: "Eu nom som parte do problema. Eu som republicano".

Outro aspecto que chama a atençom de Bush som as suas fóbias pessoais, que afloram enquanto pode. "Hussein quijo matar meu pai", comentou a modo de excusa para a que pretende ser umha guerra de agressom ao Iraque. O qual contrasta com a sua facilidade para intentar ficar sempre bem: "Deixai-me explicá-lo deste jeito. Nom som umha pessoa negativa". Os enigmas som outra fonte de inspiraçom presidencial. "Estamos preocupados pola sida dentro da nossa Casa Branca. Nom o duvidedes", advertiu em Washington. E a sua gram capacidade de memória: "O que é importante para mim é recordar que é o mais importante", assinalou em Fevereiro de 2001 às crianças de umha escola de Missouri.

Mas por riba de todo isto, há vários elementos que marcam o seu caracter. Em primeiro lugar, a sua jactáncia ("nós estamos preparados para qualquer cousa imprevista que se poda passar ou nom"); depois, o alto conceito de autoestima que tem na sua pessoa ("nom som um romancista muito bom, mas faria um romance muito interessante"), e por último, a sua teima texana, própria de que se sente imperador da Terra: "Eu mantenho todas as declaraçons equivocadas que fixem".

Tirado de Zazpika, suplemento dominical do Diário basco Gara.



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